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PTEconomy6 days ago

Big DN conference: "We were always good when we didn't improvise".

At the 'Grande Conferência' organized by Diário de Notícias, former politician and lawyer Guilherme d'Oliveira Martins argued against relying on improvisation, emphasizing the importance of planning in Portugal. He cited historical examples such as Infante D. Henrique and advancements in education that reduced illiteracy. Martins also called for a 'reform of mindsets,' rejecting fatalism and advocating for the state to act as a catalyst for initiatives. He criticized structural reforms as miraculous solutions and emphasized concrete reforms with resources to achieve goals, highlighting the des

O jurista e antigo governante Guilherme d'Oliveira Martins aproveitou a sua intervenção no painel "Portugal na Era da Incerteza", na Grande Conferência do Diário de Notícias, para contrariar a ideia de que devemos apostar no improviso. "Fomos sempre bons quando não improvisávemos", defendeu, no evento que está a decorrer nesta segunda-feira, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, realçando a importância de existir planeamento em Portugal.

Debatendo com o professor universitário e ex-deputado do CDS-PP, Diogo Feio, e com a antiga comissária europeia para a Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, moderados pelo diretor do DN, Filipe Alves, Guilherme d'Oliveira Martins, apontou o exemplo do infante D. Henrique, "que chegou onde chegou porque se fez rodear dos melhores do seu tempo", e dos avanços na educação que permitiram combater o elevado analfabetismo em Portugal.

De igual modo, o ex-governante, que assumiu diversas pastas em governos socialistas, chegando a coincidir com Elisa Ferreira no Conselho de Ministros, preconizou uma "reforma das mentalidades", recusando o "fatalismo do atraso", na qual o Estado "deverá ser um catalisador de iniciativas".

"Não acredito nas reformas estruturais como sendo milagrosas", disse Guilherme d'Oliveira Martins, contrapondo-lhes "reformas concretas, com meios para cumprir objetivos", apontando como prioridade a ideia de descentralização.

O painel começara com a antiga comissária europeia Elisa Ferreira a advertir que a baixa produtividade de Portugal "tem de ser resolvidos com estratégias muito bem pensadas, a médio e a longo-prazo". Até pelas transformações em curso no país e no mundo, por entre uma sucessão de crises que foram desde o ataque às Torres Gémeas à crise financeira global, e desde a pandemia de Covid à invasão da Ucrânia.

Sobre os problemas de Portugal, Elisa Ferreira mencionou a "sensação de que o sistema não tem espaço para todos" para refletir sobre a necessidade de todo o país "dar um contributo para a riqueza nacional", permitindo que Lisboa se concentre em "oferecer o que de melhor oferecer", nomeadamente em áreas como a ciência, a investigação e a inovação.

Nesse sentido, deu o exemplo da Dinamarca, onde as verbas do Programa de Recuperação e Resiliência foram utilizadas no desenvolvimento de 15 zonas do seu território, reforçando a aposta nas cidades médias que tende a suceder mais no Norte da Europa. E rematou falando na "reforma das mentalidades", sobrepondo-o às reformas na Administração Pública, "a quem se pede o impossível, sempre a mudar de tema".

Por seu lado, Diogo Feio falou dos fenómenos da polarização e da tendência para reduzir o debate de questões complexas a poucas centenas de caracteres nas redes sociais.

Uma dessas questões é a demografia, abordada pelo antigo deputado centrista ao falar sobre uma "população cada vez mais envelhecida", o que o levou a prever que entre os presentes no auditório da Fundação Champalimaud muitos chegarão a ser centenários.

Assumindo arriscar-se nesse tema, Diogo Feio disse que "temos de defender os políticos", realçando que o primeiro-ministro de Portugal é o oitavo com pior remuneração na União Europeia. E, quando o diretor do DN lhe perguntou se colocar essa questão não poderá alimentar o populismo, o antigo deputado centrista respondeu que "se tivermos medo do populismo é melhor dedicarmo-nos a outras coisas".

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Diário de NotíciasIndependentCenter6 days ago
Big DN conference: "We were always good when we didn't improvise".

At the 'Grande Conferência' organized by Diário de Notícias, former politician and lawyer Guilherme d'Oliveira Martins argued against relying on improvisation, emphasizing the importance of planning in Portugal. He cited historical examples such as Infante D. Henrique and advancements in education that reduced illiteracy. Martins also called for a 'reform of mindsets,' rejecting fatalism and advocating for the state to act as a catalyst for initiatives. He criticized structural reforms as miraculous solutions and emphasized concrete reforms with resources to achieve goals, highlighting the des

Bias read (Center): The article presents a balanced discussion between different viewpoints without overtly favoring any particular political ideology. It reports on the event and the participants' arguments neutrally.