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BRPoliticsOverlooked from the right14 days ago

The fight for a more just and inclusive democracy with Amanda Paschoal

In an electoral year, attacks and political violence are prominent in power spaces. Women and LGBTQIA+ individuals remain among the main targets of hate speech. Despite this, they continue building political projects committed to a more just, equal, and inclusive society. The trajectories of federal deputy Erika Hilton and city councilwoman Amanda Paschoal (PSOL-SP) exemplify this commitment. Both face frequent transphobia and political violence but work on issues with broad public appeal, such as the proposal to end the 6×1 scale. In this episode of Pauta Pública, Andrea Dip discusses with Cí

A violência política de gênero segue sendo uma das principais barreiras à participação das mulheres na vida pública. Segundo levantamento do Instituto Alziras , 92% das pessoas acusadas por esse tipo de violência são homens, evidenciando a desigualdade que ainda marca os espaços de poder.

Em ano eleitoral, esses ataques ganham destaque nas redes sociais e espaços de poder, com as mulheres e pessoas LGBTQIA+ entre os principais alvos. Ainda assim, são elas que continuam construindo projetos políticos comprometidos com uma sociedade mais justa , igualitária e inclusiva, a exemplo da deputada federal Erika Hilton e da vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP), que, mesmo sendo constantemente alvo de transfobia e violência política, atuam em temas de grande apelo popular e que mobilizam diretamente o debate público nacional, como a proposta pelo fim da escala 6×1.

Neste episódio do Pauta Pública, Andrea Dip conversa com Paschoal sobre os desafios da participação política em tempos de avanço da extrema direita. A partir de sua própria experiência como alvo de violência política, Amanda analisa o papel das fake news, a lentidão das instituições na responsabilização dos agressores e os riscos desta realidade para a democracia.

“As candidatas agora vão sofrer com as mentiras, com as fake news e com a misoginia, com a violência de gênero que é tão presente na nossa sociedade e tão explorada pela extrema direita”, afirma.

Confira os principais trechos da entrevista e ouça o podcast abaixo.

EP 219

A luta por uma democracia mais justa e inclusiva – com Amanda Paschoal

5 de junho de 2026

·

Amanda Paschoal fala sobre violência política, transfobia e a disputa pelo futuro da democracia brasileira

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Veja mais episódios desta série

Qual é sua trajetória na vida e como você entrou para a política?

Eu nasci no extremo sul de São Paulo, perto do Grajaú. Cresci em Aracaju (SE) e volto para São Paulo com 18 anos. Através das experiências profissionais que tive aqui na cidade, que foram sempre subempregos, e também através de contatos que eu fui criando de redes de afeto e redes de militância, eu chego até o ativismo.

Eu cheguei até a militância através da educação popular quando ingressei num cursinho popular preparatório para o Enem, para vestibulares, que é o cursinho Transformação, ainda está em curso. Eu participei desse projeto no projeto piloto e acho que eu fiquei uns quatro meses de agosto até dezembro e aí eu ingresso na universidade, em gestão de turismo no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e sigo nesse coletivo na construção dando suporte para construção e para a manutenção do próprio coletivo e lá eu construí também outro coletivo, que é o TRANSarau , que é um coletivo de arte e depois surgiu uma possibilidade de trabalhar com a Érika Hilton.

Comecei primeiramente na recepção do mandato dela e fazendo as reuniões de articulação política e depois de eu assumi a agenda dela e me tornei a sua principal assessora, em 2021, logo quando ela se elege para vereadora, como a mulher mais bem votada do país e aí passamos para a campanha de deputada federal e vou com ela pra Brasília. Aí chegam pautas importantíssimas como a pauta do fim da 6×1, que chegou através do Rick Azevedo, e é um grande sonho realizado para toda a sociedade brasileira e um direito dos trabalhadores que vai ser alcançado.

E aí, quando chegou o final de 2023 para o começo de 2024, surgiu a necessidade da formação de uma nova figura política, de uma nova liderança para tocar o município, que ficou descoberto por uma travesti, no caso, porque a Erika foi para Brasília. E aí ela me fez a proposta. Eu aceitei. Foi um desafio muito grande, mas que recebi com muita honra e com muita responsabilidade, por poder estar à frente desse projeto e dar continuidade ao legado tão incrível que ela construiu aqui na Câmara.

Junto com o Suplicy, ela esteve à frente da Comissão de Direitos Humanos. Foi a primeira a propor e presidir uma CPI [Comissão Parlamenar de Inquérito] para investigar a violência contra pessoas trans aqui em São Paulo. Depois veio a campanha, que foi muito intensa, foram 50 dias, mas uma campanha muito gostosa de fazer. Por mais desgastante que seja rodar São Paulo inteira, foi muito importante ver o reconhecimento e a receptividade das pessoas para uma nova liderança trans ocupar esse cargo. Aí tivemos a eleição, com esse sucesso e esses números que foram realmente muito impressionantes, mas ainda com muitos desafios.

O episódio de nomeação da Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, no dia 11 de março, foi algo extremamente importante e simbólico. Ao mesmo tempo, essa nomeação despertou muito ódio e violência, não apenas por parte do pessoal de sempre, mas também de mulheres cisgênero. Como você avalia esse momento e essas reações?

Eu acho que a Erika foi muito corajosa e muito necessária ao pleitear esse posto. Ela já era vice-presidenta da comissão na composição do ano…

Read the full article at Agência Pública
Source document: Levantamento do Instituto Alziras

2 reports

Agência PúblicaIndependentLeft14 days ago
Punishments are almost symbolic, says Amanda Paschoal about gender-based violence in politics

The article discusses gender-based violence in politics, highlighting that 92% of those accused of such violence are men, according to the Instituto Alziras. It focuses on the challenges faced by women and LGBTQIA+ individuals in politics, particularly during an election year, with examples including federal deputy Erika Hilton and city council member Amanda Paschoal (PSOL-SP). The article features an interview with Paschoal discussing the impact of fake news, institutional delays in holding perpetrators accountable, and the risks these issues pose to democracy.

Bias read (Left): The article emphasizes systemic gender inequality, highlights the disproportionate targeting of women and LGBTQIA+ individuals in politics, and presents perspectives from progressive politicians like Amanda Paschoal (PSOL-SP). The framing underscores the need for social justice, equality, and inclus

Official sources cited

  • study Levantamento do Instituto Alziras
Agência PúblicaIndependentLeft16 days ago
The fight for a more just and inclusive democracy with Amanda Paschoal

In an electoral year, attacks and political violence are prominent in power spaces. Women and LGBTQIA+ individuals remain among the main targets of hate speech. Despite this, they continue building political projects committed to a more just, equal, and inclusive society. The trajectories of federal deputy Erika Hilton and city councilwoman Amanda Paschoal (PSOL-SP) exemplify this commitment. Both face frequent transphobia and political violence but work on issues with broad public appeal, such as the proposal to end the 6×1 scale. In this episode of Pauta Pública, Andrea Dip discusses with Cí

Bias read (Left): The article highlights the challenges faced by women and LGBTQIA+ politicians, emphasizing their efforts toward a more just and inclusive democracy. It focuses on progressive figures like Amanda Paschoal and Erika Hilton, who advocate for policies such as ending the 6×1 scale, which aligns with left

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  • studyLevantamento do Instituto Alziras