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PTEconomy4 days ago

easyJet is calling on the government not to let airport queues get to the "extreme".

easyJet has urged the Portuguese government to exercise flexibility with the new European Entry/Exit System (EES), which has caused long queues at airports, particularly affecting travelers outside the Schengen area. The airline emphasized the importance of tourism to the country and requested that the system be temporarily disabled if lines become excessively long. easyJet also called for the acceleration of previously announced measures, including increasing the number of police agents at airports starting in July.

O verão está à porta e o aumento do tráfego nos aeroportos nacionais afigura-se como uma das principais preocupações dos operadores, numa altura em que a implementação do novo sistema europeu de controlo automatizado de fronteiras externas, o Entry/Exit System (EES) , tem motivado longas filas de espera para os passageiros de fora do espaço espaço Schengen. É neste sentido que a easyJet pede ao Governo que seja flexível no uso deste mecanismo durante os próximos meses de maior afluência de viajantes.

“Considerando a importância que o turismo tem para o país, apelamos a que o EES seja gerido com alguma flexibilidade. Este é um problema que nos tem vindo a preocupar seriamente. O nosso pedido é que o sistema seja desligado quando as filas começarem a ficar maiores e que não as deixem chegar ao extremo”, apelou esta quarta-feira, 17, José Lopes.

O diretor da easyJet em Portugal, que falava aos jornalistas em Faro, à margem das comemorações do quinto aniversário da base da low cost na região, solicitou ainda ao Executivo que “acelere” a implementação das medidas já anunciadas, nomeadamente no que respeita ao reforço do número de agentes da PSP previsto para julho.

“É preciso minimizar o impacto, que irá sempre existir. As filas serão sempre maiores face ao ano passado, mas é fulcral que com investimento se minimizem os constrangimentos”, reiterou.

Recorde-se que, no final de maio, tanto o número de boxes de controlo manual de fronteiras como de e-gates (fronteiras automáticas) foram incrementados no aeroporto Humberto Delgado. Dentro de duas semanas está ainda prevista a alocação de mais 360 agentes nas várias infraestruturas aeroportuárias do país, conforme garantiu, esta quarta-feira, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, no Parlamento.

José Lopes lamenta o escalar dos constrangimentos que têm resultado “num impacto logístico muito grande” e defende que Portugal deveria ter seguido o exemplo da Grécia, que suspendeu o EES para os passageiros britânicos.

O líder da companhia de baixo custo no país alerta para as consequências expressivas para a economia nacional. “Há passageiros que perdem os voos e que, depois desta experiência, não voltam”, afiança.

“Um passageiro que antes era processado num minuto, sem nenhuma disrupção, se for proveniente de um país como o Reino Unido, demora agora cerca de três minutos. Portanto, a fila normalmente triplicaria, a não ser que nós tivéssemos triplicado o espaço. No caso de passageiros oriundos do Brasil ou de África, passa de um minuto para seis minutos”, ilustra ainda.

Faro é um dos "big 5" de destinos de verão. easyJet quer esbater sazonalidade e ter base no Algarve durante todo o ano

Foi uma ideia “louca” quando, em 2021, em pleno período pós-pandemia, a easyJet decidiu inaugurar a sua base sazonal em Faro, num projeto que José Lopes caracteriza como “agressivo e visionário”. Numa altura em que todas as companhias aéreas “cortavam voos”, a low cost decidiu dar o salto de fé e investir em contraciclo. “Foi a decisão correta a tomar no momento e Faro liderou a recuperação da easyJet depois da covid”, rememora o diretor da companhia em Portugal.

A importância da capital algarvia na rede operada pela britânica assume hoje um lugar de destaque. “Faro não é só um ponto no nosso network , ocupa um lugar de protagonismo e é um dos grandes ‘ big five ’ de destinos de verão de toda a Europa. É o único português, os outros quatro são espanhóis. É um destino que tem relevância enormíssima e tem muito potencial para continuar a explorar”, refere o responsável.

José Lopes escuda-se nos números para sustentar os argumentos; desde que a easyJet começou a operar voos em Faro, em 1999, a companhia transportou 27 milhões de passageiros e gerou um impacto para a economia regional de 8,3 mil milhões de euros. Por ano, o impacto no PIB do Algarve ascende aos 650 milhões de euros, atesta.

A oferta para este verão contempla 18 rotas - que ligam o sul de Portugal a destinos como o Reino Unido, França, Países Baixos e Suíça - e 1,7 milhões de lugares, o que se traduz num aumento da capacidade de 3% face a 2025.

Atualmente, a transportadora emprega ainda 150 profissionais na base algarvia, operando nove aviões durante o verão - quatro deles baseados - e cinco no inverno. O objetivo para o próximo ciclo de investimento é manter a atividade ao longo de todo o ano.

“Continuamos a dar passos mais à frente e queremos continuar a passar a mensagem de que o Algarve não é só verão nem sazonalidade. Queremos esbater cada vez mais esta sazonalidade e inverter os fluxos para que o Algarve dependa cada vez menos do exterior. É o aeroporto português que mais depende do tráfego inbound, com um peso de 95% a 98%. Queremos que seja um mercado mais equilibrado ao nível do que é Porto e Lisboa”, explica.

Ainda assim, há desafios que ameaçam refrear os planos. “Infelizmente, neste momento, a conjuntura internacional não está ao nosso lado, os custos de combustível subiram exponencialmente. Queremos acr…

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Source document: easyJet Director José Lopes

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Diário de NotíciasIndependentCenter4 days ago
easyJet is calling on the government not to let airport queues get to the "extreme".

easyJet has urged the Portuguese government to exercise flexibility with the new European Entry/Exit System (EES), which has caused long queues at airports, particularly affecting travelers outside the Schengen area. The airline emphasized the importance of tourism to the country and requested that the system be temporarily disabled if lines become excessively long. easyJet also called for the acceleration of previously announced measures, including increasing the number of police agents at airports starting in July.

Bias read (Center): The article presents easyJet’s concerns and requests to the government without overtly favoring any political side. It includes direct quotes from the airline’s director and references the need for government action, but does not take a stance on the issue itself. The framing remains neutral, simply

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  • organisation easyJet Director José Lopes

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