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BREconomy4 days ago

Re-elect Lula and build a new political majority

The article discusses Brazil's upcoming 2026 elections against a backdrop of deep societal polarization between democratic forces and the far-right, suggesting this division may have become the 'new normal' in Latin America. It also highlights shifting U.S. foreign policy priorities toward South America, including economic, diplomatic, and military pressures. The piece touches on global tensions involving China and the U.S., referencing conflicts such as those with Iran and interventions in countries like Venezuela and Cuba. It frames the Brazilian electorate with an existential dilemma about

Eleições 2026

O Brasil irá às urnas em outubro diante de um cenário cristalizado de divisão radicalizada da sociedade entre as forças democráticas e a extrema-direita. Esse quadro político, aparentemente, não é um fenômeno tão passageiro quanto se pensava e talvez se possa dizer que é o “novo normal” na América Latina, como têm demonstrado as recentes eleições no Equador , Chile , Colômbia e Peru .

O processo eleitoral brasileiro ocorrerá em meio a uma mudança de paradigma na política externa dos EUA, que volta a priorizar o cone sul e a se utilizar de todas as formas de pressão – diplomáticas, econômicas e bélicas – para garantir sua influência na região e impor seus desígnios aos países do continente.

A reação de Donald Trump ao acelerado avanço global da China tem levado a medidas de desorganização das regras de comércio internacional, fomento a conflitos regionais com impactos econômicos e geopolíticos, como na guerra contra o Irã, e intervenções em nações soberanas, seja diretamente, como na Venezuela; por meio do estrangulamento, como em Cuba; ou pela imposição de tarifas como retaliação política, caso do Brasil.

Nesse contexto desafiador, o povo brasileiro novamente se depara com um dilema existencial: cerrar fileiras na defesa de valores civilizatórios e humanistas, resguardar a soberania nacional como bem irrenunciável e inegociável ou sucumbir à barbárie e renunciar à independência, relegando o País à condição de títere do imperialismo norte-americano.

Em 2022, a eleição de Lula presidente foi o fator fundamental para garantir a democracia, a retomada da estabilidade institucional, ainda que turbulenta e com governabilidade precária, e as bases materiais para a reconstrução do País, dilapidado pelo desgoverno de Jair Bolsonaro.

Não foram poucas as vitórias e as entregas do governo. O Brasil saiu novamente do Mapa da Fome, cresceu acima da média mundial, voltou a atrair investimentos, estabilizou as contas públicas, reduziu a inflação, gerou milhões de empregos e ampliou a renda do trabalho, diminuindo, ainda que timidamente, as desigualdades sociais.

Retomou políticas públicas fundamentais para que a maioria do povo tenha acesso a direitos e serviços básicos. O Bolsa Família foi ampliado, o Minha Casa, Minha Vida voltou a construir habitações populares País afora, o Farmácia Popular foi reabilitado, a Educação, a Saúde e a Ciência voltaram para a agenda do governo, e o salário-mínimo novamente teve política de reajuste permanente.

Há ainda de se falar em iniciativas de suma importância aprovadas junto ao Congresso Nacional, embora o governo não tenha maioria parlamentar, como a reforma tributária e a isenção de Imposto de Renda até 5 mil reais, promessa de campanha e medida efetiva de justiça tributária. Ainda há a MP do Desenrola 2 e o histórico fim da escala 6X1 , principal política trabalhista do País desde a Constituição de 1988, que tramitam no Legislativo.

Rememorando períodos anteriores, qualquer analista diria que a campanha à reeleição estaria pavimentada. Ocorre que a política não é mais o que era nos tempos de Lula 1, Lula 2 e Dilma, quando as políticas que mudaram a vida dos brasileiros foram instituídas e as forças progressistas acumularam grande capital político e eleitoral.

No presente, apenas as “entregas” não bastam para formar uma maioria sólida na população. As pesquisas retratam — e uso “retratam” porque são a fotografia do momento — que temos ligeira vantagem sobre Flávio Bolsonaro , que está enredado até o pescoço no escândalo do Banco Master e no tarifaço de Trump contra o Brasil a seu pedido.

Vejam: mesmo flagrado recebendo milhões de corrupção e sabotando o próprio País, o vendilhão mantém grande eleitorado cativo, sinalizando a resiliência desse campo e a persistência de um sentimento contra a esquerda em larga parcela da população. Por isso, nada de salto alto, pois teremos uma eleição duríssima pela frente. Mas é fato que entramos na batalha tendo o que mostrar e em condições de conquistar essa vitória.

Mas além de vencer, temos o desafio de construir uma nova maioria política no País, capaz de alterar a correlação de forças na sociedade e no Congresso Nacional, para dar sustentação popular e legislativa a um projeto de desenvolvimento liderado por Lula. Esse projeto precisa falar do Brasil, dialogar com os anseios da maioria do povo trabalhador, animar as esperanças da população no presente e dar perspectivas de futuro para a juventude. Ao mesmo tempo, deve travar a disputa política de peito aberto, desmascarando o bolsonarismo corrupto e entreguista.

Ao fazê-lo, precisa evidenciar para o eleitorado que só será possível transformar o País reelegendo Lula e parlamentares que defendam esse projeto político. Devemos mostrar que é impossível governar um país com as contradições do Brasil com metade do orçamento público comprometido com juros da dívida e sendo chantageado politicamente a cada votação. Sem um Congresso mais comprometido e qualificado, governar t…

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CartaCapitalIndependentCenter4 days ago
Re-elect Lula and build a new political majority

The article discusses Brazil's upcoming 2026 elections against a backdrop of deep societal polarization between democratic forces and the far-right, suggesting this division may have become the 'new normal' in Latin America. It also highlights shifting U.S. foreign policy priorities toward South America, including economic, diplomatic, and military pressures. The piece touches on global tensions involving China and the U.S., referencing conflicts such as those with Iran and interventions in countries like Venezuela and Cuba. It frames the Brazilian electorate with an existential dilemma about

Bias read (Center): The article presents a balanced overview of geopolitical dynamics without overtly favoring any side. It mentions both democratic forces and far-right movements, as well as U.S. influence and Chinese global expansion, without taking a clear ideological stance.