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PTEconomy2 days ago

Whoever allows the continuation of the discussion of the labor package is betraying workers says CGTP

The CGTP union leader Tiago Oliveira accused all deputies and parties who allow the continuation of the discussion on the labor package through their votes or abstentions of betraying workers' wishes. The statement was made during a protest outside the Assembly of the Republic in Lisbon, where the labor reform proposal was being debated. CGTP emphasized it would be present in parliament again and hold accountable any parties enabling the labor reform. Oliveira criticized those making a 'biased interpretation' of the labor law revision, arguing that even minor changes won't make the proposal 's

"[...] Todos os deputados e partidos que, com o seu voto favorável ou abstenção, permitirem a continuidade da discussão do pacote laboral estão a trair a vontade dos trabalhadores", afirmou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, que falava aos jornalistas em frente à Assembleia da República, em Lisboa, onde decorria um protesto organizado pela intersindical, no mesmo dia em que a proposta esteve em discussão em São Bento.

A central sindical adiantou que estará, esta sexta-feira, presente nas galerias do parlamento, à semelhança do que aconteceu hoje, e prometeu responsabilizar todos os partidos que viabilizarem a reforma laboral.

"De uma forma ou de outra, o documento será votado amanhã [sexta-feira]: ou será votado na generalidade ou será votado um requerimento para que não haja votação e desça à especialidade. O documento só não será derrotado amanhã, se os partidos permitirem que ele continue a sobreviver", apontou.

Tiago Oliveira deixou ainda críticas a quem está a fazer uma "leitura enviesada" da proposta de revisão da lei laboral, tentando passar a imagem de que, com a alteração de uma ou outra medida, ela se consiga transformar em algo "menos mau".

O líder da intersindical destacou que o que está em cima da mesa possibilita que um jovem trabalhador seja precário toda a vida e insistiu que os trabalhadores acreditam num mundo diferente.

A CGTP deixou ainda a garantia de que, caso a discussão do pacote laboral prossiga, a central sindical vai continuar a acompanhá-la e a posicionar-se, adiantando que exigirá ao Presidente da República, António José Seguro, que cumpra o posicionamento que assumiu durante a campanha eleitoral.

Seguro prometeu vetar uma proposta que não tivesse sido acordada em Concertação Social.

Largas centenas de pessoas concentraram-se hoje junto à Assembleia da República, em Lisboa, pela queda do pacote laboral, no momento em que a proposta esteve em discussão em plenário na generalidade.

Os manifestantes, munidos com bandeiras da CGTP, faixas, buzinas e vuvuzelas, gritaram palavras de ordem como: "Não vamos desistir, o pacote é para cair" e "Ninguém quis, ninguém quis, o pacote do Luís".

A UGT não participou na manifestação de hoje, mas esteve representada nas galerias da Assembleia da República, durante a discussão.

Tiago Oliveira desvalorizou esta ausência, afirmando que é "uma opção" e acrescentou que "todos, todos querem derrotar o pacote laboral".

A ministra do Trabalho defendeu hoje que a reforma laboral pretende "romper com a ideologia do empobrecimento", de modo a que "o trabalho seja mais produtivo e as empresas mais competitivas", responsabilizando o PS pelo "atual estado do país".

"Esta é uma reforma para romper com a ideologia do empobrecimento que nos trouxe até aqui e para relançar o país", afirmou a ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, durante a sua intervenção inicial do debate, na generalidade, da proposta de lei de revisão da legislação laboral, que decorreu hoje na Assembleia da República.

Segundo a governante, a proposta visa "reforçar direitos", mas "também garantir que o trabalho seja mais produtivo e as empresas mais competitivas", dado que esse é o "único caminho" para "pagar melhores salários", defendeu, lembrando que o nível salarial do país está 35% abaixo da média europeia.

"E é um erro diabolizar o mundo empresarial", vincou.

O pacote laboral chegou ao parlamento após nove meses de negociação em sede de concertação social, que terminaram sem um acordo entre os parceiros e o Governo.

Read the full article at RTP Notícias
Source document: Statement by Tiago Oliveira, CGTP Secretary-General

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RTP NotíciasState / PublicLeft2 days ago
Whoever allows the continuation of the discussion of the labor package is betraying workers says CGTP

The CGTP union leader Tiago Oliveira accused all deputies and parties who allow the continuation of the discussion on the labor package through their votes or abstentions of betraying workers' wishes. The statement was made during a protest outside the Assembly of the Republic in Lisbon, where the labor reform proposal was being debated. CGTP emphasized it would be present in parliament again and hold accountable any parties enabling the labor reform. Oliveira criticized those making a 'biased interpretation' of the labor law revision, arguing that even minor changes won't make the proposal 's

Bias read (Left): The article presents strong criticism of the labor reform proposal from a union perspective, using terms like 'betraying workers,' 'precarious life,' and emphasizing the need for a different world. The framing highlights negative impacts on workers and frames opposition to the reform as a moral duty

Official sources cited

  • organisation Statement by Tiago Oliveira, CGTP Secretary-General
RTP NotíciasState / PublicCenter3 days ago
Protests in São Bento against the labour package

A protest demonstration against changes to labor law is taking place in São Bento, organized by CGTP. The demonstration occurs on the day of parliamentary debate.

Bias read (Center): The article reports on a protest without using biased language or emphasizing one side over another. It mentions the organization (CGTP) but does not frame the event with ideological slant.

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The official sources this coverage is built on. Read them directly to bypass framing.

  • organisationStatement by Tiago Oliveira, CGTP Secretary-General