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BREnvironment6 days ago

Justice accepts complaint and makes Braskem guilty of sinking ground in Maceió

The Federal Justice in Alagoas has accepted a complaint against Braskem and 13 other individuals for causing ground subsidence in neighborhoods of Maceió, attributed to decades of rock salt mining in the city. The case involves seven charges including ideological falsehood, omission of data to authorities, and qualified damage to public property. All defendants have been cited to submit written responses within 10 days. The Public Prosecutor’s Office previously charged Braskem and 15 others with crimes related to rock salt mining, which the Brazilian Geological Service links to underground cav

A Justiça Federal em Alagoas aceitou uma denúncia contra a Braskem e outras 13 pessoas pelo afundamento de solo em bairros de Maceió, provocado pelas décadas de exploração de sal-gema na capital alagoana.

Com a decisão proferida na sexta-feira 12 pelo juiz Sergio Feitosa, da 1ª Vara Federal, o grupo responderá por sete crimes, dentre entres: falsidade ideológica, omissão de dados às autoridades e dano qualificado contra o patrimônio público.

Todos os réus serão citados para apresentar resposta escrita à acusação no prazo de 10 dias.

“A inicial do processo traz exposição detalhada e organizada quanto aos fatos criminosos, narrando seu contexto geral ao longo dos anos, mas também indicando a possível atuação de cada um dos acusados, como teriam supostamente agido ou se omitido para consecução dos tipos penais imputados, bem como descrevendo o elemento subjetivo das infrações”, escreveu o magistrado.

Em outubro do ano passado, o Ministério Público Federal enquadrou a petroquímica e mais 15 pessoas por crimes relacionados à mineração de sal-gema, matéria-prima à produção de soda cáustica e cano PVC.

A exploração é apontada pelo  Serviço Geológico do Brasil como causa da abertura  de crateras subterrâneas  que abriram rachaduras em ruas, prédios e casas e prejudicaram ao menos 60 mil moradores de bairros localizados às margens da Lagoa Mundaú, na capital alagoana.

O documento continha 390 páginas principais e mais outras 7,5 mil de anexos. De acordo com o MPF, a empresa cometeu crimes de poluição ambiental, por tornar áreas urbanas impróprias para a ocupação humana, resultando em danos irreversíveis ao meio ambiente.

A Braskem também foi denunciada 26 vezes pela prática de apresentar estudos, laudos ou relatórios ambientais total ou parcialmente falsos ou enganosos em processos de licenciamento.

A denúncia ainda aponta que a petroquímica teria descumprido parâmetros de segurança no desenvolvimento das cavidades de extração e omitido informações críticas sobre a instabilidade do solo e o monitoramento do afundamento.

Entre as pessoas que agora figuram como réus no processo estão antigos e atuais diretores da Braskem, que vão responder, em diferentes graus, por poluição qualificada, falsidades em relatórios ambientais, exploração de matéria-prima em desacordo com a lei e dano qualificado contra o patrimônio público.

Quatro agentes públicos ligados ao Instituto do Meio Ambiente de Alagoas  (IMA) também tiveram a denúncia aceita por falsidade ideológica, crimes contra a administração ambiental e favorecimento em licenciamentos.

Ao defender a condenação dos réus, o MPF argumentou que o grupo teria manipulado dados técnicos e omitido de forma deliberada o impacto do afundamento em processos que tramitavam no IMA e na Agência Nacional de Mineração.

Segundo a investigação da Polícia Federal que culminou na denúncia, relatórios internos da própria Braskem já indicavam, anos antes, a proximidade crítica entre as minas e o risco de desmoronamento do teto das cavernas. Entretanto, nada disso foi comunicado aos órgãos fiscalizadores.

Em nota, a Braskem manifestou “solidariedade aos afetados” pelo afundamento de solos e disse que “sempre atuou em conformidade com as leis e regulações do setor, informando e prestando contas regularmente às autoridades competentes”. “A empresa se pronunciará oportunamente nos autos do processo e ressalta que, desde o início das apurações, contribuiu, assim como seus integrantes, com as informações e esclarecimentos solicitados”, completou.

Já o IMA ressaltou que “os fatos mencionados na ação se referem a períodos e contextos específicos, que serão devidamente analisados no curso do processo judicial, assegurando-se o amplo direito à defesa e ao contraditório aos envolvidos”.

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Source document: Federal Justice in Alagoas

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CartaCapitalIndependentCenter6 days ago
Justice accepts complaint and makes Braskem guilty of sinking ground in Maceió

The Federal Justice in Alagoas has accepted a complaint against Braskem and 13 other individuals for causing ground subsidence in neighborhoods of Maceió, attributed to decades of rock salt mining in the city. The case involves seven charges including ideological falsehood, omission of data to authorities, and qualified damage to public property. All defendants have been cited to submit written responses within 10 days. The Public Prosecutor’s Office previously charged Braskem and 15 others with crimes related to rock salt mining, which the Brazilian Geological Service links to underground cav

Bias read (Center): The article reports on a legal decision regarding environmental damage caused by industrial activity without apparent bias. It presents facts from official sources such as the Federal Justice, the Public Prosecutor’s Office, and the Brazilian Geological Service, providing a balanced account of the指控

Official sources cited

  • government Federal Justice in Alagoas
  • government Public Prosecutor’s Office
  • government Brazilian Geological Service

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  • governmentFederal Justice in Alagoas
  • governmentPublic Prosecutor’s Office
  • governmentBrazilian Geological Service