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BREconomy11 days ago

The Senate Judiciary Committee may vote on Wednesday on the PEC that extends BC's autonomy

The proposed constitutional amendment (PEC) aims to establish a specific legal framework and grant budgetary and financial autonomy to Brazil's Central Bank (BC). The bill is scheduled for voting by the Senate's Committee on Constitution and Justice (CCJ) on Wednesday. If approved, it would require two additional votes in the full Senate before being sent to the Chamber of Deputies. The proposal, authored by Senator Vanderlan Cardoso (PSD-GO), would remove the BC from the federal budget and classify it as a special public entity with regulatory powers. Current President of the BC, Gabriel Galí

Governo afirma que proposta enfraquece instituição. Banco Central defende autonomia financeira para ampliar quadros e reforçar atuação. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10), de forma simbólica, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a autonomia do Banco Central ao conceder à instituição independência financeira e controle sobre o próprio orçamento. O projeto, que enfrenta resistência do governo federal, segue agora para análise do plenário.

A medida aprovada transforma o Banco Central em uma entidade pública de natureza especial, com autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira. Na prática, a proposta amplia a independência já garantida pela legislação aprovada em 2021, permitindo que a autoridade monetária seja custeada por receitas próprias e tenha maior liberdade para administrar seus recursos.

A proposta conta com o apoio do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo , que considera a mudança “essencial” para assegurar a autonomia financeira da instituição e a disponibilidade de recursos necessários ao exercício de suas funções.

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O principal ponto de discordância do Palácio do Planalto é a retirada do controle orçamentário do Executivo sobre o Banco Central. O governo avalia que a proposta fragmenta a gestão fiscal do país e reduz instrumentos de supervisão sobre uma instituição considerada estratégica para a economia.

A votação na CCJ foi marcada por divergências entre o relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Ele pediu mais tempo para negociações antes da votação em plenário.

“Eu não estou querendo colocar procrastinação. Eu trouxe uma demanda do próprio ministro da Fazenda. Ele me fez essa demanda e eu acho que a gente pode abrir esse espaço, uma vez votado e aprovado aqui”, afirmou o senador.

Nos últimos dias, os ministérios da Fazenda e do Planejamento apresentaram sugestões de mudanças ao texto com aval do próprio Banco Central, mas as alterações não foram incorporadas ao parecer aprovado pela comissão.

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Enquanto o texto aprovado classifica o Banco Central como uma entidade pública de natureza especial sem vinculação a ministérios ou órgãos da administração pública, a proposta defendida pelo governo mantinha a instituição como uma autarquia federal.

Segundo a justificativa apresentada pelo Executivo, a alternativa “busca conferir ao Banco Central um regime orçamentário compatível com a natureza estratégica de suas funções, sem afastá-lo do controle público nem da disciplina fiscal”.

A PEC estabelece que o orçamento do Banco Central será aprovado e executado por ato próprio da instituição, passando por apreciação prévia do Conselho Monetário Nacional (CMN) e posterior análise de comissão temática do Senado. Esse novo modelo é considerado pelo governo o principal ponto de preocupação da proposta.

O texto também amplia as atribuições institucionais da autoridade monetária ao definir que o Banco Central possui poder de polícia para atividades de regulação, supervisão e resolução no sistema financeiro. Além disso, reforça a ausência de subordinação a qualquer ministério e fortalece sua independência administrativa.

Outro trecho incluído pelo relator trata do sistema PIX, em que a regulação e a operação passam a ser reconhecidas como competência exclusiva do Banco Central. A medida busca garantir a gratuidade das transferências para pessoas físicas, além de reforçar mecanismos de segurança para prevenção e combate a fraudes.

Read the full article at Gazeta do Povo
Source document: Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)

2 reports

Gazeta do PovoIndependentCenter11 days ago
Commission defeats government and approves central bank financial autonomy

The Commission on Constitution and Justice (CCJ) of the Senate approved symbolically a Constitutional Amendment Proposal (PEC) that expands the financial autonomy of the Central Bank by granting it independence and control over its own budget. The proposal faces resistance from the federal government, which argues that it weakens the institution by fragmenting fiscal management. The Central Bank supports the measure, stating it is essential for ensuring financial autonomy and resource availability to perform its functions.

Bias read (Center): The article presents both perspectives—support from the Central Bank and opposition from the federal government—without overtly favoring one side. It includes direct quotes from both parties and explains the implications of the proposed legislation without editorializing or using biased language.

Official sources cited

  • government Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
  • government Banco Central do Brasil
CartaCapitalIndependentCenter12 days ago
The Senate Judiciary Committee may vote on Wednesday on the PEC that extends BC's autonomy

The proposed constitutional amendment (PEC) aims to establish a specific legal framework and grant budgetary and financial autonomy to Brazil's Central Bank (BC). The bill is scheduled for voting by the Senate's Committee on Constitution and Justice (CCJ) on Wednesday. If approved, it would require two additional votes in the full Senate before being sent to the Chamber of Deputies. The proposal, authored by Senator Vanderlan Cardoso (PSD-GO), would remove the BC from the federal budget and classify it as a special public entity with regulatory powers. Current President of the BC, Gabriel Galí

Bias read (Center): The article presents factual information about the proposed constitutional amendment without overtly favoring any side. It includes perspectives from both supporters (BC president) and critics (economists), providing balanced context.

Official sources cited

  • government Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
  • organisation Manifesto de Economistas

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  • governmentComissão de Constituição e Justiça (CCJ)
  • governmentBanco Central do Brasil
  • governmentProposta de Emenda à Constituição (PEC)
  • organisationManifesto de Economistas