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PTEconomyOverlooked from the right3 days ago

Inclined plane

The article discusses the failures of Portuguese educational policies over the past two decades, citing reports such as the Annual Education Balance by Edulog. It highlights concerns about declining performance among top students and contrasts this with previous claims that these policies were aimed at improving student learning. The article suggests that lowering university entry criteria and increasing bureaucratic barriers have not led to better outcomes.

Nos últimos dias, foram várias as notícias que demonstram até que ponto as políticas educativas das últimas duas décadas foram profundamente erradas. Num dos casos, a propósito da publicação do Balanço Anual da Educação , do Edulog, titulou-se no Público que “quem entra no ensino superior só com uma prova de ingresso abandona mais”. No mesmo dia, anunciava-se que a “queda persistente do desempenho dos melhores alunos deve suscitar preocupação”, acrescentando-se que essa tendência é mais acentuada em Portugal do que na generalidade dos outros países com os quais têm sido feitas comparações

Estas constatações estão em clara contradição com as proclamações que acompanharam a implementação de quase todas as políticas educativas dos últimos 20 anos, as quais garantiram estar ao serviço da melhoria das aprendizagens dos alunos, assim como se estranham quando comparadas com o aumento dos resultados das avaliações internas dos alunos desde o Ensino Básico e da escalada contínua das médias de entrada no Ensino Superior.

Ao que parece, quando se fazem análises independentes verifica-se o óbvio: baixar os critérios de entrada na Universidade não produz bons resultados e colocar obstáculos burocráticos à retenção dos alunos, não beneficia o desempenho, nem dos melhores. Nada disto espanta quem vive a Educação por dentro, de forma empenhada e preocupada com os alunos para além da cosmética populista que promete o direito ao sucesso a todos (o que é legítimo!), de forma independente do trabalho feito (o que é lamentável).

Durante muito tempo, foi minha crença de que haveria dois modos de desenvolver políticas educativas, de acordo com as suas implicações (desejadas ou não) e os objectivos pretendidos (assumidos ou não).

Num deles, as desigualdades acentuam-se, ao afastar cada vez mais o topo da base, em termos de desempenho, independentemente dos níveis formais de “sucesso”. A generalidade das políticas desenvolvidas em Portugal, com diferentes soluções governativas, pendeu para esta alternativa, conforme se tornou visível com a publicação dos rankings (que tantos odeiam), ao revelar que o nosso sistema educativo se foi tornando assustadoramente dual.

Num outro, que alguns consideram anacrónico, mais solidário em termos concretos e não apenas no plano da retórica e propaganda, o sistema evolui de forma harmoniosa e consolidada, progredindo no seu conjunto, sem acentuar as desigualdades. A aposta não é num modelo a várias velocidades, assimétrico em termos de investimento, em que o descrédito se instala perante as medidas adoptadas para encobrir a erosão das aprendizagens e se opta por um simulacro de monitorização externa do desempenho dos alunos.

No entanto, tenho sido obrigado a reavaliar esta análise e a considerar uma terceira alternativa: a de que há políticas que conseguem levar à degradação global do sistema educativo, da base até ao topo. Políticas que têm sido partilhadas pelas várias situações e arcos de governação e que insistem em perdurar, apesar das evidências de que algo de muito errado tem sido feito. Infelizmente, há poucos ou nenhuns inocentes neste processo ao nível dos decisores políticos e respetivas cortes de especialistas, disponíveis à vez para produzir “estudos” simpáticos. Gente incapaz de admitir que errou e de assumir responsabilidades. No fundo, querem uma Educação à sua imagem.

Read the full article at Diário de Notícias
Source document: Balanço Anual da Educação

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Diário de NotíciasIndependentLeft3 days ago
Inclined plane

The article discusses the failures of Portuguese educational policies over the past two decades, citing reports such as the Annual Education Balance by Edulog. It highlights concerns about declining performance among top students and contrasts this with previous claims that these policies were aimed at improving student learning. The article suggests that lowering university entry criteria and increasing bureaucratic barriers have not led to better outcomes.

Bias read (Left): The article critiques current educational policies as 'deeply wrong' and implies that recent reforms have failed to improve student performance. It frames the issue as a systemic failure of policy implementation, suggesting that changes like lowering university entrance standards have had negative,

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