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BREconomy6 days ago

Is Generation Z to blame for not being able to find a job? Experts point to challenges

The article discusses concerns raised by Generation Z's difficulty in securing employment, with experts suggesting that some young candidates lack essential behavioral skills such as communication, adaptability, collaboration, and learning capacity. Experts like Jacqueline Resch and Andre Purri highlight that companies now prioritize these soft skills due to evolving workplace demands. International organizations like the OECD also emphasize the importance of skills such as responsibility, creativity, and empathy. The article mentions challenges faced by candidates in advancing to interview st

Depois de um vídeo viral reacender o debate sobre o comportamento da geração Z em entrevistas de emprego, especialistas em recursos humanos ouvidos pela Folha afirmam que a principal barreira para jovens pode estar na falta de habilidades comportamentais de alguns candidatos, o que pode atingir profissionais de qualquer geração.

Para Jacqueline Resch, sócia-diretora da consultoria Resch RH, empresas valorizam cada vez mais técnicas de comunicação, adaptabilidade, colaboração e capacidade de aprendizado . "O mercado não está necessariamente mais exigente, mas as exigências mudaram", afirma.

A avaliação é semelhante à de Andre Purri, CEO da plataforma de benefícios Alymente. Segundo ele, muitas companhias hoje buscam profissionais capazes de aprender rapidamente, lidar com mudanças e trabalhar em ambientes cada vez mais dinâmicos.

Entidades internacionais, como a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), também consideram importante esse aprendizado. O relatório "Future of Education and Skills 2030" (O Futuro da Educação e Habilidades 2030) destaca as competências de responsabilidade, criatividade e empatia como bons exemplos.

Ainda assim, a principal queixa de muitos candidatos em busca da primeira oportunidade é não conseguir avançar para a etapa de entrevista.

É o caso do estudante de jornalismo Carlos Colla, 20. Morador do Flamengo, no Rio de Janeiro , ele procura vagas em lojas de artigos esportivos e estágios em televisão. Apesar de já ter enviado diversos currículos, afirma que raramente é chamado para conversar com recrutadores.

"Como não temos experiência nem um currículo extenso, acaba sendo bem raro passar para a fase das entrevistas", diz.

Ele afirma que pesquisou na internet sobre como elaborar um bom currículo e se comportar em processos seletivos, além de receber orientações do pai e da faculdade.

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A estudante de design gráfico Clara Moreira, 20, vive situação semelhante. Prestes a concluir a graduação, ela busca a primeira oportunidade tanto na área de design quanto como professora de dança, seu hobby desde a adolescência .

"Nunca cheguei na etapa das entrevistas. Eles só pedem o currículo", afirma.

Heliana Silva, gerente da consultoria de recrutamento SGF Global no Brasil, diz que as mudanças observadas refletem transformações na forma como os jovens se relacionam com o mercado de trabalho.

"Essa geração cresceu em um ambiente altamente digital , com acesso rápido à informação e formas de comunicação mais diretas", afirma. Segundo ela, candidatos mais jovens podem ter menos familiaridade com protocolos tradicionais de processos seletivos, mas costumam demonstrar mais naturalidade para falar sobre expectativas e valores.

Para Resch, a percepção de que a geração Z tem mais dificuldade para se comportar em entrevistas pode refletir diferenças culturais entre gerações, e não necessariamente menor preparo profissional.

A especialista afirma que os jovens costumam ver o trabalho de forma menos central na vida e tendem a buscar relações mais equilibradas com os empregadores. Também costumam ser mais espontâneos ao falar sobre expectativas, salários, benefícios e qualidade de vida.

"A questão que precisamos considerar é se as habilidades valorizadas pelas entrevistas tradicionais são as mesmas que a geração Z desenvolveu", afirma.

Para Resch, a não contratação normalmente está ligada à experiência incompatível com as exigências do cargo, falta de preparo para o processo seletivo, lacunas em habilidades comportamentais, expectativas desalinhadas entre empresa e candidato e alta concorrência no mercado de trabalho , o que pode ocorrer em trabalhadores de qualquer geração.

A discussão ocorre em um momento em que o Congresso tenta ampliar a inserção dos jovens no mercado de trabalho.

No fim de maio, o Senado aprovou o projeto que cria o contrato de primeiro emprego para pessoas de 18 a 29 anos que nunca tiveram carteira assinada. A proposta reduz encargos trabalhistas para empresas que contratarem esses profissionais e aguarda sanção presidencial.

O objetivo é facilitar a entrada de jovens no mercado formal, especialmente daqueles que enfrentam dificuldades para conquistar a primeira experiência profissional .

COMO SE SAIR MELHOR NA PRIMEIRA ENTREVISTA?

Segundo Jacqueline Resch, seis atitudes podem ajudar candidatos iniciantes:

Pesquise a empresa e a vaga: conheça a área de atuação, os valores da organização e os requisitos da função.

Saiba contar sua história: cursos, projetos acadêmicos, trabalhos voluntários e atividades extracurriculares podem demonstrar competências importantes.

Use exemplos concretos: em vez de apenas afirmar que é comunicativo ou responsável, relate situações que comprovem essas características.

Evite respostas prontas: frases genéricas costumam ter pouco impacto em entrevistas.

Cuide da postura: pontualidade, atenção…

Read the full article at Folha de S.Paulo
Source document: Future of Education and Skills 2030

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Folha de S.PauloIndependentCenter6 days ago
Is Generation Z to blame for not being able to find a job? Experts point to challenges

The article discusses concerns raised by Generation Z's difficulty in securing employment, with experts suggesting that some young candidates lack essential behavioral skills such as communication, adaptability, collaboration, and learning capacity. Experts like Jacqueline Resch and Andre Purri highlight that companies now prioritize these soft skills due to evolving workplace demands. International organizations like the OECD also emphasize the importance of skills such as responsibility, creativity, and empathy. The article mentions challenges faced by candidates in advancing to interview st

Bias read (Center): The article presents expert opinions without overtly favoring any political perspective. It focuses on workforce development and skill requirements, which are non-partisan topics. There is balanced reporting on the views of multiple professionals and international organizations.

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