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PTCrime6 days ago

Motion to Congress: JSD wants effective penalties and zero tolerance for sex crimes

The Youth branch of the Portuguese Social Democratic Party (JSD) has proposed a motion to be presented at the PSD Congress in June, calling for stricter penalties and 'zero tolerance' for sexual crimes. The proposal references data from the Annual Internal Security Report (RASI) and comparative analyses with other countries, arguing that such crimes are increasing in Portugal and that the country has some of the most lenient policies regarding the suspension of prison sentences. The motion urges the state to review how it prevents, punishes, and effectively combats crimes against sexual自由 and自

A Juventude Social Democrata ( JSD ) quer uma reflexão sobre o quadro penal dos crimes de natureza sexual , defendendo que as penas têm de ser efectivas e até mais pesadas, para dar à sociedade um sinal de “tolerância zero”.

A proposta temática que a JSD levará ao Congresso do PSD de 20 e 21 de Junho , intitulada “Não é Não! Penas Efectivas para Crimes Sexuais”, incide exclusivamente sobre este tema, que já era abordado pelo líder da “jota”, João Pedro Luís, na moção com que foi eleito líder desta estrutura, em Maio deste ano.

No documento, a estrutura jovem do PSD cita dados do Relatório Anual de Segurança Interna ( RASI ) e uma análise comparativa com outros países para concluir que a participação destes crimes está a aumentar em Portugal e que o país tem uma das “soluções mais permissivas no que respeita à possibilidade de suspensão da execução da pena de prisão”. “Quando a realidade evidencia a persistência de um problema, a resposta não pode ser a resignação nem o conformismo. Deve ser a acção séria, informada e determinada, capaz de transformar diagnósticos em políticas públicas eficazes e princípios em resultados concretos”, aponta a JSD.

Nesse sentido, a “jota” levará ao Congresso de Anadia (distrito de Aveiro) uma moção que pede ao Estado que reveja a forma como pode “prevenir, punir e combater eficazmente os crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual”. “Seja revisitando a moldura penal aplicável ao crime de violação, com o objectivo de garantir penas efectivas para os crimes sexuais, para que esta reflicta adequadamente a gravidade da conduta e os danos profundos causados às vítimas, ou limitando o recurso à suspensão da execução da pena de prisão nos casos mais graves”, propõem.

A JSD quer também que sejam revistos os prazos de prescrição destes crimes, uma vez que muitas vítimas “necessitam de anos para processar o trauma sofrido e reunir condições para denunciar os factos”. “Por último, defendemos a implementação de uma Estratégia Nacional de Prevenção e Combate à Violência Sexual , capaz de articular os sectores da educação, saúde, justiça e segurança interna numa resposta integrada que privilegie a prevenção, a sensibilização, a formação especializada e o apoio às vítimas”, apelam.

Na moção, a JSD refere-se, em concreto, a três tipos de crimes inscritos no Código Penal: coacção sexual, violação e abuso sexual de crianças (com penas variáveis, mas que atingem no máximo os dez anos e, em alguns casos, têm limites inferiores a cinco, o que permite a suspensão da pena).

A JSD admite que “tem sido feito um caminho de sensibilização crescente que pretende dar às vítimas as ferramentas necessárias para que o silêncio não seja a única alternativa”. No entanto, consideram que, se ao aumento de denúncias não corresponderem acções concretas, o Estado está a dizer que “a denúncia de nada serve, nada será alterado e o alegado agressor, com muita sorte, poderá ser um dia chamado a responder perante uma inconsequente Justiça”.

Segundo os dados citados, relativos a 2025, foram reportados cerca de 11 casos de violação por semana ou uma violação a cada 15 horas em Portugal. “É legítimo perguntar se não existe hoje um consenso social alargado de que quem pratica este tipo de crimes mereça uma resposta penal mais firme, mais clara e mais adequada à especial gravidade da conduta”, referem.

Para a JSD, é crucial que a política contra estes crimes seja “de tolerância zero”, considerando que tal passa, primeiro, por garantir penas efectivas. “O Estado tem de ser capaz de responsabilizar e punir aqueles que entende serem os agressores. Qualquer outro comportamento coloca a vítima numa posição de divisão implícita de culpas que consideramos inadmissível”, apelam.

De acordo com o regulamento do 43.º Congresso do PSD, as propostas temáticas podem ser submetidas pela direcção, pelas estruturas autónomas do partido (JSD, ASD, TSD), pelas estruturas regionais e distritais ou ainda subscritas por 1500 militantes ou por 50 delegados.

Read the full article at Público
Source document: Relatório Anual de Segurança Interna (RASI)

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PúblicoIndependentCenter6 days ago
Motion to Congress: JSD wants effective penalties and zero tolerance for sex crimes

The Youth branch of the Portuguese Social Democratic Party (JSD) has proposed a motion to be presented at the PSD Congress in June, calling for stricter penalties and 'zero tolerance' for sexual crimes. The proposal references data from the Annual Internal Security Report (RASI) and comparative analyses with other countries, arguing that such crimes are increasing in Portugal and that the country has some of the most lenient policies regarding the suspension of prison sentences. The motion urges the state to review how it prevents, punishes, and effectively combats crimes against sexual自由 and自

Bias read (Center): The article presents the JSD's proposal without overtly favoring one side. It includes references to official sources like the RASI report and mentions the JSD's stance without editorializing or using biased language. The framing appears balanced, focusing on the content of the proposal rather than赞

Official sources cited

  • government Relatório Anual de Segurança Interna (RASI)

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  • governmentRelatório Anual de Segurança Interna (RASI)