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PTMedicine4 days ago

The Navy assumes "internal fault" in the Mondego military notification but denies disrespect

The Lisbon Court has ruled that the Chief of the Navy Staff (CEMA), Admiral Nobre de Sousa, compromised the proceedings of the trial of three military personnel accused of violating state secrets, resulting in a fine of €816. In response to questions from Lusa agency, the Navy admitted an internal failure in notifying the military personnel involved. The Navy stated that this failure was fully acknowledged by the Admiral but does not constitute any disrespect towards the court. According to a dispatch obtained by Lusa, the second session of the trial scheduled for Wednesday was postponed dueto

O Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Jorge Nobre de Sousa, foi esta terça-feira, 16 de junho, condenado ao pagamento de uma sanção pecuniária de 816 euros por a Marinha não ter notificado testemunhas para julgamento, de acordo com um despacho a que o DN teve acesso.

Segundo a decisão, um despacho judicial proferido a 4 de maio havia responsabilizado Nobre de Sousa para notificar os militares Vasco Pires e Filipa Pinto para comparecer em tribunal esta quarta-feira, 17 de junho, pelas 9h30, para prestarem depoimento enquanto testemunhas, no âmbito do caso do NRP Mondego. Mas o Chefe da Armada "não logrou" "proceder em conformidade".

O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa entende, segundo o despacho assinado pela juíza Tânia Gomes, que "o comportamento processual assumido pela Marinha Portuguesa compromete gravemente o regular funcionamento do serviço deste tribunal, afeta de forma intensa a imagem de eficácia, prontidão e rigor que o cidadão espera de ambas as instituições (tribunal e Forças Armadas) e configura uma tentativa de comprometimento do dever de acatamento das ordens judiciais e da autoridade dos tribunais".

A magistrada considera estar em causa uma "censurável e injustificada omissão do dever de colaboração com o tribunal" e "um entorpecimento igualmente intolerável da ação da justiça".

A sanção pecuniária aplicada corresponde a oito unidades de conta, fixadas em 102 euros cada, ou seja, um total de 816 euros.

O tribunal decidiu ainda considerar sem efeito as audiências previamente agendadas para 17 e 24 de junho.

No despacho de decisão, a juíza lembra que a Constituição da República Portuguesa diz, no número 2 do artigo 205.ª, "as decisões dos tribunais são obrigatórias para todas as entidades públicas e privadas e prevalecem sobre as de quaisquer outras autoridades."

A isto acresce, diga-se, que o número 3 do 275.º da Lei Fundamental impõe que "as Forças Armadas obedecem aos órgãos de soberania competentes, nos termos da Constituição e da lei."

"A juíza presidente proferiu um despacho, considerando, em nosso entender bem, que o comportamento processual da Marinha compromete gravemente o regular funcionamento do serviço do Tribunal, que afeta a imagem que o cidadão espera de ambas as instituições, o Tribunal e as Forças Armadas, e sobretudo configura uma tentativa de comprometimento do dever de acatamento das ordens judiciais e da autoridade dos tribunais" , afirmou ao DN o advogado de defesa, António Garcia Pereira.

"Convém recordar que a primeira sessão de julgamento, que esteve marcada para 22 de abril, não se pôde realizar porque a Marinha não fez comparecer a imediata do navio, a segunda testemunha, no Tribunal, invocando que ela estava embarcada a bordo da fragata Álvares Cabral e que não podia comparecer, e pretendendo que ela fosse ouvida por WhatsApp. A defesa opôs-se com veemência a isso, como se opôs a que comandante e imediata pudessem ser ouvidos em dias separados, porque aquilo que se passou já no decurso dos disciplinares levaram a defesa a entender que isso seria uma circunstância lesiva do apuramento da verdade dos factos. A juíza nessa altura, dando razão aos argumentos da defesa, adiou então o julgamento para serem ouvidas as duas testemunhas presencialmente no passado dia 6 de Maio, e o que aconteceu foi que no dia 4 de Maio, praticamente à hora do fecho do Tribunal, a Marinha enviou o ofício a dizer que a imediata estava a bordo da Marinha, da Alvores Cabral, e portanto que não iria comparecer" , lembrou o causídico, que considerou que "o que se está a passar é inaceitável para qualquer cidadão, mais ainda para uma instituição militar e para a chefia máxima da instituição militar" .

