Gosto de ver no início dos jogos o ritual dos hinos . Momento de emoção, o canto e a fisionomia dos jogadores dizem muito do que está por vir. E a diversidade da plateia, as caras, as cores, as vestimentas e o entusiasmo só confirmam que a diversidade cultural é uma das maiores riquezas da humanidade, que deve ser valorizada, respeitada e desfrutada por todos. Afinal de contas, surgimos de um lugar único e criamos inúmeras culturas e línguas em nossa trajetória de adaptação a diferentes ambientes. Coisas que eventos como Copa do Mundo , Olimpíadas, filmes ou viagens evidenciam e nos sensibilizam.
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Curioso por entender melhor a situação dos países de onde vêm aqueles jogadores e torcedores que vejo na tela, em que ambiente vivem, quantos são, que riqueza material, que qualidade de vida eles têm, pesquisei alguns dados e características dos países, para tentar sentir onde vivem. Aqui me restrinjo ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e ao PIB per capita.
Uma maneira de criar referência é olhar para os dados do país em que vivemos para comparar e imaginar o padrão de vida de outros. Por exemplo: ao conhecer o IDH do Brasil, posição 84 entre 193 países avaliados, dá para imaginar a qualidade de vida em um país como o Haiti , que tem posição 166 no IDH. É interessante perceber que o mesmo Irã, recentemente bombardeado , ocupa a 75ª posição no índice e, portanto, tem melhor qualidade de vida do que o Brasil. Quando observamos o PIB per capita da Noruega do Haaland , de aproximadamente US$ 105 mil —oito vezes maior que o do Brasil, de US$ 12 mil, ou da Argentina, de US$ 14 mil —percebemos que, supostamente, num jogo entre a Argentina e Noruega, o indicador de PIB per capita não prevalecerá.
Cabo Verde , com 500 mil habitantes e posição 135 no IDH, empatou com a poderosa Espanha, na 28ª colocação do índice. De onde surgiu a força desses 11 jogadores de Cabo Verde? Esta é uma experiência surpreendente, que nos leva à superação.
Pode-se dizer, pelo menos nessa primeira semana de Copa, que não há relação entre a qualidade do futebol e dados como o IDH e o PIB per capita. E esta julgo ser uma boa notícia. Afinal de contas, o que vale mais do que os dados e a técnica é o envolvimento, o comprometimento coletivo e a alma dos jogadores. O que não é diferente de muitas situações da vida real.
A prova dessa imprevisibilidade é que, no bolão da família, quem está na frente é uma sobrinha, que visita o futebol de quatro em quatro anos , durante as Copas. Os supostos sabichões estão lá atrás. O que nos traz esperança diante de um mundo que tenta nos enquadrar e robotizar cada vez mais.
Tudo leva a crer que a Copa ficará nas mãos de um país desenvolvido e rico. Mas esta primeira fase nos traz a experiência do humano, quando a resistência e a alma ainda têm lampejos e surpreendem os números e a razão. O que significa que ainda há esperança.
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Folha de S.PauloIndependentCenter3 days ago The relationship between football and quality of life in the World Cup countriesThe article reflects on the connection between football and quality of life in countries participating in the World Cup. It begins with observations about the emotional moments during matches, such as the playing of national anthems, and highlights the diversity of cultures represented. The author then explores the living conditions of players and fans by comparing data such as the Human Development Index (IDH) and GDP per capita across different nations, using Brazil as a reference point.
Bias read (Center): The article discusses sports and cultural aspects without taking a political stance. It provides factual comparisons based on economic and social indicators without showing bias toward any political ideology or group.
Folha de S.PauloIndependentCenter6 days ago Brazilian Football Faces Risk of Becoming a Boring MemeThe article discusses the Brazilian football scene during the World Cup, highlighting its commercialization, media saturation, and the blend of entertainment with serious competition. It mentions the influence of social media, celebrity culture, and various personalities involved in the event. The piece also notes the emergence of young talent like Ayyoub Bouaddi, who performed impressively in Brazil's match against Morocco.
Bias read (Center): The article focuses on sports commentary and does not take a political stance or favor any particular ideology. It critiques aspects of media and spectacle but remains neutral in its tone and framing.
Folha de S.PauloIndependentCenter8 days ago Quiz: Do you know the new rules for the 2026 World Cup?The article discusses new arbitration rules approved by the International Football Association Board (Ifab) for the 2026 World Cup, set to take effect in February of this year.
Bias read (Center): The article focuses on sports regulations and does not present any political framing, bias, or ideological slant. It simply reports on changes to football arbitration rules without commentary or emphasis on any particular viewpoint.
Official sources cited
- organisation International Football Association Board (Ifab)