Pete Hegseth, secretário da Defesa norte-americano EPA/Olivier Hoslet
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18 Jun 2026, 12:00
Pete Hegsteh, secretário da Defesa norte-americano, avisa o Irão que caso não cumpra o acordo, já assinado pelos dois países, os Estados Unidos irão retomar a ação militar e impor um novo bloqueio naval.
"O presidente [dos EUA] salientou que estaremos preparados para retomar as ações [militares] se, dentro do calendário destas negociações, o Irão não fizer o que diz que vai fazer”, disse Hegseth sobre o memorando de entendimento.
Na reunião dos ministros da Defesa da NATO, em Bruxelas, Bélgica, Hegseth acrescentou: "Somos mais do que capazes de reimpor um bloqueio [naval] intransponível”. Um aviso dirigido a Teerão caso não cumpra o que está estabelecido no acordo.
O documento, que contempla 14 pontos , estipula, entre outras medidas, o fim imediato das hostilidades, as garantias de Teerão de que nunca desenvolverá armas nucleares, um financiamento de 300 mil milhões de dólares para a reconstrução do Irão e um período de 60 dias para concluir as negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Em Bruxelas, o secretário da Defesa dos EUA aproveitou ainda para tecer duras críticas ao que considerou a falta de apoio de aliados da NATO em relação à guerra no Irão, classificando o comportamento de alguns países europeus como "vergonhoso".
"Os Estados Unidos têm defendido a Europa durante gerações, e o presidente disse apenas que os nossos aviões precisariam de descolar de bases na Europa ou os nossos navios a partir de portos para atacar alvos no Médio Oriente, alvos iranianos que ameaçam ainda de forma mais direta os interesses europeus do que nos ameaçam a nós", começou por afirmar. " Mas muitos dos nossos aliados disseram que não, ou tentaram afogar-nos em debates jurídicos obscuros, ou criticaram-nos publicamente por fazermos aquilo que eles não estão preparados ou não são capazes de fazer. Foi vergonhoso", criticou.
Pete Hegseth acabou por anunciar uma revisão de seis meses, levada a cabo pelo departamento de Defesa norte-americano, sobre a presença militar dos EUA na Europa. "Vamos apelidá-la de revisão da NATO 3.0", afirmou.
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