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BRCrime3 days ago

Trump Media and Rumble ask the U.S. Justice to try Moraes in absentia

The defense of American companies Rumble and Trump Media has requested the U.S. Justice Department to proceed with a trial in absentia against Brazilian Supreme Court Minister Alexandre de Moraes. This follows unsuccessful attempts to notify Moraes in Brazil, despite a Florida federal court authorizing notification via email in late May. The companies argue that Moraes has remained silent and failed to respond or defend himself within the prescribed timeframe under U.S. civil procedure rules. The request was made after the Brazilian Attorney General's Office (AGU) stated it would act directly,

Governo brasileiro pretende encerrar processo movido por empresa americana contra o ministro do STF. (Foto: reprodução/TCE-SP)

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que solicitará nesta segunda-feira (15) a entrada formal do Estado brasileiro na ação movida nos Estados Unidos pelas empresas Rumble e Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo do governo brasileiro é encerrar o processo que tramita em um tribunal da Flórida.

A ação foi apresentada pelas empresas americanas em razão de decisões de Moraes relacionadas à remoção de conteúdos publicados nas plataformas digitais. As companhias alegam que as determinações do magistrado atingem interesses e operações ligadas aos Estados Unidos, argumento que deu origem à disputa judicial em território americano.

“O Brasil não consentiu e não consentirá com a apreciação de decisões de nossa Suprema Corte por juízes de outro país. Decisões judiciais brasileiras devem ser cumpridas ou questionadas perante nossos próprios tribunais, de acordo com a lei processual vigente no Brasil”, disse a AGU em um comunicado (veja na íntegra mais abaixo).

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Embora Moraes seja o único alvo da ação, a AGU decidiu atuar diretamente no caso por entender que decisões tomadas por integrantes da mais alta Corte brasileira não podem ser submetidas à análise de tribunais estrangeiros. Segundo o órgão, a discussão ultrapassa a figura do ministro e envolve interesses institucionais do Estado brasileiro.

A manifestação sustenta que permitir a revisão de decisões do STF por cortes estrangeiras representaria uma afronta à soberania nacional e à independência do Poder Judiciário. Para a AGU, “trata-se, em última análise, de uma tentativa de ofensa à soberania nacional e à independência do Poder Judiciário brasileiro”.

O governo também argumenta que atos jurisdicionais praticados por autoridades brasileiras são protegidos pelo princípio da imunidade de jurisdição, reconhecido pelo Direito Internacional.

“A submissão de atos jurisdicionais soberanos à apreciação de cortes de outros países implica grave ofensa à imunidade de jurisdição”, diz o órgão pontuando que este entendimento encontra respaldo na legislação americana.

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A estratégia jurídica prevê a habilitação formal do Estado brasileiro no processo em curso na Flórida. De acordo com a AGU, a medida busca “promover a defesa dos interesses do Estado Brasileiro” e reforçar que decisões da Suprema Corte nacional não podem ser contestadas perante tribunais de outros países.

No último dia 22 de maio, a Justiça dos Estados Unidos autorizou que Moraes fosse citado por e-mail pelas empresas autoras da ação. A Corte americana agora aguarda uma eventual manifestação do ministro ou um pedido de ampliação do prazo para resposta.

Caso não haja resposta dentro do período estabelecido, as empresas poderão solicitar o reconhecimento da revelia. A citação é a etapa formal pela qual uma pessoa é comunicada sobre a existência de uma ação judicial e passa a ter prazo para apresentar sua defesa.

As empresas também deverão comprovar ao tribunal que a comunicação foi efetivamente realizada, conforme exigido pelas regras processuais do caso.

O que diz a AGU

Veja abaixo o comunicado completo da AGU sobre o pedido feito às autoridades judiciais dos Estados Unidos:

A Advocacia-Geral da União (AGU) informa que, em atendimento a manifestação do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu requerer a intervenção do Brasil em ação judicial proposta pelas empresas Rumble Inc. e Trump Media & Technology Group Corp. contra o Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em tribunal federal da Flórida, Estados Unidos.

A manifestação de intervenção do Estado brasileiro perante o tribunal dos EUA será protocolada na tarde desta segunda-feira (15/06). Para que o Brasil possa promover a defesa das decisões judiciais proferidas pelo STF, o Estado brasileiro precisa se habilitar nos autos do processo, já que a ação foi proposta apenas contra o ministro Alexandre de Moraes. Por isso, será apresentada petição requerendo a intervenção do Estado brasileiro na ação judicial.

A medida tem por objetivo promover a defesa dos interesses do Estado Brasileiro e sustenta, sobretudo, que decisões judiciais proferidas pela Suprema Corte de nosso país não podem ser questionadas perante tribunais de Estados estrangeiros.

A submissão de atos jurisdicionais soberanos à apreciação de cortes de outros países implica grave ofensa à imunidade de jurisdição, princípio consagrado no Direito Internacional e reconhecido também pelas leis dos Estados Unidos.

