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PTMedicine4 days ago

The art of the memo and Trump's return to the starting house in Iran

The article discusses the potential return of Donald Trump to power in Iran through a new memorandum of understanding between the United States and Iran. It highlights the ongoing tensions in the region, including Iran's military posture toward Israel and its allies in Lebanon and Yemen. The article also critiques the outcomes of the four-month intermittent war initiated by the Trump administration, noting its human and economic costs. A preliminary 14-point agreement, initially reported by Bloomberg, is expected to be signed in Geneva and serve as a starting point for broader negotiations.

O estreito de Ormuz que estava aberto antes da guerra voltará a abrir depois desta. Khamenei pai deu lugar a Khamenei filho em Teerão, onde a Guarda da Revolução se reforçou. O Irão mantém Israel e o resto do Médio Oriente na mira dos seus mísseis e dos seus aliados libaneses e iemenitas. Mantém também o que o regime sempre disse oficialmente sobre o seu programa nuclear: que os seus fins serão meramente civis e que não almeja fabricar armas atómicas.

O que alcançaram afinal os Estados Unidos e a Administração Trump com quatro meses de guerra intermitente que mataram perto de dez mil pessoas no Irão e no Líbano, que abalaram a economia mundial, que fragilizaram ainda mais a sua relação com os aliados europeus e que acabaram com a ilusão de segurança dos aliados árabes no Golfo?

Quase nada, a julgar pelo memorando de entendimento de 14 pontos inicialmente revelado pela Bloomberg na terça-feira e, entretanto, replicado por outros órgãos. Eis o que dita este pré-acordo de paz que deverá ser assinado na sexta-feira em Genebra e que será apenas um ponto de partida para negociações mais abrangentes nos 60 dias seguintes:

O Irão reitera por agora o que sempre disse, que nunca irá desenvolver armas nucleares, palavra de Teerão, pelo que o seu programa atómico preservará o statu quo . Os pormenores técnicos dessa garantia, os seus mecanismos de verificação e o destino do urânio enriquecido iraniano ficam por acertar nos tais 60 dias.

Tudo isso já tinha sido discutido há 11 anos, numa maratona negocial de ano e meio durante a Administração Obama, que produziu um acordo que Donald Trump rasgou, por considerá-lo insuficiente, ainda durante o primeiro mandato. O reinício de uma discussão altamente técnica, agora comprimida em 60 dias, ficará nas mãos de dois especialistas do imobiliário: Jared Kushner, genro de Trump, e Steve Witkoff, amigo do Presidente.

Do outro lado da mesa estará um Irão reforçado do ponto de vista negocial. Descobriu os limites da ameaça militar norte-americana, sobreviveu-lhe e aprendeu a manipular uma arma geográfica de destruição maciça: o garrote sobre o estreito de Ormuz. Este será agora reaberto, mas a memória do seu bloqueio perdurará como ferramenta de dissuasão.

O Irão vê ainda anunciado no memorando o levantamento de todas as sanções norte-americanas e internacionais, o descongelamento dos seus milhares de milhões de dólares retidos no estrangeiro e a constituição de um fundo de mais de 300 mil milhões de dólares , um PIB português e uns trocos, para a reconstrução de infra-estruturas bombardeadas. Não serão reparações de guerra, mas antes um mecanismo financeiro de capitais privados e sem um cêntimo dos contribuintes norte-americanos, palavra de Trump, ecoando o que também disse sobre o seu projecto do salão de baile da Casa Branca.

O memorando poderá libertar finalmente Trump de uma guerra impopular em que entrou, mas da qual não estava a conseguir sair, sem cumprir quaisquer objectivos estratégicos, e que estava a afundá-lo a si e ao Partido Republicano nas sondagens em ano de eleições intercalares. Mas os termos do documento estão a ser recebidos daquele lado do Atlântico como um balde de água fria. A guerra terminou com uma "retirada" norte-americana, proclama em editorial o Wall Street Journal , que apoiou inicialmente a ofensiva, e agora Trump "banha os mullahs com dinheiro", critica o conservador New York Post . No Congresso, os "falcões" republicanos replicam o alarme do executivo de Benjamin Netanyahu em Israel: a missão ficou por cumprir.

Trump não ignora o incómodo e avisou já nesta quarta-feira que pode abandonar o acordo a qualquer momento e voltar a "largar bombas nas cabeças" dos iranianos, se estes se "portarem mal" ou se o Presidente simplesmente não "gostar" do memorando. E vai estabelecendo um cordão sanitário entre si e o documento, promovendo J.D. Vance a rosto da iniciativa. Ou, novamente, a pára-raios .

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Source document: Memorandum of Understanding

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PúblicoIndependentCenter4 days ago
The art of the memo and Trump's return to the starting house in Iran

The article discusses the potential return of Donald Trump to power in Iran through a new memorandum of understanding between the United States and Iran. It highlights the ongoing tensions in the region, including Iran's military posture toward Israel and its allies in Lebanon and Yemen. The article also critiques the outcomes of the four-month intermittent war initiated by the Trump administration, noting its human and economic costs. A preliminary 14-point agreement, initially reported by Bloomberg, is expected to be signed in Geneva and serve as a starting point for broader negotiations.

Bias read (Center): The article provides a factual summary of the situation without overtly favoring any side. It presents the details of the proposed agreement and the geopolitical context neutrally, avoiding loaded language or biased framing.

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