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PTMedicine3 days ago

In Houston, the rain is louder than the World Cup.

The article discusses the hosting of the World Cup in Houston, Texas, highlighting that despite the event being held there, the city does not seem to be fully embracing the occasion. The piece notes that Houston lacks the typical excitement associated with a global football tournament, with heavy rain making more noise than enthusiastic fans. The city continues with its usual routines, including normal operations in restaurants, hotels, and public transportation, without significant disruption. The article suggests that Houston's efficiency and lack of chaos are positive aspects, even if it is

Por aqui, nada se passa e o verdadeiro Mundial fica a qualquer coisa como 300 quilómetros – na fronteira com o México. Numa cidade sem futebol, Portugal também fugiu ao futebol. Foi para não destoar.

A FIFA pode querer pôr o Mundial em Houston, mas não pode pôr Houston no Mundial. Na cidade texana onde Portugal já jogou com o Congo – e onde jogará com o Uzbequistão – não parece existir Campeonato do Mundo e a chuva forte que tem caído já fez mais barulho do que adeptos animados com futebolices.

Por cá existem prédios, avenidas largas, transportes públicos, empresas, cafés e tudo o que habitualmente existe numa cidade – no caso, uma cidade demasiado grande e dispersa para ser tomada por um evento. Acima disso: uma cidade demasiado eficiente para sofrer o mínimo caos.

Houston não está em modo Mundial, está em modo Houston. E isso não tem de ser mau: para quem cá vive, possivelmente é excelente.

Em restaurantes e hotéis continua a ser possível pedir uma mesa ou um quarto sem especial problema e, em certa medida, até há qualquer coisa de especial numa cidade que recusa entrar em histeria só porque a FIFA e o futebol decidiram cá vir.

O Mundial não interrompe rotinas e ocupa, no máximo, um ecrã de televisão num bar com um ar demasiado frio – e com ar condicionado também demasiado frio.

Nem os preços parecem estar inflacionados pela presença da “estrangeirada” no Mundial – e faz sentido, porque os únicos que parecem cá estar são os que cá estão sempre.

Há excepções. Uma chama-se Cristiano Ronaldo . A saída de Portugal do hotel conseguiu aquilo que a FIFA tem tido dificuldade em ter: uma aglomeração espontânea nesta cidade por conta do futebol – neste caso, por conta do mediatismo, que futebol talvez já não seja o que melhor sai dos pés do capitão.

A outra excepção é o FIFA Fan Festival, local restrito para festarola criado pela organização. E ele já cumpriu a sua função, pelo menos num dos dias: houve pessoas, ecrãs e música suficientemente alta para ninguém reparar na ausência de Mundial no resto da cidade. Mas, nesse dia, houve jogo do México. E os mexicanos, até pela proximidade ao Texas, resolvem, sozinhos, qualquer problema de ambiente.

Em rigor, o Mundial ficou ali a qualquer coisa como 300 quilómetros – na fronteira com o México. Do que vi na Cidade do México, primeiro, e do que vi em Houston, agora, há um contraste claro entre uma cidade na qual acontecem coisas e outra na qual funcionam coisas. Houston é uma cidade que tem pessoas, enquanto na capital mexicana são as pessoas que têm a cidade.

Por lá tínhamos funcionários de hotéis e restaurantes vestidos com camisolas da selecção local. Até patos caminhavam pelas ruas vestidos a rigor . Havia barulho e havia trompetes a iniciarem cielito lindo a toda a hora. Havia festa conjunta em sociedades coreano-mexicanas criadas no momento. Havia tequila. E dança. Havia excessos. No fundo, havia salero .

Em Houston, não há salero – nem sequer sal. E a cidade dificilmente poderia estar mais insossa.

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PúblicoIndependentCenter3 days ago
In Houston, the rain is louder than the World Cup.

The article discusses the hosting of the World Cup in Houston, Texas, highlighting that despite the event being held there, the city does not seem to be fully embracing the occasion. The piece notes that Houston lacks the typical excitement associated with a global football tournament, with heavy rain making more noise than enthusiastic fans. The city continues with its usual routines, including normal operations in restaurants, hotels, and public transportation, without significant disruption. The article suggests that Houston's efficiency and lack of chaos are positive aspects, even if it is

Bias read (Center): The article provides a neutral observation about Houston's approach to hosting the World Cup, noting the absence of fan enthusiasm and the city's continued normalcy. There is no clear ideological framing, loaded language, or one-sided sourcing.