Atos praticados por agentes públicos de um Estado soberano não podem ser submetidos, sem o consentimento desse Estado, à jurisdição de tribunais de um Estado estrangeiro. O Brasil não consentiu e não consentirá com a apreciação de decisões de nossa Suprema Corte por juízes de outro país. Decisões judiciais brasileiras devem ser cumpridas ou questionadas perante n…

Read the full article at Gazeta do Povo
Source document: Advocacia-Geral da União (AGU)

5 reports

Gazeta do PovoIndependentCenter3 days ago
Trump Media and Rumble ask the U.S. Justice to try Moraes in absentia

The defense of American companies Rumble and Trump Media has requested the U.S. Justice Department to proceed with a trial in absentia against Brazilian Supreme Court Minister Alexandre de Moraes. This follows unsuccessful attempts to notify Moraes in Brazil, despite a Florida federal court authorizing notification via email in late May. The companies argue that Moraes has remained silent and failed to respond or defend himself within the prescribed timeframe under U.S. civil procedure rules. The request was made after the Brazilian Attorney General's Office (AGU) stated it would act directly,

Bias read (Center): The article presents factual information without overtly biased language or framing. It reports on legal actions taken by U.S. companies against a Brazilian Supreme Court minister, citing official documents and the involvement of the Brazilian Attorney General's Office. There is no clear ideological

Gazeta do PovoIndependentRight4 days ago
Moraes misses deadline in U.S. lawsuit, lawyer reveals

The attorney Martin de Luca, representing companies Rumble and Trump Media, stated that Brazilian Supreme Court Minister Alexandre de Moraes missed a deadline to respond in a U.S. legal case involving alleged censorship against American citizens. De Luca noted that Moraes has yet to comment on the matter. The Brazilian government emphasized national sovereignty but clarified it does not speak on behalf of Moraes. De Luca also posed a hypothetical scenario questioning whether Brazil would consider such actions as respecting U.S. sovereignty.

Bias read (Right): The article frames the situation with a focus on perceived violations of U.S. laws by a Brazilian judicial figure, using rhetorical questions and hypothetical scenarios that imply criticism of Moraes' actions. The framing emphasizes potential overreach by a foreign authority and questions the notion

Official sources cited

Gazeta do PovoIndependentCenter5 days ago
Moraes case in the US: AGU claims sovereignty and wants to block Rumble

The article discusses Brazil's legal strategy in response to a lawsuit filed by companies Rumble and Trump Media against Supreme Court Justice Alexandre de Moraes in the United States. The Brazilian government, through the Office of the Attorney General (AGU), is arguing that Moraes' actions are protected under sovereign immunity, asserting they were carried out in his capacity as a member of the Supreme Federal Court (STF). The article notes that Brazil has spent approximately 10 million reais on this legal representation and highlights the risks if the sovereignty arguments are rejected, asM

Bias read (Center): The article provides a factual summary of the legal proceedings without apparent bias, presenting both the claims made by the companies and the defense strategy employed by the Brazilian government. There is no evident framing that favors one side over the other.

Gazeta do PovoIndependentCenter5 days ago
AGU is asking the US Justice Department to close Rumble's lawsuit against Moraes.

The Brazilian Office of the Attorney General (AGU) has requested the U.S. federal court in Florida to dismiss the lawsuit filed by companies Rumble and Trump Media against Supreme Court Justice Alexandre de Moraes. The AGU argues that decisions made by Brazil's Supreme Court cannot be challenged by foreign courts and that Moraes' actions fall under his sovereign judicial duties. The request emphasizes that acts by public officials of a sovereign state cannot be subjected to the jurisdiction of foreign courts without the state's consent.

Bias read (Center): The article presents a factual summary of the legal action taken by the AGU without apparent bias. It does not include subjective language, one-sided sourcing, or omitted context that would indicate a particular ideological leaning.

Official sources cited

  • government Advocacia-Geral da União (AGU)
Gazeta do PovoIndependentCenter6 days ago
AGU calls for Brazil's intervention in the US Rumble v Moraes case

The Brazilian government, through the Advocacy General of the Union (AGU), plans to formally enter a legal case in the United States involving companies Rumble and Trump Media against Justice Minister Alexandre de Moraes of the Supreme Federal Court (STF). The goal is to end the lawsuit being processed in a Florida court. The American companies filed the suit due to decisions by Moraes regarding the removal of content published on digital platforms. They argue that these rulings affect interests and operations linked to the United States, leading to the judicial dispute in American territory.

Bias read (Center): The article presents the positions of both the Brazilian government and the U.S. companies without overtly favoring either side. It quotes the AGU’s statement and explains the rationale behind Brazil's involvement in the case but does not use biased language or selectively omit perspectives.

Official sources cited

  • government Advocacia-Geral da União (AGU)

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The official sources this coverage is built on. Read them directly to bypass framing.