A Câmara Municipal de Sintra recebeu esta sexta-feira, 12 de junho, a confirmação de que o Tribunal de Contas concedeu visto prévio favorável ao contrato de aquisição de 39 novas viaturas destinadas à recolha de resíduos, num investimento de cerca de 12 milhões de euros.
Segundo fonte da autarquia, as viaturas serão entregues de forma faseada ao longo deste ano e permitirão substituir parte da atual frota, que inclui veículos com mais de uma década de serviço . Este reforço integra um conjunto mais amplo de investimentos na área da higiene urbana, entre os quais a substituição de 1.500 ecopontos, num investimento superior a 600 mil euros, acrescenta a mesma fonte.
Recentemente, entraram também ao serviço três novas viaturas destinadas à recolha de monos e à desinfeção de contentores.
Segundo a autarquia, o objetivo passa por melhorar as condições de trabalho de quem, todos os dias, garante a limpeza da cidade e a recolha do lixo naquele que é o segundo concelho com mais população do país e onde se sente muita pressão nesta área dos resíduos: diariamente são recolhidas cerca de 560 toneladas de resíduos nas ruas de Sintra.
Em declarações ao DN, Marco Almeida considerou a decisão do Tribunal de Contas como "uma vitória" e "o primeiro passo para acabar com a pouca vergonha que herdámos". "Viaturas com mais de 10 anos ao serviço dos sintrenses não podia continuar. É uma situação que, reconheço, ultrapassou todos os limites e só não está pior devido ao esforço que os profissionais dos SMAS fazem todos os dias", afirmou.
Recorde-se que o executivo de Marco Almeida tinha anulado em março passado um concurso público lançado pela gestão anterior, de Basílio Horta, para o aluguer operacional de 69 camiões de recolha de resíduos urbanos, avaliado em mais de 70,5 milhões de euros ao longo de seis anos.
Na altura, Marco Almeida considerou o modelo inviável, apontando riscos de insustentabilidade financeira, possível aumento de tarifas para os munícipes e limitações na concorrência do procedimento.
Já em abril, o município aprovou o investimento de 12 milhões de euros na aquisição direta de viaturas , que agora recebeu então o visto prévio favorável do Tribunal de Contas.
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