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BRCulture4 days ago

Italian historian Carlos Ginzburg dies at the age of 87

Carlo Ginzburg, an Italian historian known for pioneering 'micro-history' and studying popular culture, has died at 87. He was a leftist intellectual who wrote on topics ranging from witch trials in Renaissance Italy to European intellectual history. Ginzburg taught at several universities and defended Adriano Sofri, an extreme-left journalist convicted of murder in 1972. He authored a book discussing the first trial of Sofri, noting judicial errors and drawing parallels with historical witchcraft trials.

O historiador italiano Carlo Ginzburg , pioneiro no estudo da “micro-história” e da cultura popular, morreu aos 87 anos, informou sua filha nesta quarta-feira 17.

“Adeus, pai”, escreveu Lisa Ginzburg, autora e filósofa, em um post no Instagram acompanhado por uma foto dela com o pai.

A “micro-história” é um tipo de pesquisa histórica baseada em investigações em pequena escala e tem como objetivo apresentar uma contraposição aos grandes modelos explicativos da história, como o marxismo.

Ginzburg, um intelectual de esquerda, escreveu sobre vários temas, dos julgamentos por bruxaria e crenças em magia na Itália renascentista até a história intelectual da Europa.

Ele foi professor na Universidade de Bolonha, na ‘Scuola Normale Superiore’ de Pisa e na Universidade da Califórnia (UCLA).

Ao lado de outros intelectuais, ele defendeu o jornalista de extrema esquerda Adriano Sofri, condenado pelo assassinato, em 1972, de um delegado de polícia.

Sofri, amigo de Ginzburg, foi condenado em 1997, após sete julgamentos, a 22 anos de prisão. Ele deixou a prisão em 2012.

Em 1991, Carlo Ginzburg escreveu um livro sobre o primeiro julgamento de Sofri, no qual menciona um erro do Judiciário e afirma ter encontrado semelhanças com os processos contra a bruxaria dos séculos XVI e XVII.

O historiador nasceu em 15 de abril de 1939, em Turim. Sua mãe, Natalia Ginzburg, era romancista e tradutora. Seu pai, Leone Ginzburg, professor de literatura russa e militante antifascista, foi assassinado pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, quando Carlo tinha cinco anos.

Carlo Ginzburg obteve doutorado em Filosofia na Scuola Normale de Pisa. Em 1976, publicou Il formaggio e i vermi  ( O Queijo e os Vermes ). A obra, um clássico amplamente traduzido, reconstruiu a visão de mundo de um moleiro do século XVI, natural de Friuli, no nordeste da Itália.

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CartaCapitalIndependentCenter4 days ago
Italian historian Carlos Ginzburg dies at the age of 87

Carlo Ginzburg, an Italian historian known for pioneering 'micro-history' and studying popular culture, has died at 87. He was a leftist intellectual who wrote on topics ranging from witch trials in Renaissance Italy to European intellectual history. Ginzburg taught at several universities and defended Adriano Sofri, an extreme-left journalist convicted of murder in 1972. He authored a book discussing the first trial of Sofri, noting judicial errors and drawing parallels with historical witchcraft trials.

Bias read (Center): The article provides factual information about the death of a cultural figure and his academic contributions without taking a political stance or using biased language. The mention of his leftist views and involvement with Adriano Sofri does not imply endorsement or criticism.