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BRTechnology11 days ago

Elector resists Lula's thesis against the terrorist classification of CV and PCC

The article discusses public opinion in Brazil regarding the U.S. classification of criminal organizations PCC and CV as terrorist groups. It notes that Lula's re-election campaign did not successfully portray the issue as foreign interference, and instead, support for the U.S. decision was found in surveys. The AtlasIntel survey showed majority support for both the U.S. classification and a similar Brazilian classification. Another survey by Genial/Quaest indicated divided opinions but still showed more support for classifying the groups as terrorists.

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não emplacou na população a imagem de ingerência estrangeira na decisão do governo americano de classificar as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas .

Em vez de gerar uma reação nacionalista – de rejeição ao risco de suposta intervenção militar de Washington no país –, a medida seguiu respaldando o endosso do pré-candidato da direita a presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que vê o apoio externo como estratégico ao resgate das áreas tomadas pelo crime.

Pesquisa da AtlasIntel divulgada na semana passada revelou que 53,1% dos brasileiros apoiam a decisão dos Estados Unidos de enquadrar PCC e CV como grupos terroristas internacionais. O levantamento apontou ainda que 55,9% defendem que o governo brasileiro também adote igual classificação.

A sondagem registrou 1.273 respondentes, por meio digital, entre 30 de maio e 3 de junho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Já uma pesquisa da Genial/Quaest apresentada nesta quarta-feira (10) diz que os brasileiros estão divididos: 45% apoiam a classificação americana e o mesmo percentual é contra. Por outro lado, 60% dos pesquisados acham que o Brasil tem que classificar as facções como terroristas e 29% são contra.

A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. Ela foi contratada pelo Banco Genial S.A, tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantament foi registrado no TSE sob o número BR-07661/2026.

Os resultados apurados sugerem que a tese do PT encontra forte resistência do público. Segundo a legenda, a medida da gestão Donald Trump, anunciada em 28 de maio e oficializada em 5 de junho, ameaça a soberania nacional.

Flávio Bolsonaro explorou intensamente o tema em discursos e entrevistas e afirmou que PCC e CV terão de “meter o pé (sair) do Brasil” ou enfrentar prisão a partir de 2027, caso ele seja eleito. Ele também associou o combate às facções à sua proximidade com a Casa Branca e à sua conversa com Trump . Segundo a pesquisa Quaest, 47% dos entrevistados acham que Flávio influenciou Trump na decisão sobre as facções criminosas, enquanto 37% disseram que ele não teve influência.

Eleitor apoia Lula contra tarifas, mas quer ver PCC e CV enquadrados

Do lado governista, a aposta era que a vinculação da medida aos EUA desgastaria o adversário, sobretudo por envolver decisão externa sobre organizações criminosas em território brasileiro. A maioria da população entende a classificação como meio legítimo de combate ao crime, mas enxergam Lula como defensor da soberania nacional em relação à possibilidade de Trump elevar tarifas de importação de produtos brasileiros devido à práticas de comércio desleais e possível retaliação ao PIX.

A pesquisa da Quaest aponta que 64% dos brasileiros consideram que o governo age de forma correta ao defender a soberania frente às medidas e sanções impostas pelos EUA. Outros 26% desaprovam a postura, enquanto 10% não souberam ou não responderam.

O levantamente diz ainda que 47% dos pesquisados acham que Lula representa melhor o discurso de patriotismo e defesa dos interesses do Brasil, enquanto 37% atribuem esse mérito a Flávio.

A Quaest avaliou a percepção do público em meio às tensões nas relações entre Brasil e EUA. A estratégia de comunicação do governo federal vem se focando na defesa dos interesses nacionais, chegando a lançar campanha com o slogan "O Brasil é dos brasileiros".

VEJA TAMBÉM:

Ação dos EUA reforça a centralidade do tema segurança nas eleições 2026

Os resultados das pesquisas reforçam a tendência apontada por analistas de que a segurança ocupará espaço crescente entre as preocupações do eleitor. Nesse quadro, classificar facções como terroristas permite à oposição conectar o discurso de endurecimento penal à percepção de insegurança em várias regiões do país.

O debate testa qual narrativa prevalecerá: a defesa da soberania enfatizada pelo governo ou a promessa da direita de combater o crime organizado de forma dura.

Levantamentos convergem para uma realidade incômoda para o governo

Uma pesquisa mais antiga do PoderData apontou que 53% dos brasileiros consideram positiva a decisão dos EUA de enquadrar PCC e CV, enquanto 33% a avaliam negativamente. O levantamento foi feito entre 30 de maio e 1º de junho, com 2,5 mil entrevistas telefônicas em 166 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A sondagem foi divulgada no último dia 3.

Para analistas, os números das pesquisas indicam que a preocupação com o avanço do crime organizado tem pesado mais na opinião pública do que eventuais resistências à influência dos Estados Unidos ou ao presidente Donald Trump, fortalecendo a pauta que passou a ser explorada intensamente pela campanha de Flávio Bolsonaro.

Para o especialista em políticas públicas e segurança Fidelis Fantin, a i…

Read the full article at Gazeta do Povo
Source document: AtlasIntel Survey

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Gazeta do PovoIndependentCenter11 days ago
Elector resists Lula's thesis against the terrorist classification of CV and PCC

The article discusses public opinion in Brazil regarding the U.S. classification of criminal organizations PCC and CV as terrorist groups. It notes that Lula's re-election campaign did not successfully portray the issue as foreign interference, and instead, support for the U.S. decision was found in surveys. The AtlasIntel survey showed majority support for both the U.S. classification and a similar Brazilian classification. Another survey by Genial/Quaest indicated divided opinions but still showed more support for classifying the groups as terrorists.

Bias read (Center): The article presents factual survey data without apparent ideological framing or biased language. It reports findings from two different polls with contrasting results, maintaining neutrality in presenting the information.

Official sources cited

  • study AtlasIntel Survey
  • study Genial/Quaest Survey

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The official sources this coverage is built on. Read them directly to bypass framing.

  • studyAtlasIntel Survey
  • studyGenial/Quaest Survey