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PTEnvironment7 days ago

After the summer festivals, not everything that comes to the net is fish

Fishermen along the Tagus River report increased amounts of plastic waste collected after summer festivals, including items branded with festival names and cups. They express concern over environmental impact, noting that despite festivals promoting sustainability, waste ends up in the river. Fishermen also observe more large marine animals like dolphins and whales in the area, which could ingest plastics or microplastics entering the food chain. One fisherman estimated collecting three to four kilograms of plastic per day.

"Quando há os grandes festivais, que são muito sustentáveis, ao fim de uma semana, duas, nós vamos apanhar os copos e tudo o que esse festival fez", disse à agência Lusa, Lídio Galinho que trabalha sazonalmente no Tejo na apanha da corvina.

O rio Tejo apresenta já algum plástico, segundo o pescador, mas é a seguir aos festivais que as redes carregam mais detritos.

"Desde óculos de sol com o nome desse festival, copos referentes a esses festivais" a outros objetos, tudo é recolhido pelos pescadores.

"Acho que deviam ter mais cuidado com isso, porque eles levam o selo da sustentabilidade, mas depois a sustentabilidade vem parar ao rio Tejo", lamentou.

Nas águas por onde os pescadores da Caparica navegam começam também a surgir mais animais de grande porte, como golfinhos e baleias que podem vir a ingerir os objetos que o Tejo leva para o mar, assim como os microplásticos decompostos podem entrar na cadeia alimentar dos peixes mais pequenos, destinados a consumo humano.

"Uma vez quantifiquei e pesei cerca de três a quatro quilos de plásticos por cada captura de peixe, por dia", acrescentou o arrais (mestre), durante uma reportagem da Lusa na Costa da Caparica.

Os pescadores têm observado mais orcas e golfinhos, com predominância para os roazes, que estão a atacar as redes, com mais perspicácia, segundo António Martins, conhecido por Calita, mestre de duas embarcações.

Já capturou um tubarão frade, "uma coisa muito grande", contou. Mas o que o preocupa mais é a proliferação da comunidade de golfinhos e a acutilância dos ataques às redes para comerem os chocos emalhados.

"Havia a ideia de que para se ver golfinhos roazes, tinha de se ir ao Sado e agora aqui já estão e muitos. Até já estão a incomodar a gente, porque eles dão cabo das redes todas", queixou-se.

"Já é muito mesmo e aquilo não se pode apanhar, é proibido, não se pode fazer nada àquilo", acrescentou.

Em dias de calmaria no mar, garantiu, avistam-se centenas de golfinhos juntos num raio de três a quatro milhas. "Há muito agora, não sei o que vão fazer, é uma espécie que está a aumentar muito mesmo", garantiu o pescador.

Os prejuízos quantificam-se nos estragos nas redes de pesca e na perda do pescado.

"O roaz só come a cabeça do choco, dá uma dentada e arranca, senão morre. O golfinho morre se comer aquela casca que se tira do choco", revelou Calita, que há três anos perdeu cerca de 20 redes novas que acabara de lançar para a pesca da azevia.

"Levaram a rede toda, arrancaram tudo, só veio a corda da cortiça e do chumbo e uns bocadinhos de rede. Tive de fazer novas", disse, conformado.

Os pescadores, explicou, trabalham com redes de um pano e de três panos. "As que têm três panos, eles arrancam assim, as que têm só um pano, eles mesmo só com a velocidade levam tudo à frente. Foi um prejuízo grande", garantiu.

"Acho é que até os animais devem já andar na escola, que são mais inteligentes. Antes não se mandavam à rede para comer o choco e agora já arrancam o choco da rede, acho que até os animais já evoluíram", brincou o mestre de "O Rei dos Mares" e a "A Rainha dos Mares" da Caparica.

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Source document: Lusa Agency Report

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RTP NotíciasState / PublicCenter7 days ago
After the summer festivals, not everything that comes to the net is fish

Fishermen along the Tagus River report increased amounts of plastic waste collected after summer festivals, including items branded with festival names and cups. They express concern over environmental impact, noting that despite festivals promoting sustainability, waste ends up in the river. Fishermen also observe more large marine animals like dolphins and whales in the area, which could ingest plastics or microplastics entering the food chain. One fisherman estimated collecting three to four kilograms of plastic per day.

Bias read (Center): The article presents factual observations from fishermen without overtly favoring any political stance. It highlights environmental concerns but does not frame them through a specific ideological lens. The tone remains neutral, focusing on reported findings rather than advocacy or criticism of any一方

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