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BREconomy4 days ago

Japan and Mercosur start negotiations for a trade agreement

The Japanese Prime Minister's office announced that Japan and the Southern Common Market (Mercosul) have decided to begin negotiations for an Economic Partnership Agreement (EPA). The announcement followed a meeting between Japanese Prime Minister Sanae Takaichi and Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva at the G7 summit. Both leaders expressed hope for a mutually beneficial agreement that would strengthen economic ties. According to preliminary details from the Japanese newspaper Nikkei, the agreement could focus on reducing tariffs on automobiles and diversifying Japan's sources of石油和

"As eleições do Brasil são um problema do Brasil. Como as eleições americanas são um problema dele. Não é um problema meu."

A frase, dita pelo presidente Lula em entrevista coletiva na embaixada brasileira em Genebra nesta quarta-feira (17), resume o tom que ele deu a quase todas as respostas sobre Donald Trump : o Brasil decide os próprios assuntos, negocia em pé de igualdade e não se alinha automaticamente a nenhuma potência.

"Não se metam nas eleições do Brasil", afirmou Lula, após declarações de Trump, que chamou de perigosa a situação política no país e se confundiu sobre a situação do clã Bolsonaro.

Sobre a falta de uma reunião bilateral com o americano na cúpula do G7, Lula foi direto: "Eu acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Ele sabe disso. É por isso que eu disse que ele ainda continua agindo como imperador."

"Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas", completou, ao defender que Trump não interfira na política brasileira.

Questionado sobre os encontros breves e a pouca interação com Trump nas imagens da cúpula, Lula disse considerar "desaforada" a atitude do americano em relação ao Brasil, mas atribuiu a ausência de uma reunião bilateral à fase ainda aberta da negociação sobre o tarifaço imposto por Washington, não a um rompimento.

"Eu não pedi bilateral para o Trump porque nós estamos em negociação", disse o presidente, citando as conversas em andamento entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, e entre o ministro Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio) e a contraparte americana.

Lula afirmou ter entregue pessoalmente a Trump, por escrito, quatro documentos durante a cúpula: um sobre o combate ao crime organizado, destacando a capacidade da Polícia Federal brasileira; um sobre terras raras e minerais críticos; um sobre comércio bilateral; e uma cópia do acordo que Brasil, Turquia e Irã negociaram em 2010 sobre o programa nuclear iraniano — que, segundo o presidente, teria evitado a necessidade de ataques militares ao país caso tivesse sido aceito na época.

"Eu fiz questão de entregar por escrito, porque agora, quando eu converso com uma pessoa que fala mais do que ouve, eu faço questão de entregar por escrito para as pessoas não esquecerem o que eu entreguei", afirmou.

Sobre o documento de combate ao crime organizado, Lula disse ter usado o encontro para rebater publicamente a decisão do governo americano de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, anunciada por Marco Rubio na semana anterior à cúpula.

"Eu fiquei surpreso quando a semana passada recebo a notícia da punição, inclusive colocando as facções criminosas como terroristas", disse. "Eu tinha falado para eles, essas ações criminosas são terroristas para o povo brasileiro, para o povo das comunidades no Brasil. Não são terroristas como você pensa, eles não querem brigar e derrotar o Estado, eles não querem criar um outro Estado, eles querem dinheiro. Então é diferente."

O presidente disse ainda ter cobrado dos americanos uma cooperação mais ativa contra o tráfico de armas e a lavagem de dinheiro ligados ao crime organizado brasileiro. "Todas as armas que a Polícia Federal apreende no Brasil vêm de Miami. E o Estado de Delaware, nos Estados Unidos , faz lavagem de dinheiro de bandidos brasileiros", afirmou, sem detalhar a fonte dessas informações.

Eleições e a referência a Eduardo Bolsonaro

Lula também foi questionado sobre declarações de Trump à imprensa em Évian, nas quais o americano classificou o Brasil como um país "complicado" e "perigoso" politicamente, e disse ter ouvido falar que prenderam o "Bolsonaro Jr" porque ele estaria bem nas pesquisas.

