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BREconomy6 days ago

The freight MP is stalled in Congress under pressure from agriculture and industry, and truckers threaten to stop

A Measure Provisória (MP) 1.343/2026, implementada pelo governo Lula para reforçar a fiscalização da tabela de fretes dos caminhoneiros, está enfrentando resistência no Congresso Nacional. A MP, que visa aumentar o controle sobre os valores mínimos pagos no transporte de carga, tem sido contestada por setores do agronegócio, indústria e caminhoneiros. A medida, publicada em março, corre risco de caducar pois ainda não foi aprovada pelas câmaras legislativas. Caminhoneiros autônomos estão organizando uma mobilização em Brasília para pressionar o Congresso. A MP foi prorrogada por 60 dias, mas a

A fiscalização eletrônica da tabela do frete dos caminhoneiros, implantada recentemente pelo governo para ampliar o controle sobre os valores mínimos pagos no transporte de carga, se converteu em uma intensa disputa política no Congresso envolvendo agronegócio , indústria e caminhoneiros, além de abrir um flanco de batalha no STF (Supremo Tribunal Federal).

No alvo está a medida provisória (1.343/2026) editada em março pelo governo Lula para endurecer a fiscalização da tabela do frete, uma antiga reivindicação dos caminhoneiros autônomos. Com a MP, o governo conseguiu afastar as ameaças de paralisação da categoria em pleno ano eleitoral, turbinada pela alta no preço do diesel . O problema é que essa MP corre sério risco de caducar.

Nesta semana, caminhoneiros autônomos articulam mobilização da categoria em Brasília, para pressionar o Congresso pela tramitação do texto.

A medida foi publicada em 19 de março, quando passou a valer imediatamente. Como toda MP, ela precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado para se transformar em lei. Ocorre que o texto segue até agora sem nenhuma deliberação.

A validade inicial de 60 dias acabou e a medida foi prorrogada por mais 60 dias. Com vigência até 16 de julho, o texto nem sequer teve instalada a comissão mista responsável por analisar a medida, apesar de já ser alvo de 427 emendas parlamentares. Ainda assim, não há presidente, vice-presidente nem relator nomeados.

Lideranças dos caminhoneiros acusam lobistas e parlamentares ligados ao agronegócio e à indústria de atuarem para impedir o avanço da proposta, com o objetivo de evitar que os valores pagos aos caminhoneiros autônomos subam.

"Estão fazendo um boicote à MP, para atingir diretamente os transportadores autônomos. Esquecem que representamos 62% do transporte rodoviário de cargas do país. Já estamos mobilizados. Se o texto não virar lei, vamos parar em todo o país", diz Wallace Landim, o Chorão, presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos).

A MP nasceu em meio às pressões dos caminhoneiros para fortalecer a política do piso do frete, criada após a greve nacional da categoria, em 2018. A tabela estabelece valores mínimos para o transporte rodoviário de cargas e tem como objetivo impedir que caminhoneiros aceitem fretes muito baixos, precarizando o trabalho da categoria.

O foco da tabela do frete são os autônomos, que têm menor poder de negociação do que grandes transportadoras. Enquanto empresas do setor contam com frotas, contratos permanentes e estrutura comercial para negociar preços, os autônomos geralmente dependem de um único caminhão e do negócio fechado em cada viagem.

A categoria argumenta que, sem um piso mínimo, fica vulnerável ao poder econômico de grandes embarcadores, como tradings, indústrias e frigoríficos. Por isso, vê a tabela como uma forma de proteção econômica e de equilíbrio nas negociações.

O que a MP fez foi transformar a fiscalização dessa tabela em um processo praticamente digital . A medida ampliou o uso do Ciot (Código Identificador da Operação de Transporte), e do MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais), documentos que permitem à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) cruzar automaticamente informações sobre transportadores, rotas, cargas e valores pagos.

Com isso, a estrutura de monitoramento passou a ser capaz de identificar em larga escala operações realizadas abaixo dos valores mínimos da tabela. A ANTT afirma que não existe multa automática e que os sistemas apenas geram indícios de irregularidade, posteriormente analisados por fiscais. Para o agro e a indústria, porém, o modelo se tornou um "radar eletrônico do frete".

No STF, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) puxam uma ofensiva contra a MP e a tabela do frete, sob alegação de que o governo criou uma indústria eletrônica de multas baseada no cruzamento automático de dados.

Dados da CNI apontam que a fiscalização eletrônica já gerou, até março, mais de 192 mil autuações, com potencial de R$ 2 bilhões em multas. A projeção apresentada pela entidade indica que o volume pode chegar a 390 mil autuações até o fim do ano, com R$ 4,1 bilhões em arrecadação.

Por meio de nota, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), que representa a bancada ruralista no Congresso, declarou que "defende o cumprimento da legislação e a valorização do transporte rodoviário de cargas" mas que "a preocupação apresentada por entidades do setor produtivo está relacionada à metodologia adotada para o cálculo da tabela e, principalmente, ao modelo de fiscalização eletrônica implementado pela ANTT, que tem gerado elevado volume de autuações automáticas e insegurança jurídica para contratantes e transportadores".

A FPA diz que entende que a fiscalização é necessária, mas cobra uma revisão da metodologia da tabela, "considerando fatores como diferenças regionais, frete de retorno, perfil das cargas e características da frota nacio…

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Source document: Measure Provisória (MP) 1.343/2026

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Folha de S.PauloIndependentCenter6 days ago
The freight MP is stalled in Congress under pressure from agriculture and industry, and truckers threaten to stop

A Measure Provisória (MP) 1.343/2026, implementada pelo governo Lula para reforçar a fiscalização da tabela de fretes dos caminhoneiros, está enfrentando resistência no Congresso Nacional. A MP, que visa aumentar o controle sobre os valores mínimos pagos no transporte de carga, tem sido contestada por setores do agronegócio, indústria e caminhoneiros. A medida, publicada em março, corre risco de caducar pois ainda não foi aprovada pelas câmaras legislativas. Caminhoneiros autônomos estão organizando uma mobilização em Brasília para pressionar o Congresso. A MP foi prorrogada por 60 dias, mas a

Bias read (Center): The article presents the situation objectively, highlighting the opposition from various sectors including agriculture, industry, and truckers, without showing clear favoritism toward any side. It reports on the current status of the MP, the potential risks it faces, and the actions being taken by不同

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