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BRPoliticsOverlooked from the left6 days ago

What are the names on the left trying to ride the international wave of Gen-Z Socialism?

The Brazilian left is adopting 'Socialism Gen-Z', an international trend highlighted by The Economist. This movement focuses on immediate solutions for young people facing rising costs of food, rent, and healthcare, advocating for policies where the wealthy pay for these expenses. It is associated with politicians like New York City Mayor Zohran Mamdani, Canadian Democratic Party leader Avi Lewis, and French politician Jean-Luc Mélenchon, though most of them are not part of Generation Z. The approach emphasizes state intervention through price controls rather than economic growth or increased 

A esquerda brasileira está abraçando o socialismo da geração Z, ou "Socialismo Gen-Z", uma tendência internacional em alta que foi retratada em editorial recente da revista britânica  The Economist.  Diferente do socialismo já conhecido, os apoiadores desse movimento não visam ideais coletivistas ou a apropriação dos meios de produção. Eles são a geração do eu primeiro e querem que seus problemas sejam resolvidos às custas dos outros.

O socialismo TikTok, como também foi chamado, se baseia em propor políticas focadas no imediatismo de jovens que se revoltam com a alta dos preços dos alimentos, dos aluguéis e da saúde e veem como solução fazer os ricos pagarem por esses custos. A geração Z é a dos jovens nascidos entre os anos de 1997 e 2012.

Observado nos Estados Unidos e na Europa, o movimento tem políticos como o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, o líder do Partido Democrata canadense, Avi Lewis, e o francês Jean-Luc Mélenchon como seus principais expoentes. Apesar de a maioria não pertencer à geração Z, suas propostas esquerdistas dialogam com jovens dessa geração.

Em vez de soluções voltadas ao aumento da produtividade ou ao crescimento econômico, os políticos buscam soluções simplistas e, com frequência, impraticáveis. As pautas do “Socialismo Gen Z” costumam defender que o Estado intervenha para resolver problemas por meio do tabelamento de preços de alimentos e de aluguéis, aumento de impostos sobre os mais ricos e de novas formas de redistribuição de renda.

No Brasil, a tendência já encontra eco em pautas defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas também tem expoentes específicos em parlamentares como Erika Hilton (PSOL-SP), Camila Jara (PT-MS), Sâmia Bomfim (PSOL-RJ), Pedro Uczai (PT-SC) e Tabata Amaral (PSB-SP). Eles têm traduzido para a realidade brasileira as pautas do "Socialismo Gen-Z".

A proposta do fim da escala de trabalho 6x1 é vista por analistas ouvidos pela Gazeta do Povo como o principal exemplo. Trata-se de uma demanda que fala com uma geração que passou a questionar se jornadas longas de trabalho são compatíveis com qualidade de vida e perspectivas de futuro, segundo Alexandre Bandeira, professor de marketing, discurso político e planejamento de campanha da faculdade ESPM.

Outras propostas como a criação de aluguel social, controle do preço de alimentos e tributação de grandes fortunas também já foram apresentadas e se enquadram nos anseios do “Socialismo Gen Z”.

"Existe uma percepção crescente de uma geração que, apesar de ser mais escolarizada e qualificada do que a de seus pais, encontra mais dificuldades para alcançar conquistas materiais semelhantes, como adquirir um imóvel, acumular patrimônio ou criar filhos", explica o analista político Luan Sperandio.

Mas, em vez de conseguir isso por meio do liberalismo econômico, esses jovens clamam por intervenções estatais e soluções simplistas fadadas a agravar ainda mais o cenário econômico.

VEJA TAMBÉM:

Controle dos preços já é tema de propostas no Brasil

A tentativa de limitar o reajuste de preços dos produtos da cesta básica é um dos principais exemplos do Socialismo Gen Z. Ela não leva em conta que o tabelamento faz a produção encolher e eleva ainda mais os preços.

No Congresso do Brasil, essa ideia foi proposta em um projeto da deputada Lenir de Assis (PT-PR), que diz querer “proteger o poder de compra da população e promover a segurança alimentar”.

Também surgiu do projeto do Programa Cestão do Povo, do deputado Leo Prates (PDT-BA), que quer garantir o acesso da população a produtos considerados essenciais a preços reduzidos, com gestão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Além desses, dois projetos há medidas similares em tramitação propostas por parlamentares do PSOL.

Menos trabalho e mais qualidade de vida?

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e encampada por Lula e seus aliados, tornou-se um dos principais temas da esquerda nas redes sociais, dialogando diretamente com uma parcela da geração Z, caracterizada por questionamentos sobre a relação entre trabalho, tempo livre e qualidade de vida.

"A redução da jornada de trabalho é uma pauta muito forte porque fala diretamente com a qualidade de vida. Ela toca numa questão profunda, que é a relação entre tempo, trabalho e dignidade", afirma o cientista político Elias Tavares.

Experiências internacionais com redução de jornada mostram resultados mistos. Em Portugal, a mudança elevou custos trabalhistas e foi acompanhada por queda no emprego em setores afetados. Na França, a semana de 35 horas gerou perda de competitividade e acabou sendo flexibilizada posteriormente. Já casos citados como bem-sucedidos, como Reino Unido e Islândia, ocorreram em programas voluntários, não por imposição legal.

Esquerda tenta ampliar a tributação sobre altas rendas

O principal elemento do Socialismo Gen Z é a defesa de maior tributação sobre renda e patrimônio dos mais ricos para f…

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Source document: The Economist

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Gazeta do PovoIndependentRight6 days ago
What are the names on the left trying to ride the international wave of Gen-Z Socialism?

The Brazilian left is adopting 'Socialism Gen-Z', an international trend highlighted by The Economist. This movement focuses on immediate solutions for young people facing rising costs of food, rent, and healthcare, advocating for policies where the wealthy pay for these expenses. It is associated with politicians like New York City Mayor Zohran Mamdani, Canadian Democratic Party leader Avi Lewis, and French politician Jean-Luc Mélenchon, though most of them are not part of Generation Z. The approach emphasizes state intervention through price controls rather than economic growth or increased 

Bias read (Right): The article frames 'Socialism Gen-Z' using terms like 'eu primeiro' (me first), 'soluções simplistas e, com frequência, impraticáveis' (simple and often impractical solutions), and criticizes the movement's focus on wealth redistribution and state control over prices. These phrases carry a critical,

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