A Câmara de Lisboa (PSD/CDS-PP/IL) aprovou hoje a eliminação do desconto de 50% nas refeições a alunos não abrangidos por Ação Social Escolar (ASE), em vigor desde 2024, com os votos contra de toda a oposição.
Em reunião privada, o executivo municipal apreciou as medidas de ASE para o ano letivo 2026/2027, sob proposta do vereador da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves (IL), que exclui o atual desconto de 50% nas refeições escolares a crianças e jovens que não beneficiam de ASE (cerca de 60% dos alunos que frequentam as escolas públicas em Lisboa).
Além disso, a proposta mantém a comparticipação a 100% nas refeições escolares para alunos dos escalões A e B da ASE e com Necessidades de Saúde Especiais (NSE), bem como o desconto de 50% para alunos do escalão C da ASE.
A este propósito, a vereação do PCP propôs uma alteração ao documento de PSD/CDS-PP/IL para dar continuidade ao projeto "Há gosto -- refeições escolares em agosto", que esteve em vigor nos dois últimos anos letivos, tendo a mesma sido aprovada por unanimidade, informou à Lusa fonte oficial da autarquia.
Segundo o PCP, a cessação deste programa de disponibilização de refeições escolares durante o mês de agosto, tal como propunha a governação PSD/CDS-PP/IL, iria prejudicar "milhares de crianças", em particular de famílias economicamente carenciadas.
Por proposta do BE, o executivo municipal aprovou o aumento, de 100 para 120 euros, do apoio para a aquisição de calculadoras, destinado a alunos a frequentar o 10.º ano de escolaridade pela primeira vez, abrangendo os estudantes enquadrados nos escalões A, B ou C e alunos NSE, quer frequentem cursos científico-humanísticos, quer tenham optado pelo ensino profissional ou artístico.
Apesar da viabilização deste apoio, o BE justificou o voto contra o documento da governação PSD/CDS-PP/IL com o chumbo da proposta de gratuitidade universal das refeições escolares, realçando "a redução significativa do número de crianças abrangidas, configurando um recuo nas políticas de apoio às famílias".
Além das propostas de PCP e BE, foi aprovada uma outra alteração para estabelecer em 50% o valor a pagar pelas refeições escolares (pequeno-almoço, almoço e lanche) a todas as crianças do pré-escolar e alunos do ensino básico e secundário, desde que o agregado familiar "comprove, no ano anterior, um rendimento anual bruto igual ou inferior a duas vezes o valor anual do salário mediano bruto", adiantou a governação PSD/CDS-PP/IL.
Numa declaração de voto escrita, a vereação do PS justificou a oposição à proposta do vereador da Educação por considerar que representa "um recuo injusto, incoerente e injustificado nas políticas de apoio às famílias e à escola pública em Lisboa".
Para os socialistas, a opção da governação liderada pelo social-democrata Carlos Moedas é "politicamente incoerente", uma vez que em 2025 afirmava que estas medidas representavam "um investimento direto nas condições de aprendizagem, na igualdade de oportunidades e no sucesso educativo de todos os alunos".
"Um ano depois, a mesma medida passa a ser considerada, por Carlos Moedas, excessiva ou injusta. A única diferença relevante entre 2025 e 2026 é o calendário político, uma vez que em 2025 se realizaram eleições autárquicas", expôs o PS, que defendeu a gratuitidade universal das refeições escolares, mas a proposta foi rejeitada.
Uma refeição nas escolas públicas ronda 1,50 euros, sem desconto, mas, em Lisboa, desde 2024, os mais de 30 mil alunos sem ASE pagam apenas metade, após a aprovação de uma proposta do PS na Câmara Municipal.
A medida foi renovada em 2025, novamente por proposta do PS, e também para 2026, desta vez por proposta da liderança de Carlos Moedas (PSD), apresentada em 2025.
Em resposta escrita à Lusa, o vereador da Educação afirmou que a proposta do executivo municipal para o próximo ano letivo se baseia "num pressuposto claro: apoiar quem realmente precisa, em função dos seus rendimentos, e não, como agora propõe o PS, usar os impostos dos lisboetas para subsidiar agregados com rendimentos de 100 mil euros por mês".
Rodrigo Mello Gonçalves (IL) realçou ainda que Lisboa é, atualmente, o único município no país a comparticipar as refeições de todos os alunos, incluindo dos que não estão abrangidos pela ASE, e que com este corte "continua a ir muito além daquilo que é determinado pelo Estado, que apenas estipula apoios ao escalão A de 100% e ao escalão B de 50%".
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4 reports
RTP NotíciasState / PublicCenter4 days ago Lisbon mayor approves end of meal discount for most students without a ladderThe Lisbon City Council (PSD/CDS-PP/IL) approved the removal of the 50% discount on school meals for students not covered by the School Social Action (ASE) program, which has been in place since 2024. The decision was made with opposition votes from all opposing parties. The proposal maintains full funding for meals for students in ASE levels A and B and those with Special Health Needs (NSE), as well as a 50% discount for students in level C of ASE. The PCP proposed an amendment to continue the 'Há gosto – school meals in August' program, which had been active in the last two academic years, a
Bias read (Center): The article presents the policy change and includes perspectives from multiple political groups, including the PCP and BE, without overtly favoring any side. It reports on the decision-making process and the arguments presented by different factions, maintaining a balanced tone.
Official sources cited
- government Lisbon City Council Resolution on School Meal Discounts
- government PCP Proposal to Continue August School Meals Program
PúblicoIndependentCenter4 days ago Lisbon mayor approves end of meal discount for students without a ladderThe Lisbon City Council (PSD/CDS-PP/IL) approved the removal of a 50% discount on school meals for students not covered by the School Social Action (ASE) program, which has been in place since 2024. The decision was opposed by all opposition parties. The proposal maintains full funding for meals for students in ASE levels A and B and those with Special Health Needs (NSE), as well as a 50% discount for students in level C of ASE. The Communist Party (PCP) proposed an amendment to continue the 'Há gosto – school meals in August' program, which had been active in the last two academic years. This
Bias read (Center): The article presents the policy change and the opposing viewpoints without overtly favoring any side. It includes quotes from the PCP and mentions their concerns but does not editorialize or use biased language.
Official sources cited
- government Lisbon City Council Resolution on School Meal Discounts
- government PCP Proposal to Continue August School Meals Program
Diário de NotíciasIndependentLeft4 days ago Cuts in school meal support in Lisbon have leftist oppositionThe PS, Bloco de Esquerda, PCP, and Livre parties plan to oppose the Lisbon City Council's decision to reduce discounts on school meals. The Bloco de Esquerda, through councillor Carolina Serrão, argues that school meals should be free for most students and that support for educational materials must increase. They highlight the rising cost of living and essential goods as factors that would worsen family burdens. Their proposal aims to make school meals completely free for preschool and basic and secondary education students not covered by the A and B levels of the School Social Action. It还包括
Bias read (Left): The article presents the opposition from leftist parties to cuts in school meal subsidies, emphasizing their argument that such measures violate children's rights and exacerbate financial strain on families. The framing highlights the need for free meals and increased support for educational tools,
ExpressoIndependent🔒Center9 days ago Lisbon City Council explains cuts in school meal discounts: School social action is not general school actionThe Lisbon City Council has explained the cuts in meal discounts for school meals, stating that 'school social action is not general school action.'
Bias read (Center): The article presents an explanation from the Lisbon City Council regarding budget decisions related to school meal discounts. It does not exhibit clear bias through loaded language, one-sided sourcing, or omission of context. The framing appears balanced, focusing on the council's justification for裁
Official sources cited
- government Câmara de Lisboa