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PTMedicine3 days ago

Ensure that facts remain louder than noise

The article discusses a conference titled 'Factness: The Place of Facts in Health, Nutrition, and Fitness Communication,' held at the Nova Medical School in Lisbon. The event brought together professionals and researchers to discuss challenges related to misinformation, pseudoscience, and communication in health and nutrition. Speakers included Paula Macedo, subdirector for Research at NMS, and Helena Pereira, executive editor of PÚBLICO. They highlighted the paradox of having more scientific knowledge and information available than ever before, yet it being harder to distinguish evidence from

“Desinformação”, “pseudociência”, “saúde”, “nutrição” e “comunicação” foram alguns dos termos frequentemente mencionados durante a conferência Factness: O lugar dos factos na comunicação de saúde, nutrição e fitness , que se realizou nesta quarta-feira na Sala dos Actos da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa (Nova Medical School – ​NMS).

Na recta final do projecto de jornalismo de investigação Factness , o PÚBLICO e a NMS uniram-se, reunindo nesta conferência profissionais e investigadores para debater as conclusões e os desafios identificados no decurso da iniciativa, que foi financiada por uma bolsa da Journalism Science Alliance.

A sessão de abertura da conferência ficou a cargo de Paula Macedo, subdirectora para a Investigação da NMS, e de Helena Pereira, editora executiva do jornal PÚBLICO, que reflectiram sobre os desafios impostos pelas redes sociais e pela desinformação na saúde e nutrição. “Vivemos realmente uma época extraordinária”, afirmou Paula Macedo, referindo que “nunca produzimos tanto conhecimento científico” e nunca houve “tanta informação disponível nem tantas formas de comunicar”. “Paradoxalmente, nunca foi tão difícil distinguir evidência de opinião, ciência de persuasão.”

A subdirectora para a Investigação da NMS reforçou ainda que as redes sociais alteraram os mecanismos tradicionais de validação do conhecimento, com o número de seguidores a substituir a competência. Mas esta não é apenas uma questão sobre desinformação : é também sobre “confiança” e responsabilidade em comunicar melhor e “garantir que os factos continuam a ser mais fortes do que o ruído nesta era digital”.

Helena Pereira frisou, por sua vez, que para combater a desinformação é preciso investigar e tal “não é tarefa fácil”. Até porque actualmente “informação duvidosa” circula nas redes sociais , muitas vezes, “mascarada de conselhos úteis”, afectando “as nossas escolhas e comportamentos”.

David Marçal , bioquímico e comunicador de ciência, orador principal da conferência, destacou o facto de o projecto Factness incidir sobre temas complexos do ponto de vista científico, salientando alguns dos problemas de representação da ciência no espaço público, incluindo a “ retórica dos resultados ” , que ignora o processo científico.

David Marçal, bioquímico e comunicador de ciência, orador principal da conferência

Nuno Ferreira Santos

Quanto à desinformação nas redes sociais, o bioquímico enumerou alguns pontos importantes: velocidade e escala, algoritmos que premeiam a indignação, falta de soberania tecnológica da Europa, regulação ineficaz, câmaras de eco (só vemos aquilo que confirma o que já pensamos), publicação facilitada (especialistas são substituídos pela popularidade), bots e contas falsas, entre outros. É, por isso, essencial que haja o envolvimento de cientistas e do ensino superior na comunicação e combate à desinformação, dialogar, explicar o processo científico, assumir o risco e a incerteza quando existem, fomentar a literacia mediática , verificar fontes e pensar antes de partilhar.

O momento seguinte da conferência consistiu na apresentação, pela investigadora da NMS Carina Martins, de alguns resultados preliminares de um questionário no âmbito do projecto Factness sobre o que pensam os leitores do PÚBLICO e os seus hábitos de consumo de informação sobre alimentação e nutrição, estando um segundo questionário ainda em curso.

Uma “dieta algorítmica saudável”

A primeira mesa-redonda da conferência teve como tema “Desinformação sobre nutrição e fitness : porque resulta e que consequências tem”, tendo contado com a participação de Cláudia Marques e Gabriela Ribeiro, investigadoras e nutricionistas da NMS, Francisca Azevedo, médica de medicina geral e familiar, José Moreno, investigador do MediaLab CIES do Instituto Universitário de Lisboa (Iscte), João Pinhal , jornalista do PÚBLICO, com a moderação de João Mestre , também jornalista do PÚBLICO.

Durante este momento de debate, Francisca Azevedo lembrou que, regra geral, os portugueses confiam na opinião médica e na ciência, sendo exemplo disso as elevadas taxas de vacinação em Portugal. Ainda assim, a desinformação circula e, comentou José Moreno, a maneira como actua na saúde não é diferente de como actua nas áreas social e política, com os países que tendem a ter maior confiança nas instituições a tenderem também a ter “melhores defesas” em relação à desinformação.

Cláudia Marques e Gabriela Ribeiro, investigadoras e nutricionistas da NMS, a médica Francisca Azevedo, José Moreno, investigador do MediaLab CIES, e os jornalistas João Pinhal e João Mestre (da esquerda para a direita)

Nuno Ferreira Santos

Nos últimos anos, segundo o investigador do MediaLab CIES, Portugal importou muito do tipo de desinformação e narrativas que existem no estrangeiro, o que tem impacto no grau de polarização de uma sociedade. Exemplo disso é o incentivo ao consumo excessivo de carne vermelha ou o seu oposto (ou seja, a restrição total).

Os espe…

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Source document: Factness Conference

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PúblicoIndependentCenter3 days ago
Ensure that facts remain louder than noise

The article discusses a conference titled 'Factness: The Place of Facts in Health, Nutrition, and Fitness Communication,' held at the Nova Medical School in Lisbon. The event brought together professionals and researchers to discuss challenges related to misinformation, pseudoscience, and communication in health and nutrition. Speakers included Paula Macedo, subdirector for Research at NMS, and Helena Pereira, executive editor of PÚBLICO. They highlighted the paradox of having more scientific knowledge and information available than ever before, yet it being harder to distinguish evidence from

Bias read (Center): The article presents a balanced discussion on the challenges of misinformation in health and science communication without taking a clear ideological stance. It focuses on the role of social media and the difficulty of distinguishing facts from opinions, with no evident bias toward any political or

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  • organisation Factness Conference
  • organisation Nova Medical School (NMS)

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