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BRPolitics8 days ago

Most STFs maintain a lifetime review end and pave the way for reduced benefits

The majority of Brazil's Supreme Federal Court (STF) has upheld the end of lifetime review of pensions, paving the way for the reduction of benefits. If the decision is confirmed, retirees who won lifetime review cases up to April 2024 may see their benefits reduced.

Caso decisão seja confirmada, aposentados que ganharam ações de revisão da vida toda até abril de 2024 podem benefício reduzido. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (12), para rejeitar o pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) para que os segurados do INSS que acionaram a Justiça entre dezembro de 2019 e abril de 2024 possam optar pela revisão da vida toda, considerada mais vantajosa.

A revisão da vida toda garante aos beneficiários a possibilidade de incluir todas as contribuições feitas ao INSS no cálculo das aposentadorias, inclusive os salários anteriores a julho de 1994, antes da implantação do Plano Real. Com isso, o rendimento seria maior.

O ministro Nunes Marques, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2111, argumentou que a questão já havia sido "debatida exaustivamente" pela Corte e que a insistência no recurso revelou um "abuso do direito de recorrer". Ele determinou o arquivamento dos autos.

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Único a divergir, o ministro Dias Toffoli defendeu que a confiança legítima dos segurados deveria ser protegida com uma modulação mais ampla, garantindo o direito de opção para quem entrou na Justiça entre dezembro de 2019 e abril de 2024.

Em março de 2024, o STF determinou que a regra de transição previdenciária para o cálculo de aposentadoria, prevista no artigo 3º da Lei nº 9.876/1999, é obrigatória.

Assim, os aposentados perderam o direito de escolher o regime previdenciário mais benéfico. A decisão foi alvo de uma série de recursos em razão das mudanças de entendimento da Corte sobre o tema.

Entenda o imbróglio da revisão da vida toda no STF

Em 2022, os ministros reconheceram que os segurados poderiam optar pela revisão da vida toda. Contudo, essa decisão não chegou a entrar em vigor, porque o INSS recorreu. Dois anos depois, o Supremo mudou de entendimento e derrubou a decisão de 2022.

Na ocasião, os ministros julgaram duas ações de inconstitucionalidade (ADIs 2110 e 2111) sobre o fator previdenciário, e não o recurso extraordinário no qual os aposentados ganharam o direito à revisão. Com isso, a decisão de 2022 foi anulada de forma indireta.

Ao analisar outro recurso, em novembro de 2025, o STF reafirmou que a regra de transição do fator previdenciário é obrigatória, e determinou que os valores recebidos até 5 de abril de 2024, em decorrência de decisões judiciais favoráveis à tese, não precisam ser devolvidos.

Apesar de já ter maioria formada, o julgamento atual ficará aberto até a próxima sexta-feira (19) no plenário virtual, onde não é possível discutir o tema. O presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro André Mendonça ainda não votaram.

Neste formato, os ministros podem optar por acompanhar o entendimento de Nunes Marques ou a divergência de Toffoli, bem como pedir vista (mais tempo para análise dos autos) ou pedir destaque (levar o julgamento para começar do zero no plenário físico).

Voto do relator no recurso da CNTM

Caso a vitória do voto de Nunes Marques seja confirmada, aposentados que já ganharam ações podem ter o benefício reduzido devido à regra de transição obrigatória.

Embora tenha negado o pedido da CNTM para estender o direito de opção a todas as ações ajuizadas até março de 2024, o relator manteve os critérios de modulação estabelecidos anteriormente. Dessa forma, fica determinado que:

Os aposentados que receberam valores maiores por força de decisões judiciais (finais ou liminares) emitidas até 5 de abril de 2024 não precisarão devolver o dinheiro ao INSS .

Autores de ações que ainda estavam pendentes até a mesma data ficam isentos de pagar honorários de sucumbência, custas processuais ou perícias contábeis.

Apesar da manutenção dos valores já recebidos, a decisão impede a continuidade do pagamento de benefícios calculados com base na tese da revisão da vida toda para o futuro, devendo os cálculos se adequarem à regra de transição.

Até o momento, acompanharam o voto de Nunes Marques: Luiz Fux, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

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Source document: Brazil's Supreme Federal Court (STF)

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Gazeta do PovoIndependentCenter8 days ago
Most STFs maintain a lifetime review end and pave the way for reduced benefits

The majority of Brazil's Supreme Federal Court (STF) has upheld the end of lifetime review of pensions, paving the way for the reduction of benefits. If the decision is confirmed, retirees who won lifetime review cases up to April 2024 may see their benefits reduced.

Bias read (Center): The article presents a factual summary of the court's decision without overtly biased language, framing, or emphasis. It does not favor one side over another and simply reports the potential impact of the ruling.

Official sources cited

  • government Brazil's Supreme Federal Court (STF)

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