Renato Veiga foi esta segunda-feira o representante da Seleção Nacional na habitual conferência de imprensa realizada na Cidade do Futebol e aproveitou para fazer um balanço de uma época que classificou como decisiva no seu crescimento enquanto jogador. Aos 22 anos , o defesa-central português destacou a regularidade competitiva alcançada ao serviço do Villarreal como um dos fatores essenciais para a rápida afirmação no futebol internacional.
Questionado sobre a evolução da sua carreira, Renato Veiga explicou que tudo aconteceu de forma natural, sustentada pelo trabalho diário e pela integração no grupo da Seleção. “Acho que isso veio de uma forma natural. Tento dar o melhor todos os dias” , afirmou, acrescentando que foi “muito bem recebido por toda a gente” , num balneário que considera fácil de integrar devido à humildade dos jogadores.
Sobre a possibilidade de formar dupla no eixo defensivo com Rúben Dias, o internacional português preferiu valorizar o coletivo e o espírito de grupo, apontando o balneário como uma das maiores forças da equipa orientada por Roberto Martínez. “Quem jogar vai de certeza dar o nosso melhor” , garantiu, reforçando que a verdadeira concorrência não está dentro do grupo, mas sim nos adversários.
Depois de uma temporada exigente, marcada por muitos jogos, Renato Veiga desvalorizou qualquer eventual desgaste físico e assegurou que a equipa estará preparada para o desafio do Mundial. “De certeza que num Mundial não nos vai faltar baterias e vamos tentar dar o melhor por Portugal” , afirmou.
A data da conferência teve também um significado especial para o defesa, precisamente um ano depois da conquista da Liga das Nações por Portugal, troféu que marcou profundamente o jogador. “Faz um ano desde o meu primeiro troféu pela Seleção e até me dá pele de galinha” , confessou, revelando emoção ao recordar esse momento. O central reconheceu ainda que a continuidade competitiva no Villarreal teve um impacto importante na sua evolução: “Jogar e ter rotação foi muito importante para mim para ter alguma continuidade, porque fiz uma época inteira.”
Outro dos temas abordados foi o simbolismo de utilizar a camisola 13 , número eternizado por Eusébio no Mundial de 1966. Longe de sentir pressão, Renato Veiga assumiu o momento como algo especial: “Não é um peso. É acima de tudo um privilégio jogar com a camisola de Portugal, ainda por cima com um número icónico.”
O jogador comentou ainda o episódio recente envolvendo Rafael Leão, defendendo a união existente no seio da Seleção. “Quando um dos nossos está num conflito o outro vai proteger” , referiu, apontando o episódio como um reflexo da força do grupo.
Sobre as ambições portuguesas para o Campeonato do Mundo, Renato Veiga recusou assumir favoritismo, embora reconheça plenamente a qualidade da equipa nacional. “Não há que fugir à qualidade de Portugal. Somos candidatos, não favoritos” , afirmou, admitindo, ainda assim, que essa perceção poderá mudar à medida que a competição avançar.
Depois de uma temporada de afirmação em Espanha, o defesa acredita ter crescido não apenas como jogador, mas também como pessoa. “Competir muito no Villarreal ajudou-me a ganhar maturidade e competitividade” , sublinhou. A experiência acumulada em diferentes campeonatos europeus é, na sua opinião, uma vantagem adicional na preparação para enfrentar seleções de diferentes estilos no Mundial.
Apesar de assumir o lugar de defesa-central como a sua posição de eleição, Renato Veiga mostrou-se totalmente disponível para responder às necessidades da equipa. “Certamente que é a central, mas estou disponível para jogar onde o mister entender” , concluiu o internacional português.
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