A fala parece se referir a Eduardo Bolsonaro, condenado nesta semana pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo — mas que não foi efetivamente preso, já que vive nos Estados Unidos desde 2025. Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo, é senador e pré-candidato à Presidência, e não foi condenado nem preso no caso.

Lula não corrigiu o equívoco de Trump diretamente, mas atribuiu o comentário ao desconhecimento do americano sobre a política brasileira. "Eu acho que ele conhece pouco o Brasil. Ele conhece o Brasil pela relação que ele tem com a família Bolsonaro", disse.

O presidente aproveitou para defender o sistema eleitoral brasileiro, citando a apuração rápida das urnas eletrônicas como exemplo a ser seguido pelos próprios Estados Unidos. "Não tem país no mundo que tem um sistema de urna eletrônica em que, duas horas após terminar as eleições, a gente já sabe o resultado em 27 estados da Federação", afirmou. "Se tem alguém que tem que aprender com as eleições civilizadas no Brasil, é o meu amigo Trump."

Apesar do tom crítico, Lula evitou um rompimento mais duro e disse respeitar o direito de Trump de manter suas preferências políticas, inclusive de simpatia pela família Bolsonaro.

"Para mim, ele pode continuar gostando…

Read the full article at Folha de S.Paulo
Source document: President Lula's statement

3 reports

Folha de S.PauloIndependentCenter4 days ago
'Don't meddle in Brazilian elections', says Lula in reaction to Trump

Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva stated that Brazil's elections are Brazil's problem and warned against foreign interference, specifically responding to comments made by U.S. President Donald Trump regarding Brazil's political situation. Lula emphasized that Brazil negotiates on equal terms and does not automatically align with any power. He criticized Trump's remarks as inappropriate and suggested that Trump still acts like an emperor. Lula also mentioned that the lack of a bilateral meeting during the G7 summit was due to ongoing trade negotiations rather than a rupture.

Bias read (Center): The article presents Lula's statements directly without editorializing or emphasizing one side over another. It includes his quotes and explanations without apparent bias toward either Lula or Trump. The framing remains neutral, focusing on the content of Lula's responses and the context provided.

Official sources cited

  • government President Lula's statement
Gazeta do PovoIndependentCenter5 days ago
Japan and Mercosur start negotiations for a trade agreement

The Japanese Prime Minister's office announced that Japan and the Southern Common Market (Mercosul) have decided to begin negotiations for an Economic Partnership Agreement (EPA). The announcement followed a meeting between Japanese Prime Minister Sanae Takaichi and Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva at the G7 summit. Both leaders expressed hope for a mutually beneficial agreement that would strengthen economic ties. According to preliminary details from the Japanese newspaper Nikkei, the agreement could focus on reducing tariffs on automobiles and diversifying Japan's sources of石油和

Bias read (Center): The article presents the development of trade negotiations between Brazil and Japan in a neutral tone, without evident ideological framing or biased language. It reports on official announcements and quotes both leaders without taking a stance.

Official sources cited

Folha de S.PauloIndependentCenter5 days ago
Mercosur and Japan can start negotiating a free trade agreement with Russia, says Lula

Brazil's President Luiz Inácio Lula da Silva announced during a G7 summit that Brazil and Japan may begin negotiations for a free trade agreement between the Mercosul bloc and Japan. The potential announcement is expected by June 30 at a Mercosul summit in Paraguay. The declaration was made during a bilateral meeting with Japanese Prime Minister Sanae Takaichi. Lula highlighted historical ties between the two countries, including the large Japanese community in Brazil and growing Brazilian presence in Japan. This development follows Japan's increased interest in Mercosul, driven by efforts to尋

Bias read (Center): The article presents factual information about diplomatic and economic discussions without overtly favoring any political side. It includes quotes from Lula and mentions Japan's motivations but does not use loaded language or omit key perspectives.

Official sources cited

  • government President Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • government Japanese Prime Minister Sanae Takaichi

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