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BRHealth13 days ago

Thermogenic supplements: understand the health risks

The article discusses the growing popularity of thermogenic supplements among Brazilian consumers, particularly young people and gym-goers, who seek quick weight loss solutions. While these products are marketed as metabolism boosters and energy enhancers, they pose health risks when used irresponsibly. The article highlights specific groups—such as those with cardiovascular issues, pregnant women, individuals with gastrointestinal, renal, or liver problems, and those with anxiety disorders—who should avoid them. It also mentions the potential dangers of combining these supplements with other

A busca por resultados imediatos tem levado muitos brasileiros, sobretudo jovens e frequentadores de academias, a recorrerem aos suplementos termogênicos como solução rápida para perder peso. Vendidos como aceleradores do metabolismo e impulsionadores de energia, esses produtos ganharam espaço no mercado e se tornaram presença constante nas prateleiras. Contudo, o uso descontrolado expõe uma ameaça silenciosa à saúde pública.

Os termogênicos costumam ser percebidos como inofensivos por estarem à venda livremente, mas há grupos que não deveriam utilizá-los devido aos riscos: pessoas com doenças cardiovasculares, gestantes e lactantes, indivíduos com problemas gastrointestinais, renais, hepáticos ou transtornos de ansiedade. Além disso, o uso concomitante com medicamentos prescritos ou suplementos não supervisionados aumenta ainda mais o potencial de danos.

Regulamentação feita pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) construiu um arcabouço normativo para proteger o consumidor. A RDC (Resoluções da Diretoria Colegiada) nº 243/2018 estabelece limites para nutrientes e substâncias bioativas; a IN (Instruções Normativas) nº 28/2018 lista ingredientes autorizados; e as RDCs nº 241/2018 e 242/2018 disciplinam fabricação, propaganda e registro/notificação dos produtos . Essas normas foram criadas para evitar a circulação de substâncias perigosas como efedrina e DNP (dinitrofenol), já associadas a desfechos fatais.

A linha do tempo da regulação mostra avanços importantes: em 2003, vieram os primeiros alertas sobre efedrina; em 2010, o DNP foi proibido após mortes registradas; em 2018, o marco regulatório atual foi consolidado; e entre 2022 e 2024, houve intensificação da fiscalização em plataformas digitais, com apreensão de produtos adulterados.

Complicações que vão além da perda de peso

Apesar da regulação, hospitais brasileiros continuam recebendo casos que revelam a discrepância entre propaganda e realidade. Emergências atendem jovens com arritmias, hipertensão e palpitações após ingestão de cápsulas com altas doses de cafeína.

Há relatos de eventos cardíacos e até acidentes vasculares associados ao uso indiscriminado de estimulantes. Complicações psiquiátricas, crises de ansiedade e quadros maníacos também aparecem como sinais de alerta. O risco não é apenas teórico: é clínico e recorrente.

Estudos revelam o alcance do consumo

Um estudo publicado na Revista Destaques Acadêmicos (Editora Univates, 2022), realizado na Serra Gaúcha, identificou que 62,7% dos praticantes de musculação já utilizaram ou utilizam suplementos termogênicos, sendo que mais da metade iniciou o consumo por indicação de vendedores ou por automedicação.

Uma pesquisa divulgada na Revista Eletrônica Acervo Saúde (2026), conduzida por docentes e estudantes da Faculdade Pernambucana de Saúde, revelou que 28,7% dos universitários da área da saúde consomem termogênicos sem prescrição médica, relatando sintomas como insônia, agitação, dor gástrica e palpitações.

Esses dados, oriundos de periódicos científicos nacionais, reforçam que o consumo é elevado e frequentemente desassistido, aumentando a preocupação das instituições de saúde e dos especialistas. A procura desenfreada por esses produtos, muitas vezes sem orientação, revela uma cultura de risco que precisa ser enfrentada com informação e responsabilidade.

Mudanças de hábitos continuam sendo o caminho mais seguro e eficaz para controlar o peso (Imagem: EZ-Stock Studio | Shutterstock)

Hábitos que realmente funcionam para emagrecer

A regulação é necessária, mas não suficiente. Além de normas rígidas e fiscalização para coibir a venda de produtos adulterados ou com ingredientes proibidos, precisamos de educação em saúde eficaz, rotulagem clara e orientação profissional para quem pensa em utilizar esses suplementos.

A promessa de que uma cápsula resolverá o desafio do excesso de peso é perigosa porque desloca a solução para um produto e omite o que realmente funciona: mudanças sustentadas de estilo de vida, alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento pelo endocrinologista.

Termogênicos colocam a saúde em risco

Os termogênicos podem parecer uma solução mágica, mas, na prática, representam uma ameaça silenciosa à saúde. O aumento metabólico que eles provocam é mínimo e passageiro, enquanto os efeitos colaterais podem ser devastadores.

O uso indiscriminado de termogênicos é um problema de saúde pública. Cabe às instituições de saúde, aos profissionais e aos órgãos reguladores proteger a população desse risco evitável. E cabe ao consumidor questionar promessas fáceis e buscar orientação qualificada. Em saúde , atalhos muitas vezes custam caro e, no caso dos termogênicos, o preço pode ser a própria vida.

Por Dr. Joé Sestello

Diretor-presidente da Unimed Nova Iguaçu, angiologista e cirurgião vascular/endovascular

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Source document: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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CartaCapitalIndependentCenter13 days ago
Thermogenic supplements: understand the health risks

The article discusses the growing popularity of thermogenic supplements among Brazilian consumers, particularly young people and gym-goers, who seek quick weight loss solutions. While these products are marketed as metabolism boosters and energy enhancers, they pose health risks when used irresponsibly. The article highlights specific groups—such as those with cardiovascular issues, pregnant women, individuals with gastrointestinal, renal, or liver problems, and those with anxiety disorders—who should avoid them. It also mentions the potential dangers of combining these supplements with other

Bias read (Center): The article provides factual information about the health risks associated with thermogenic supplements without taking a political stance. It focuses on public health concerns and regulatory measures by Anvisa, presenting balanced information without evident bias.

Official sources cited

  • government Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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  • governmentAgência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)