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BRCulture3 days ago

Fachin sees STF's siege of big techs as the "trial of the century"

The president of Brazil's Supreme Court, Edson Fachin, praised the formation of consensus among judges regarding the responsibility of large technology companies during a seminar on ethics in management. He emphasized the importance of balancing innovation with responsibility, warning against both technophobia and excessive reverence for technology. The Supreme Court recently accepted appeals from Google and Facebook, adjusting the general impact thesis related to articles 19 and 21 of the Internet Civil Framework. These platforms now have 60 days to adapt to the changes.

Presidente do Supremo elogiou formação de consenso sobre responsabilidade de plataformas. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, usou a palavra nesta quinta-feira (18) no Seminário de Ética na Gestão, realizado pela Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República, para opinar que o julgamento do Marco Civil da Internet foi um dos mais importantes da década. O magistrado destacou a construção do consenso entre os membros do colegiado para lidar com as big techs.

"Uma das tarefas centrais das próximas décadas será harmonizar inovação e responsabilidade. Nem ‘tecnofobia’ nem ‘tecnolatria’. A história recomenda prudência diante desses dois extremos", argumentou.

Nesta quarta-feira (17), o plenário acolheu embargos de declaração (pedidos de esclarecimento) do Google e do Facebook e ajustou a tese de repercussão geral sobre os artigos 19 e 21 da norma. Ficou definido que as plataformas terão 60 dias para se adaptarem às mudanças.

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O que diz o artigo 19 e por que ele foi reinterpretado pelo Supremo

O artigo 19 diz que, "com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica , não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário".

O Supremo entendeu que o artigo é parcialmente inconstitucional, pois "não confere proteção suficiente a bens jurídicos constitucionais de alta relevância", como a proteção a direitos fundamentais e à própria democracia. Até que o Congresso regulamente as redes sociais, a tese coloca essas empresas sob risco de processos por indenização caso não removam conteúdos considerados abusivos.

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Dever de cuidado, falha sistêmica e dúvida razoável: STF delimita responsabilidade das plataformas

Com os embargos, obteve-se uma flexibilização: caso haja "dúvida razoável" sobre o conteúdo ser ilícito ou não, a plataforma se vê livre de responsabilização. Outro afrouxamento foi a abertura da possibilidade de o usuário com o conteúdo excluído ou a própria plataforma acionarem a justiça pedindo seu restabelecimento.

As plataformas estarão, ainda, sujeitas a um regime de presunção relativa de culpa (culpadas até que provem o contrário) nos casos de postagens pagas ou qualquer tipo de disseminação de conteúdos que não ocorra organicamente. A prova da inocência, neste caso, seria a comprovação de uma atuação firme e rápida para tirar as postagens do ar.

Outra obrigação criada para as plataformas foi a de observar o que o Supremo chamou de "dever de cuidado", com o objetivo de evitar que falhas sistêmicas deixem disponíveis conteúdos relacionados a crimes contra a democracia, terrorismo, suicídio, discriminação, violência contra a mulher e crimes sexuais contra crianças e adolescentes.

"Considera-se falha sistêmica, imputável ao provedor de aplicações de internet, deixar de adotar adequadas medidas de prevenção ou remoção dos conteúdos ilícitos anteriormente listados, configurando violação ao dever de atuar de forma responsável, transparente e cautelosa", explica a tese.

Leia a tese de repercussão geral na íntegra .

Read the full article at Gazeta do Povo
Source document: Seminário de Ética na Gestão

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Gazeta do PovoIndependentCenter3 days ago
Fachin sees STF's siege of big techs as the "trial of the century"

The president of Brazil's Supreme Court, Edson Fachin, praised the formation of consensus among judges regarding the responsibility of large technology companies during a seminar on ethics in management. He emphasized the importance of balancing innovation with responsibility, warning against both technophobia and excessive reverence for technology. The Supreme Court recently accepted appeals from Google and Facebook, adjusting the general impact thesis related to articles 19 and 21 of the Internet Civil Framework. These platforms now have 60 days to adapt to the changes.

Bias read (Center): The article presents factual information about legal proceedings involving major technology companies and the Brazilian Supreme Court without overtly favoring any political side. It includes direct quotes from Justice Edson Fachin and mentions court decisions neutrally. There is no evident bias in措辞

Official sources cited

  • organisation Seminário de Ética na Gestão
  • organisation Comissão de Ética Pública (CEP)

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  • organisationSeminário de Ética na Gestão
  • organisationComissão de Ética Pública (CEP)