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PTCulture2 days ago

Politicians, activists, artists and journalists targeted by the Lusitano Armilar Movement

Nine individuals were accused by the Public Prosecutor's Office in an investigation into the group Movimento Armilar Lusitano. The accused, along with their founder and members, are alleged to have aimed at undermining the democratic regime, imposing an authoritarian model, and using violence to achieve ideological goals. They reportedly produced weapons and 3D-printed weapon parts and identified people and entities they classified as 'targets' and viewed as threats to the country. Among those targeted are politicians such as Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Montenegro, António Costa, Cavaco Silv

Nove pessoas foram acusadas na quarta-feira, 17 de junho, pelo Ministério Público no âmbito de uma investigação ao grupo Movimento Armilar Lusitano. De acordo com a acusação, os arguidos, seus fundador/chefe e membros, "visavam a subversão do regime democrático, a imposição de um modelo autoritário e o recurso à violência para alcançar os seus objetivos ideológicos" e, além de produzirem armas e peças de armas em 3D também identificaram pessoas e entidades que classificavam como "alvos" e que viam como uma “ameaça” ao país. Nesse rol de pessoas estão políticos, partidos, académicos, jornalistas e figuras públicas.

Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Montenegro, António Costa, Cavaco Silva, Marques Mendes ou Carlos Moedas estão entre os políticos que foram identificados como alvos do Movimento Armilar Lusitano, segundo uma lista divulgada na quinta-feira, 18 de junho, pela CNN Portugal. Ricardo Araújo Pereira, Nuno Markl, Diogo Faro e Dino D'Santiago também lá estão, além de Mariana e Joana Mortágua, Fabian Figueiredo e Miguel Sousa Tavares, Helena Ferro Gouveia, Ricardo Sá Fernandes, Filipe Froes ou a jornalista do DN Amanda Lima.

Segundo a informação disponibilizada no site do Ministério Público , os arguidos recolhiam informação, “que catalogavam, sobre titulares de cargos políticos, partidos, movimentos cívicos, jornalistas, comentadores, académicos, artistas, ativistas e organizações associadas a causas como a imigração, antirracismo, antifascismo, diversidade, inclusão social e direitos das minorias”.

O MP considera ainda que “os arguidos atuaram, durante anos, procurando reunir meios humanos, materiais, financeiros e logísticos para ações futuras contra esses alvos e contra o Estado, com a utilização de armas”. Essas ações não se realizaram porque, defende o MP, o grupo considerou não ter "número suficiente de membros, armas, fundos e meios logísticos ou por entenderem que o momento para essas ações ainda não tinha chegado".

“De acordo com a acusação, o grupo MAL era um movimento de extrema-direita, nacionalista, neonazi, supremacista branco, antissistema, conspiracionista e aceleracionista, com uma estrutura organizada, com presença em plataformas digitais e intenção de intervenção na vida política nacional”, lê-se. “Defendia a rejeição de sociedades multiculturais, a superioridade de determinados grupos étnicos e ideológicos, a hostilização de imigrantes, refugiados, pessoas negras, judeus, ciganos, pessoas da comunidade LGBTQIA+, muçulmanos, ativistas, governantes, partidos, jornalistas, comentadores, artistas e organizações da sociedade civil”, acrescenta.

"Quatro dos arguidos encontram-se em prisão preventiva, tendo sido promovida a libertação de um dos arguidos, face à atenuação das exigências cautelares e à equiparação do seu estatuto processual com outro arguido em liberdade, não obstante ter sido acusado, precisamente, do crime de infração relacionada com grupo terrorista (adesão) e do crime de infração terrorista, relacionado com a detenção de armas proibidas, de que já tinha sido, anteriormente, indiciado, aquando da aplicação da prisão preventiva", diz o MP.

Há um ano, no âmbito da Operação Desarme 3D, a PJ deteve seis pessoas , uma delas agente da PSP, suspeitas de integrar o Movimento Armilar Lusitano, tendo apreendido explosivos, armas brancas, armas de fogo, munições e armas criadas através de impressão 3D, além de material de propaganda nazi com suásticas.

Na altura, a diretora da Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ, Manuela Santos, assumiu ser “surpreendente a quantidade, qualidade e diversidade” do material apreendido” , assinalando, em particular, o facto de, pela primeira vez, terem sido também apreendidas armas 3D, “o que é inédito”. A responsável destacou ainda a “surpresa” de este grupo ter já “a capacidade” de executar um atentado com “alguma projeção”.

Em maio deste ano, a agência Lusa avançou que as autoridades tinham identificado novos suspeitos , dentro e fora do país, no âmbito desta investigação.

O Expresso revelou na quinta-feira, 18 de junho, que os elementos do Movimento Armilar Lusitano planearam uma invasão à casa do primeiro-ministro no início do ano passado. Com acesso à identificação de um dos agentes responsáveis pela segurança da casa de Luís Montenegro em Lisboa, chegaram a combinar uma ação de vigilância. A hispótese de sequestro foi afastada mas foi sugerido que se atirasse uma granada de 37 mm para o interior da residência, segundo o semanário, algo que nunca aconteceu.

Read the full article at Diário de Notícias
Source document: Ministry of Justice

3 reports

Diário de NotíciasIndependentCenter2 days ago
Politicians, activists, artists and journalists targeted by the Lusitano Armilar Movement

Nine individuals were accused by the Public Prosecutor's Office in an investigation into the group Movimento Armilar Lusitano. The accused, along with their founder and members, are alleged to have aimed at undermining the democratic regime, imposing an authoritarian model, and using violence to achieve ideological goals. They reportedly produced weapons and 3D-printed weapon parts and identified people and entities they classified as 'targets' and viewed as threats to the country. Among those targeted are politicians such as Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Montenegro, António Costa, Cavaco Silv

Bias read (Center): The article presents factual information without overtly biased language or selective sourcing. It reports on legal accusations against a group and lists names of individuals and entities allegedly targeted, without taking a stance on the legitimacy of these claims or the group's actions.

Official sources cited

ExpressoIndependent🔒Center2 days ago
Who was targeted by the neo-Nazis of the Lusitano Armilar Movement: the list of targets identified by the MP and PJ

The article discusses the targets identified by the Public Ministry (MP) and Police Judicial (PJ) related to the neo-Nazi group Movimento Armilar Lusitano.

Bias read (Center): The article reports on official investigations into a neo-Nazi group without apparent ideological framing or biased language. It focuses on the targets identified by legal authorities, suggesting an attempt at balanced reporting on a politically sensitive issue.

Official sources cited

  • government Public Ministry (MP)
  • government Police Judicial (PJ)
ExpressoIndependent🔒Center2 days ago
Neo-Nazis had plans to attack 40 politicians and more than 80 public figures

The article reports that neo-Nazis had a plan to attack 40 politicians and more than 80 public figures.

Bias read (Center): The article presents a factual report without apparent ideological framing or biased language. It states the claims made by the neo-Nazi group without taking a stance or providing additional context beyond what is directly reported.

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The official sources this coverage is built on. Read them directly to bypass framing.