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BREconomy6 days ago

The limits of the expans the cr said to the famlias

The article discusses the risks associated with expanding credit to families, highlighting that while credit is important for long-term growth by financing investment and smoothing consumption, excessive household debt can lead to economic downturns. It explains that family credit tends to anticipate consumption rather than contribute to productivity gains. The article outlines a well-established pattern of boom-and-bust cycles, where periods of strong credit expansion are followed by slowdowns within 3 to 5 years. As debt accumulates, households face budget pressures, leading to reduced消费 and

O crédito é insumo importante para o crescimento de longo prazo, ao financiar investimento, suavizar consumo e aliviar restrições de liquidez. Mas há riscos quando a alavancagem agregada é alta, em especial quando a expansão se dá pelo endividamento das famílias. Diferentemente do crédito às empresas, que pode se converter em investimento e ganhos de produtividade, o crédito às famílias antecipa consumo.

Crescimentos expressivos de endividamento das famílias durante expansões de crédito podem gerar elevação a curto prazo, mas tendem a ser seguidos por crises mais profundas. Aumentos da razão dívida das famílias sobre o PIB preveem, com regularidade, menor crescimento e maior desemprego a médio prazo .

Esse padrão de boom-bust é bem estabelecido : períodos de forte expansão são seguidos por desaceleração em 3 a 5 anos. No boom, a oferta de crédito estimula o consumo, mas não vem acompanhada de melhorias na produtividade ou na renda permanente. A demanda agregada cresce, a capacidade produtiva não.

À medida que o estoque de dívida se acumula, o serviço da dívida pressiona o orçamento doméstico, e as famílias precisam reduzir o consumo para honrar seus compromissos. No bust, a demanda se contrai, e a queda é tanto maior quanto maior a alavancagem prévia. A recessão não é, portanto, um evento exógeno que atinge uma economia estável: é a consequência endógena dos excessos da expansão.

O Brasil já viveu um ciclo dessa natureza. De 2003 a 2014, a razão dívida das famílias sobre o PIB (Produto Interno Bruto) saltou de 10% para 25%, e o estoque real de crédito às pessoas físicas cresceu quase cinco vezes. A expansão atravessou diversas modalidades, como financiamento de veículos, crédito imobiliário e, sobretudo, o consignado, viabilizado pela legislação de 2003. Programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, somados a reformas que facilitaram a recuperação de garantias, ampararam esse movimento.

Os resultados são conhecidos. Em 2015 e 2016, o Brasil viveu a recessão mais severa de sua história recente, com oito trimestres consecutivos de contração do PIB e queda expressiva do consumo. Microdados do Banco Central mostram que os indivíduos que mais aumentaram a razão dívida sobre renda durante o boom foram os que mais reduziram o consumo durante a crise —efeito mais forte quando o endividamento estava em modalidades de juros altos. Estima-se que cada ponto percentual de aumento na razão dívida-renda tenha reduzido o consumo em 1,24 ponto percentual .

Folha Mercado

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O ciclo atual guarda paralelos importantes com aquele. Desde 2019, o saldo do crédito livre cresceu cerca de 75% em termos reais, com modalidades mais caras crescendo a taxas ainda maiores. A razão dívida das famílias sobre o PIB passou de 25% para 35%, e a razão dívida-renda passou de 40% para 50%, o maior valor da série histórica.

Mais preocupante, novos programas vêm dando fôlego adicional à expansão. O consignado para trabalhadores do setor privado —o Crédito do Trabalhador, lançado em 2025— replica em escala maior a fórmula do consignado público que protagonizou parte do boom anterior.

Linhas específicas voltadas para motoristas de aplicativo , financiamento habitacional e microempreendedores ampliam ainda mais o alcance dessa expansão. Em conjunto, essas políticas reforçam um padrão de alavancagem que, como já se sabe, antecede crescimento mais baixo nos anos seguintes.

O Brasil, que precisa elevar produtividade e poupança doméstica para crescer a longo prazo, segue alimentando o consumo presente com endividamento das famílias —sobretudo das mais pobres. O custo dessa escolha não deve demorar a aparecer.

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Source document: imf.org

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Folha de S.PauloIndependentCenter6 days ago
The limits of the expans the cr said to the famlias

The article discusses the risks associated with expanding credit to families, highlighting that while credit is important for long-term growth by financing investment and smoothing consumption, excessive household debt can lead to economic downturns. It explains that family credit tends to anticipate consumption rather than contribute to productivity gains. The article outlines a well-established pattern of boom-and-bust cycles, where periods of strong credit expansion are followed by slowdowns within 3 to 5 years. As debt accumulates, households face budget pressures, leading to reduced消费 and

Bias read (Center): The article presents an analytical overview of economic principles related to household debt and its macroeconomic implications without taking a clear ideological stance. It uses standard economic terminology and does not favor any particular political perspective.