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PTCrime2 days ago

Director of the PSP considers "serious and exceptional" police involvement in a far-right group

The director of Portugal's Public Security Police (PSP) described the involvement of a police chief in the far-right group Movimento Armilar Lusitano (MAL) as 'serious and exceptional,' emphasizing his commitment to full cooperation with the justice system. The case involves nine suspects, including a former PSP officer who worked for Lisbon's Municipal Police, accused by the Public Prosecutor's Office of planning terrorist activities targeting politicians, parties, journalists, and academics. The group is alleged to have planned an attack on Prime Minister Luís Montenegro's official residence

O diretor nacional da PSP considerou esta sexta-feira (19 de junho) excecional e grave o envolvimento de um chefe da polícia no grupo de extrema-direita Movimento Armilar Lusitano (MAL), garantindo total colaboração com a justiça.

“Só um caso já é grave, só uma alegação já é grave, não quero desvalorizar” , disse aos jornalistas Luís Carrilho à margem do seminário organizado pela Polícia de Segurança Pública “Segurança Rodoviária. Consciencialização Preventiva e o seu Impacto na Sinistralidade”.

O diretor da PSP foi questionado sobre a acusação do Ministério Público (MP), conhecida na quinta-feira, em que nove arguidos, um dos quais um chefe da PSP que estava ao serviço da Polícia Municipal de Lisboa, são acusados no processo relacionado com o grupo de extrema-direita MAL por crimes de terrorismo, imputando-lhes o planeamento de ações futuras contra alvos políticos, partidos, jornalistas e académicos.

O grupo neonazi liderado por um chefe da PSP é acusado de vários crimes e, segundo a acusação do Ministério Público citada em vários órgãos de comunicação social, terá chegado a planear um ataque à residência oficial do primeiro-ministro, Luís Montenegro.

“São casos excecionais e neste momento devemos deixar funcionar o sistema de justiça”, afirmou o diretor nacional da PSP, defendendo que o caso deve ser tratado no âmbito das instituições judiciais competentes.

Luís Carrilho assumiu que é um caso grave por envolver um elemento da PSP, considerando que os "polícias têm mais responsabilidade”, e sustentou que a polícia tem “um código muito rigoroso” .

"De cada vez que há um caso, de cada vez que surge uma alegação de má conduta, nós reportamos, nós investigamos, se nos for dada do ponto de vista criminal essa delegação de competências, para que a confiança das pessoas, da população, na nossa instituição Polícia de Segurança Pública, continue a ser como é", disse Luís Carrilho, frisando que preferia "que este caso não tivesse acontecido".

O diretor da PSP referiu também ser “importante que as instituições sejam confiáveis e a PSP é de grande confiança”, salientando que os “casos e alegações que surjam contra a lei devem ser investigados”.

" A grande diferença entre um país com uma polícia democrática e um país com uma polícia não-democrática é que estes casos, num país não-democrático ou numa polícia que não seja como a nossa com 159 anos, são, como se diz em gíria, varridos para debaixo do tapete. Nós não", afirmou ainda.

A acusação imputa ainda crimes de “infrações terroristas relacionadas com o fabrico e detenção de armas, munições e explosivos, aquisição, receção e instrução para atividades terroristas, recrutamento e solicitação de adesão a grupo terrorista, incitamento à prática de infrações terroristas, financiamento do terrorismo, tráfico e mediação de armas, detenção de arma proibida, acesso ilegítimo e abuso de poder”.

Segundo o MP, os arguidos tentaram durante anos “reunir meios humanos, materiais, financeiros e logísticos para ações futuras contra esses alvos e contra o Estado, com a utilização de armas”, mas as ações não se chegaram a concretizar porque os acusados entendiam ainda não ter os meios necessários ou porque “o momento para essas ações ainda não tinha chegado”.

Para além de recrutamento, treino e preparação logística, a investigação refere-se ainda ao fabrico de armas e componentes em impressão 3D, incluindo “armas fantasma”, ou seja, armas produzidas sem número de série e por isso não rastreáveis.

Read the full article at Diário de Notícias
Source document: Ministry of Justice / Public Prosecutor's Office

3 reports

Diário de NotíciasIndependentCenter2 days ago
Director of the PSP considers "serious and exceptional" police involvement in a far-right group

The director of Portugal's Public Security Police (PSP) described the involvement of a police chief in the far-right group Movimento Armilar Lusitano (MAL) as 'serious and exceptional,' emphasizing his commitment to full cooperation with the justice system. The case involves nine suspects, including a former PSP officer who worked for Lisbon's Municipal Police, accused by the Public Prosecutor's Office of planning terrorist activities targeting politicians, parties, journalists, and academics. The group is alleged to have planned an attack on Prime Minister Luís Montenegro's official residence

Bias read (Center): The article presents facts without overtly biased language or selective sourcing. It quotes the director of the PSP directly and includes details from the Public Prosecutor's Office. There is no evident ideological framing or omission of key perspectives.

Official sources cited

  • government Ministry of Justice / Public Prosecutor's Office
  • government Polícia de Segurança Pública (PSP)
RTP NotíciasState / PublicCenter2 days ago
Director of the PSP speaks of "serious" exceptional case of accused agent

The director of Portugal's Public Security Police (PSP), Luís Carrilho, commented on an ongoing investigation into a group suspected of planning an attack on the Prime Minister's residence. The case involves nine individuals, including a PSP officer who was on loan to the Lisbon Municipal Police. Carrilho emphasized the importance of institutional reliability and stated that any allegations against the PSP would be investigated thoroughly. He noted that internal and external oversight mechanisms within the PSP are strong and that legal procedures would handle the matter appropriately. Carrilho

Bias read (Center): The article presents a balanced account of the police director's comments without overtly favoring any side. It includes direct quotes from Carrilho and mentions the legal process being followed, emphasizing due process and institutional integrity. There is no evident bias toward either the accused,

Official sources cited

  • government Diretor da PSP, Luís Carrilho
  • government Ministério Público (MP)
RTP NotíciasState / PublicCenter2 days ago
The Homeland Security Observatory believes that something similar to the Lusitanian Armed Movement has not been seen for 40 years.

The head of the Internal Security Observatory stated that the Movimento Armilar Lusitano has capabilities comparable to those of the FP-25, an organization from 40 years ago. The Public Prosecutor's Office accuses the movement of planning attacks against the homes of Prime Minister António Costa and President Marcelo Rebelo de Sousa, as well as targeting 40 politicians and 80 public figures.

Bias read (Center): The article presents factual information without overtly biased language or selective sourcing. It reports on the claims made by the Internal Security Observatory and the accusations from the Public Prosecutor's Office without taking a stance or emphasizing one side over the other.

Official sources cited

  • government Observatório de Segurança Interna
  • government Ministério Público

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The official sources this coverage is built on. Read them directly to bypass framing.

  • governmentMinistry of Justice / Public Prosecutor's Office
  • governmentPolícia de Segurança Pública (PSP)
  • governmentDiretor da PSP, Luís Carrilho
  • governmentMinistério Público (MP)
  • governmentObservatório de Segurança Interna
  • governmentMinistério Público