ON
← Back to feed
PTEconomy7 days ago

Le Pen vs. Bardella: two voices in disagreement for a party with ambitions of power

The article discusses ideological differences between Marine Le Pen and Jordan Bardella within France's National Rally (RN) party, focusing on economic policies such as taxing extraordinary profits of oil companies and pension reforms. While both agree on immigration control, they diverge on economic issues, with Le Pen supporting social justice measures like the profit tax and opposing pension age increases, while Bardella takes a more business-friendly stance.

No que toca a travar a entrada de migrantes em França, Marine Le Pen e Jordan Bardella falam a uma só voz. Mas quando a questão é a economia, as diferenças entre os dois líderes do Reagrupamento Nacional (RN) são ideológicas e começam a deixar marca no partido com ambição de poder a menos de um ano das presidenciais.

Um deles será candidato ao Eliseu em 2027, estando o partido dependente da decisão judicial sobre Le Pen. Enquanto isso, Bardella espera (mas vai dando palpites).

A brecha entre ambos tinha começado a surgir com a diferença de opinião em relação ao imposto sobre lucros extraordinários das gigantes petrolíferas , como a Total.

Le Pen apoia esta medida, que vê como sendo de "justiça social" diante de lucros que surgem devido a circunstâncias externas tendo como pano de fundo a guerra no Médio Oriente, mas Bardella, com uma posição mais favorável aos negócios, opõe-se, questionando a "prioridade de inventar novos impostos e taxas".

Depois veio a questão da reforma das pensões, um tema sensível em França. Numa entrevista a um jornal alemão (o Frankfurter Allgemeine ), Bardella disse que o partido estava "a analisar a questão" sobre a possibilidade de aumentar a idade de reforma, alegando mais tarde que o que tinha que ser analisado eram os anos de contribuição.

Le Pen tem defendido sempre que a idade de reforma deve continuar nos 62 anos (60 no caso de carreiras contributivas mais longas), diante dos que querem que suba para os 64,4 anos já em 2030 e chegue aos 67,5 anos em 2070. Uma proposta que a coloca mais próximo da classe trabalhadora, cujos votos necessita para poder chegar ao Eliseu.

A atual líder parlamentar "herdou" o partido do pai (Jean-Marie Le Pen) em 2011 e liderou-o até 2021, fazendo-lhe uma lavagem de cara para afastar posturas mais racistas ou antissemitas (entre as quais a do próprio pai) e tornando-o mais "convencional" e "elegível".

Marine Le Pen, de 57 anos, encabeçou três candidaturas presidenciais (em 2012, 2017 e 2022), ficando nas duas últimas em segundo lugar.

O Reagrupamento Nacional (antiga Frente Nacional, extrema-direita) é favorito nas sondagens para as presidenciais de abril de 2027, mas a quarta candidatura de Marine Le Pen depende de uma decisão judicial, esperada a 7 de julho.

Em causa o processo dos falsos assessores no Parlamento Europeu, em que foi condenada em primeira instância a quatro anos de prisão (dois deles efetiva) pelo desvio de mais de três milhões de euros. A sentença previa ainda proibição de ocupar cargos públicos durante cinco anos. Le Pen pediu recurso da decisão.

Mas o eurodeputado Jordan Bardella, atualmente com 30 anos, parece estar impaciente com a espera. Presidente do RN desde novembro de 2021, assumindo o cargo depois de Le Pen ter saído para se dedicar à candidatura às presidenciais de 2022, é a alternativa do partido caso ela não possa ser candidata.

E tem procurado cultivar cada vez mais a sua imagem de candidato – mesmo que o seu recente romance com Maria Carolina de Bourbon-Duas Sicílias não seja do agrado de todos, pondo também em causa a ideia de partido popular.

O Reagrupamento Nacional está entretanto a querer evitar a imagem de desunião entre os dois líderes. "A mensagem que estamos a passar é: ‘Quando estão na oposição, são o Pai Natal, mas assim que se aproximam do poder, tornam-se o papão’", disse um deputado do RN, sob anonimato, citado pela AFP.

Na sexta-feira (12 de junho), terá havido uma reunião para tentar afinar estratégias. Uma reunião de progresso "muito básica" para discutir a "estratégia e organização política", dando seguimento a um encontro inicial em meados de abril, segundo disse um dos participantes à agência de notícia francesa.

A nível das sondagens, o RN está destacado em primeiro – independentemente se a candidata acabar por ser Le Pen ou se esta tiver que passar o testemunho a Bardella.

Numa sondagem Ipsos de final de maio, Bardella tinha 34% das intenções de voto, contra 13,5% de Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa (esquerda radical), e de Édouard Philippe, do centrista Horizontes. Na mesma sondagem, no caso de Le Pen ser a candidata, teria 32%, com Philippe a surgir com 14,5% e Mélenchon com 13,5%.

Read the full article at Diário de Notícias
Source document: Frankfurter Allgemeine

1 reports

Diário de NotíciasIndependentCenter7 days ago
Le Pen vs. Bardella: two voices in disagreement for a party with ambitions of power

The article discusses ideological differences between Marine Le Pen and Jordan Bardella within France's National Rally (RN) party, focusing on economic policies such as taxing extraordinary profits of oil companies and pension reforms. While both agree on immigration control, they diverge on economic issues, with Le Pen supporting social justice measures like the profit tax and opposing pension age increases, while Bardella takes a more business-friendly stance.

Bias read (Center): The article presents both perspectives without overtly favoring one over the other. It highlights ideological differences but does so neutrally, quoting both leaders' positions without editorializing or using biased language.

Official sources cited

  • press release Frankfurter Allgemeine

Go to the primary sources (1)

The official sources this coverage is built on. Read them directly to bypass framing.

  • press_releaseFrankfurter Allgemeine