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BREconomy2 days ago

Cuba announces unprecedented economic reforms

Cuba's Prime Minister, Manuel Marrero, presented a comprehensive economic reform program to the Parliament aimed at introducing market-oriented changes. The reforms include proposals affecting private and state enterprises, banking, tourism, agriculture, foreign investment, taxes, wages, and currency exchange. These reforms mark the most significant economic overhaul since the Cuban Revolution of 1959. Historically, Cuba has maintained a centrally planned socialist economy, but recent measures have allowed for the operation of small, medium, and large businesses.

O primeiro-ministro cubano, Manuel Marrer o, apresentou nesta quinta-feira 18 ao Parlamento um amplo programa de reformas em favor da economia de mercado, uma mudança inédita para a ilha, mergulhada em uma profunda crise econômica e sob pressão de Washington .

Marrero apresentou 176 propostas de reformas que abrangem numerosos setores da economia e que deverão ser aprovadas, após debate, pelos deputados da Assembleia Nacional do Poder Popular.

Essas propostas de caráter liberal incluem, entre outras, a organização das empresas privadas e estatais, o sistema bancário, o turismo, a agricultura, o investimento estrangeiro, os impostos, os salários e o mercado cambial.

“Trata-se do programa de reforma econômica mais profundo já anunciado nos últimos 70 anos da história econômica do país, desde a vitória da Revolução de 1959”, declarou à AFP o economista cubano Daniel Torralbas, radicado em Londres.

Três anos após a revolução liderada por Fidel Castro em 1959, as grandes empresas privadas, cubanas ou estrangeiras, foram nacionalizadas, seguidas pelos pequenos comércios e negócios familiares em 1968.

Desde então, ajustes recorrentes foram realizados no dogma da economia socialista, mas sem questionar os fundamentos de um sistema amplamente planejado e centralizado.

Em 2021, porém, pela primeira vez em meio século, foram autorizadas as micro, pequenas e médias empresas (mipymes), com até 100 trabalhadores, para enfrentar a crise e o descontentamento social.

Atualmente, elas somam mais de 10 mil e empregam um terço da população economicamente ativa.

Entre as reformas anunciadas nesta quinta-feira destacam-se a transformação “da empresa pública socialista em uma sociedade mercantil por ações ou de participação”, a autorização para empresas privadas com mais de 100 empregados, a participação de capital estrangeiro no setor privado e a abertura de contas em moeda estrangeira para pessoas físicas.

Segundo essas propostas, a agricultura, o turismo, o setor bancário e o mercado cambial ficarão abertos ao investimento privado, tanto nacional quanto estrangeiro.

Os cubanos também poderão possuir mais de uma empresa privada e participações em outras sociedades. Além disso, será permitida a negociação salarial dentro das empresas.

“Mudanças drásticas”

“A essência das transformações que estão sendo propostas gira em torno da ampliação do papel do setor privado na economia cubana (…) e há mudanças drásticas; não estamos falando de mudanças cosméticas”, destacou Torralbas.

No entanto, por enquanto, nenhum cronograma para a implementação dessas reformas foi anunciado.

“A realidade nos impõe mudanças urgentes e necessárias”, havia declarado anteriormente o presidente Miguel Díaz-Canel em um discurso transmitido nesta quinta-feira pela televisão estatal durante uma sessão extraordinária do Comitê Central do Partido Comunista.

Nessa sessão, o principal órgão do partido deu sinal verde a esse pacote de reformas rumo a uma maior liberalização econômica, embora seus detalhes ainda não tivessem sido divulgados.

“Algumas não terão consenso absoluto, mas são inadiáveis”, insistiu o presidente, enquanto o ex-mandatário Raúl Castro, de 95 anos e ainda influente na vida política do país, ofereceu seu apoio.

Esses anúncios ocorrem enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplica uma política de máxima pressão sobre a ilha, submetida há quase cinco meses a um bloqueio petrolífero.

Esse bloqueio levou a economia cubana, que já sofre embargo desde 1962, à beira do colapso, provocando apagões generalizados, além da escassez de alimentos, combustível, água potável e medicamentos.

Washington não esconde seu desejo de ver uma mudança de modelo econômico e até mesmo de regime na ilha situada a cerca de 150 quilômetros da costa da Flórida.

“Se eles tomarem decisões inteligentes, teremos uma relação muito melhor com essa ilha”, declarou nesta quinta-feira o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao ser questionado na Casa Branca sobre uma possível intervenção militar em Cuba após a assinatura de um acordo entre Washington e Teerã.

Para Víctor Hierrezuelo, funcionário bancário de 63 anos, “o momento é delicado para a revolução (socialista cubana) e, se não aterrissarmos” com novas reformas, “a revolução vai desmoronar”.

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Source document: Manuel Marrero

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CartaCapitalIndependentCenter2 days ago
Cuba announces unprecedented economic reforms

Cuba's Prime Minister, Manuel Marrero, presented a comprehensive economic reform program to the Parliament aimed at introducing market-oriented changes. The reforms include proposals affecting private and state enterprises, banking, tourism, agriculture, foreign investment, taxes, wages, and currency exchange. These reforms mark the most significant economic overhaul since the Cuban Revolution of 1959. Historically, Cuba has maintained a centrally planned socialist economy, but recent measures have allowed for the operation of small, medium, and large businesses.

Bias read (Center): The article presents factual information about Cuba's proposed economic reforms without overtly biased language or selective sourcing. It provides historical context and quotes an economist, offering balanced perspective on the significance of these reforms within Cuba's economic history. There is a

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  • government Manuel Marrero
  • statement Daniel Torralbas

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