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BREconomyOverlooked from the right3 days ago

Family stock creates laziness, Church stock creates what?

The Brazilian Chamber of Deputies approved a constitutional amendment proposal (PEC) granting churches tax immunity on nearly all purchases related to their operations and social works. The article highlights the irony of religious groups, including influential Protestant pastors and Catholic bishops who previously criticized the Bolsa Família program for allegedly fostering laziness and disrupting labor markets, now remaining silent as they benefit from this new 'Bolsa Igreja' policy. The piece questions why these institutions do not speak out against what it describes as a generous tax break

A Câmara aprovou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que transforma as igrejas em algo muito próximo de zonas francas tributárias, estendendo a imunidade a praticamente todas as compras de bens e serviços ligados ao seu funcionamento e às suas obras sociais.

Nos últimos anos, não faltaram vozes religiosas contra o Bolsa Família , mas, diante desse "Bolsa Igreja" travestido de liberdade religiosa, o que mais impressiona é o silêncio das igrejas protestantes históricas e da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

A ironia salta aos olhos. Pastores influentes e até bispos católicos já criticaram o Bolsa Família , acusando o programa de criar preguiçosos e desorganizar o mercado de trabalho. Agora, muitos dos mesmos setores que demonizam a transferência de renda para os mais pobres assistem, em silêncio, ao avanço de uma espécie de Bolsa Igreja: uma renúncia fiscal generosa, sem contrapartidas claras , destinada a instituições que já desfrutam de imunidade ampla sobre patrimônio, renda e serviços.

Quando essas instituições se calam diante de uma PEC que transfere tributo do CNPJ eclesiástico para o CPF de crentes e não crentes, o problema é a escolha deliberada de abandonar o padrão moral que elas próprias ensinaram.

Nos evangelhos, parte significativa das parábolas de Jesus gira em torno de dinheiro, riqueza, dívidas e tesouros ; das 38 parábolas, 16 tratam diretamente de temas econômicos. Jesus adverte que não se pode servir a Deus e ao dinheiro. Nos lábios de Jesus, o tema do dinheiro é mais frequente do que muitos dos versículos citados nas atuais guerras culturais.

O contraste, portanto, não é entre uma Igreja "espiritual" e uma pauta "material", mas entre dois pesos e duas medidas dentro da fé cristã. Quando o assunto é aborto, gênero ou costumes, CNBB e lideranças evangélicas mobilizam notas oficiais, campanhas, frentes parlamentares e pressão aberta sobre STF (Supremo Tribunal Federal) e Congresso.

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Quando a pauta é mais dinheiro no gazofilácio das igrejas, reina um silêncio pouco inocente. Jesus, curiosamente, falou muito mais sobre o perigo de servir ao dinheiro do que sobre moralidade sexual e, das poucas vezes em que os evangelhos o mostram irado, foi diante do comércio estabelecido no templo de Jerusalém.

Se a Igreja Católica Romana e as igrejas históricas aceitarem em silêncio uma PEC que reduz ainda mais a capacidade do Estado de financiar serviços universais, terão endossado, na prática, um Bolsa Igreja escandaloso. Isso ao mesmo tempo em que parte de suas lideranças continua demonizando o Bolsa Família, que mata a fome de famílias pobres .

Hoje, a legislação não permite que o dízimo seja deduzido do Imposto de Renda, nem inclui as contribuições religiosas entre as doações que reduzem a base de cálculo do imposto devido. Mas, diante da voracidade com que se ampliam imunidades e benefícios, a pergunta deixa de ser fantasia e vira alerta: o que virá depois da PEC das igrejas?

Se aceitarmos a lógica de que qualquer gasto ligado à estrutura e às atividades de uma instituição religiosa deve ser blindado de tributos, por que não dar o próximo passo e permitir que dízimos e ofertas sejam abatidos do IR dos doadores?

Ainda é tempo. A PEC seguirá para o Senado e, se aprovada, dependerá de regulamentação para produzir todos os seus efeitos. CNBB e igrejas protestantes históricas ainda podem dizer, em voz alta, que não desejam esse privilégio fiscal ampliado e que o povo de Deus não será abençoado com dinheiro obtido por meio de imoralidade tributária.

Se a PEC das igrejas passar, que não seja sob o silêncio cúmplice de comunidades que trocaram o evangelho por uma isenção, e que descobrirão, mais cedo ou mais tarde, que quem serve ao dinheiro acaba perdendo a moral para falar em nome de Deus.

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Source document: PEC (Proposta de Emenda à Constituição)

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Folha de S.PauloIndependentLeft3 days ago
Family stock creates laziness, Church stock creates what?

The Brazilian Chamber of Deputies approved a constitutional amendment proposal (PEC) granting churches tax immunity on nearly all purchases related to their operations and social works. The article highlights the irony of religious groups, including influential Protestant pastors and Catholic bishops who previously criticized the Bolsa Família program for allegedly fostering laziness and disrupting labor markets, now remaining silent as they benefit from this new 'Bolsa Igreja' policy. The piece questions why these institutions do not speak out against what it describes as a generous tax break

Bias read (Left): The article uses critical language toward the tax benefits granted to religious institutions ('Bolsa Igreja'), frames them as hypocritical given their past criticisms of similar welfare programs like Bolsa Família, and implies a moral failure by religious leaders who remain silent on this issue. The

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  • government PEC (Proposta de Emenda à Constituição)

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