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PTEconomy2 days ago

EU leaders divided over Antonio Costa's preliminary contacts with the Kremlin

The article discusses divisions among EU leaders regarding Portuguese Prime Minister António Costa's preliminary contacts with the Kremlin. While all EU heads agree on the need for the bloc to participate in peace negotiations between Ukraine and Russia, Costa's efforts to open communication channels between Brussels and Moscow have exposed divisions within the European Council. The initiative was seen by some as an attempt by Costa to position himself as the EU's representative in the diplomatic process, which has been led by the United States without success. Ukrainian President Volodymyr Zé

Se é pacífico para todos os chefes de Estado e governo da União Europeia que o bloco deve estar sentado à mesa e participar activamente nas negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, as “démarches” de António Costa para “abrir canais de comunicação” entre Bruxelas e Moscovo expuseram um fosso entre os líderes que veio comprometer a imagem de unidade no seio do Conselho Europeu .

A iniciativa do presidente do Conselho Europeu, que há muito defende que a UE se deve preparar para discutir a futura arquitectura de segurança europeia com a Rússia, foi lida não como um esforço de “coordenação” de esforços com a Ucrânia, como justificaram as suas porta-vozes, mas antes como uma tentativa desastrada de Costa para se posicionar como o emissário e representante do bloco no processo diplomático, até agora liderado (sem sucesso) pelos Estados Unidos da América.

Depois de o líder norte-americano, Donald Trump, ter dito que vai voltar a dedicar-se ao assunto , depois de ter assinado um memorando de entendimento para o fim da guerra no Irão, o Presidente da Ucrânia veio ao Conselho Europeu apelar mais um a vez a um maior envolvimento da UE nas negociações.

“É preciso manter a pressão para trazer Putin para o diálogo”, disse Volodymyr Zelensky, uma declaração que tanto foi interpretada como um pedido para o reforço das sanções para debilitar a Rússia e isolar Putin, como um reconhecimento das acções de Costa para abrir uma linha de comunicação com o Kremlin – ao arrepio da actual política oficial da UE, que cortou as ligações diplomáticas com Moscovo logo após a invasão em larga escala da Ucrânia.

A discussão sobre a Ucrânia prolongou-se por mais de quatro horas – as primeiras duas com Zelensky na sala, e as outras só a 27, sem telemóveis na sala ou reporte directo para as delegações – e o que emergiu no final foram relatos desencontrados e mesmo contraditórios sobre o teor das intervenções, e das conclusões, conforme as posições individuais dos Estados-membros.

Genericamente, parece ter existido um apoio alargado à abordagem preliminar do presidente do Conselho Europeu a responsáveis diplomáticos russos, e para um eventual papel de António Costa quando o processo negocial for reatado. Porém, entre as vozes dissonantes terão estado os líderes da Alemanha e da França: os dois países compõem, com o Reino Unido, o chamado E3, que já encetou os seus próprios contactos com Moscovo.

O chanceler germânico Friedrich Merz – que convocou uma reunião com os parceiros do E3, mais a Itália e a Polónia (E5) para a próxima semana – terá manifestado alguma “relutância” e mesmo “desagrado” com uma eventual transferência da diplomacia trilateral para Bruxelas. E aparentemente, o Presidente de França, Emmanuel Macron, também não se terá mostrado entusiasmado com a ideia.

“Em primeiro lugar, nos termos dos tratados, é o presidente do Conselho Europeu que representa a União em qualquer processo de negociação, mas ainda há um longo caminho a percorrer até lá, uma vez que não há quaisquer indícios de que a Rússia esteja disposta a sentar-se à mesa”, apontou o primeiro-ministro da Irlanda, que em Julho assumirá a presidência do Conselho da UE.

Para Micheál Martin, “estabelecer canais de comunicação, especialmente tendo em conta o nosso próprio historial na resolução de conflitos, não é nada que nos preocupe”, acrescentando que “confia” no ex-primeiro-ministro português. “Ele é muito claro ao afirmar que a Europa não assumirá o papel de mediadora”, disse, lembrando que a UE não é uma observadora independente uma vez que apoia uma das partes no conflito.

Segundo o chanceler austríaco, Christian Stocker, “não houve críticas dirigidas a Costa”. Os líderes concordaram que “é importante estar preparado e dispor dos canais adequados para, quando chegar o momento em que as negociações tenham início, a UE possa defender os seus interesses nessas negociações”, mas também que “este não é o momento certo, porque Putin não está disposto a participar”, repetiu.

Por maior optimismo que exista agora relativamente ao desempenho das forças ucranianas no teatro de guerra, e a posição de Kiev nas negociações de paz, é certo que essas conversações (ou simulacro de) não vão ser retomadas já amanhã. Mais do que a questão de falar ou não com a Rússia, e de quem deve ser o interlocutor, o que interessa aos líderes do Conselho Europeu é coordenar a mensagem que querem transmitir a Putin.

“Temos de pressionar a Rússia a sentar-se à mesa das negociações, com mais sanções, e não discutir quem irá conduzir estas negociações em nome da UE”, defendeu o chefe do Governo dos Países Baixos, Rob Jetten, que não escondeu o seu desagrado por não ter sido previamente informado sobre os contactos efectuados pelo gabinete de Costa. “Se Putin estiver disposto a negociar, a UE está pronta para discutir as garantias de segurança de que necessitamos, e o futuro das relações entre a UE e a Rússia”, assegurou.

Read the full article at Público
Source document: European Council

2 reports

PúblicoIndependentCenter2 days ago
EU leaders divided over Antonio Costa's preliminary contacts with the Kremlin

The article discusses divisions among EU leaders regarding Portuguese Prime Minister António Costa's preliminary contacts with the Kremlin. While all EU heads agree on the need for the bloc to participate in peace negotiations between Ukraine and Russia, Costa's efforts to open communication channels between Brussels and Moscow have exposed divisions within the European Council. The initiative was seen by some as an attempt by Costa to position himself as the EU's representative in the diplomatic process, which has been led by the United States without success. Ukrainian President Volodymyr Zé

Bias read (Center): The article presents both perspectives on Costa's actions—some view it as an effort to coordinate with Ukraine, while others see it as an attempt to position Costa as the EU's representative. The tone remains neutral, presenting facts and interpretations without overtly favoring one side.

Official sources cited

Diário de NotíciasIndependentCenter4 days ago
António Costa started diplomatic contacts with Russia

The President of the European Council, António Costa, has discreetly initiated diplomatic contacts with Russia to 'open communication channels,' though no substantial issues have been discussed yet. According to an EU diplomat cited by Euronews, brief contacts have occurred in recent weeks, with Portugal coordinating closely with European leaders on potential engagement with Russia and topics to discuss when the time is appropriate. The Bloomberg reported that Costa’s chief advisor made two phone calls with a high-ranking Russian official close to Vladimir Putin to prepare for more substantive

Bias read (Center): The article presents factual information without overt ideological framing or biased language. It reports on diplomatic efforts without taking a stance on their merits or implications.

Official sources cited

  • press release Euronews
  • press release Bloomberg

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