Ainda não existe data para a próxima sessão.

Estava previsto que os três dos 13 militares da Marinha que recusaram embarcar no Navio da República Portuguesa (NRP) Mondego, em março de 2023, começassem esta quarta-feira a ser julgados pelo crime de violação do segredo de Estado.

Em causa está o crime de violação do segredo de Estado, tendo o Ministério Público considerado que os militares divulgaram publicamente informações reservadas sobre o estado do navio e que estes sabiam da natureza confidencial dos dados.

Para o Ministério Público, o NRP Mondego “possuía capacidade de largar para o mar, ainda que com algumas condições degradadas”, incluindo fissuras no convés, um motor inoperacional e uma avaria na bomba de refrigeração do motor, lê-se na acusação. E, caso se verificassem “condições impossíveis para cumprir missão, o comandante podia decidir regressar ao porto”.

Read the full article at Diário de Notícias
Source document: Tribunal de Lisboa

4 reports

RTP NotíciasState / PublicCenter4 days ago
The Navy assumes "internal fault" in the Mondego military notification but denies disrespect

The Lisbon Court has ruled that the Chief of the Navy Staff (CEMA), Admiral Nobre de Sousa, compromised the proceedings of the trial of three military personnel accused of violating state secrets, resulting in a fine of €816. In response to questions from Lusa agency, the Navy admitted an internal failure in notifying the military personnel involved. The Navy stated that this failure was fully acknowledged by the Admiral but does not constitute any disrespect towards the court. According to a dispatch obtained by Lusa, the second session of the trial scheduled for Wednesday was postponed dueto

Bias read (Center): The article presents a factual account of the court ruling and the Navy's response without apparent bias or slant.

Official sources cited

  • court Tribunal de Lisboa
PúblicoIndependentCenter4 days ago
Navy assumes internal error in the notification of military of the World War, but denies disrespect

The Navy admitted an 'internal failure' regarding the notification of two military personnel who refused to board the patrol ship Mondego and were scheduled to appear in court on Wednesday. However, it denied any disrespect towards the court. The issue arises from the Lisbon court ruling that the Chief of the Naval Staff (CEMA) compromised the proceedings of the trial involving three military personnel accused of violating state secrets, resulting in a fine of €816 imposed on Admiral Nobre de Sousa. In response to questions from Lusa agency, the Navy stated that preliminary internal checks '证实

Bias read (Center): The article reports on an admission of procedural error by the Navy without apparent ideological framing or biased language. It presents facts from official sources and does not show clear slant toward any political side.

Official sources cited

Diário de NotíciasIndependentCenter5 days ago
Court accuses Navy of "obstruction of justice" and fines Navy chief 816 euros

The Chief of the Navy Staff, Admiral Jorge Nobre de Sousa, was fined €816 by the Lisbon District Court for failing to notify witnesses for a trial related to the NRP Mondego case. The court found that the Portuguese Navy's actions compromised the proper functioning of the judiciary and damaged public trust in both institutions.

Bias read (Center): The article reports on a legal decision involving a military official and does not exhibit clear ideological framing, loaded language, or one-sided sourcing. It presents the court's findings and reasoning without apparent bias.

Official sources cited

  • court Despacho judicial proferido a 4 de maio
  • court Juíza Tânia Gomes
ExpressoIndependent🔒Center5 days ago
Court sentences Navy chief to a fine of 816 euros for obstructing trial

A court has fined the head of the Navy 816 euros for compromising a trial.

Bias read (Center): The article reports on a legal ruling without apparent ideological framing. It states the outcome of the case (a fine imposed by a tribunal) without commentary, loaded language, or selective sourcing that would indicate a particular political leaning.

Official sources cited

  • government Tribunal

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The official sources this coverage is built on. Read them directly to bypass framing.

  • courtTribunal de Lisboa
  • press_releaseLusa Agency Report
  • courtDespacho judicial proferido a 4 de maio
  • courtJuíza Tânia Gomes
  • governmentTribunal