ON
← Back to feed
BRCrime11 days ago

CNJ opens proceedings against judge from Minas Gerais accused of sexual abuse.

Brazil's National Council of Justice (CNJ) opened an administrative disciplinary process against judge Magid Nauef Louar of Minas Gerais to investigate allegations of sexual abuse and functional infractions. The judge will remain suspended from office during the investigation.

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu nesta terça-feira (9) abrir um processo administrativo disciplinar contra o desembargador Magid Nauef Láuar , do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais ), para investigar denúncias de abusos sexuais e possíveis infrações funcionais. O magistrado continuará afastado do cargo durante as apurações.

A decisão foi unânime e seguiu voto do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, durante sessão do plenário do CNJ.

A reportagem tentou contato com o escritório do advogado Daniel Calazans Palomino Teixeira, responsável pela defesa de Láuar, por telefone e mensagem, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto. As tentativas de contato ocorreram entre as 15h e as 17h desta terça.

O processo administrativo disciplinar, conhecido como PAD, é o instrumento usado pelo CNJ para investigar a conduta de magistrados. Ao final da apuração, o conselho pode aplicar punições administrativas que vão de advertência à aposentadoria compulsória.

Láuar já havia sido afastado cautelarmente pelo CNJ em fevereiro deste ano —ele informou na época, via Tribunal de Justiça, que não se pronunciaria sobre as acusações.

Na ocasião, o conselho abriu uma reclamação disciplinar para apurar a atuação do desembargador em um julgamento de estupro de vulnerável que teve grande repercussão.

O magistrado votou pela absolvição de um homem de 35 anos acusado de manter relações sexuais com uma menina de 12 anos. Em seu entendimento, as circunstâncias do caso e a chamada "formação de família" tornariam desproporcional a aplicação da lei.

FolhaJus

A newsletter sobre o mundo jurídico exclusiva para assinantes da Folha

A decisão contrariava entendimento consolidado do STJ (Superior Tribunal de Justiça), segundo o qual qualquer ato sexual com menores de 14 anos configura estupro de vulnerável, independentemente de consentimento ou da existência de relacionamento afetivo.

Após a repercussão do caso, o próprio desembargador voltou atrás e suspendeu o acórdão . Um novo mandado de prisão contra o réu foi expedido.

Como surgiram as acusações

Durante a apuração sobre o julgamento, porém, a Corregedoria Nacional de Justiça recebeu denúncias de supostos crimes sexuais atribuídos ao magistrado. As acusações levaram à ampliação da investigação.

Segundo o corregedor Mauro Campbell, uma equipe da corregedoria foi a Minas Gerais para ouvir denunciantes em casos ocorridos nas cidades de Teófilo Otoni e Governador Valadares. O ministro afirmou que foram identificadas sete supostas vítimas.

Em março, quando o CNJ decidiu manter o afastamento cautelar do desembargador, o órgão havia informado ter ouvido cinco denunciantes . As acusações chegaram ao conselho por meio da deputada federal Duda Salabert (PDT).

Ao defender a abertura do PAD, Campbell afirmou que os depoimentos apontam para um padrão de comportamento por parte do magistrado.

"Do depoimento das vítimas foi possível extrair um padrão sistemático de comportamento", afirmou o corregedor durante a sessão.

Segundo o ministro, as vítimas eram abordadas em situações de vulnerabilidade ou de subordinação, o que dificultava a resistência às investidas. Campbell também citou relatos de ameaças e afirmou que os fatos investigados ainda não prescreveram.

O voto do corregedor foi acompanhado pelos demais conselheiros e pelo presidente do CNJ e do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin.

Em março, o TJ-MG informou que cumpriria as determinações do CNJ e que havia instaurado procedimento administrativo para apurar a conduta do desembargador.

Read the full article at Folha de S.Paulo
Source document: CNJ

2 reports

Folha de S.PauloIndependentCenter11 days ago
CNJ opens proceedings against judge from Minas Gerais accused of sexual abuse.

Brazil's National Council of Justice (CNJ) opened an administrative disciplinary process against judge Magid Nauef Louar of Minas Gerais to investigate allegations of sexual abuse and functional infractions. The judge will remain suspended from office during the investigation.

Bias read (Center): The article presents facts about the administrative process in neutral, factual language without loaded terminology, editorial commentary, or one-sided sourcing.

Official sources cited

CartaCapitalIndependentCenter12 days ago
The CNJ is bringing a case against a defendant accused of sexual offences

The National Council of Justice (CNJ) has unanimously decided to open an administrative disciplinary process against Judge Magid Nauef Láuar of the State Court of Minas Gerais (TJMG), who was accused of sexually assaulting a 12-year-old girl. Láuar has been suspended since late February by the CNJ following the controversy surrounding his decision to acquit a 35-year-old man accused of statutory rape in the Triangulo Mineiro region. The investigation has expanded to include suspected sexual crimes committed during his time as a judge in the cities of Ouro Preto and Betim. At least seven women,

Bias read (Center): The article reports on a legal proceeding involving a judicial official accused of sexual crimes. It presents facts without overtly biased language, mentions multiple victims coming forward voluntarily, and references official actions taken by the CNJ and federal police. There is no clear framing or

Go to the primary sources (3)

The official sources this coverage is built on. Read them directly to bypass framing.