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Judges union president says hanging isn't a privilege and compares Dino to Collor
BR🏛️ Politics11 days ago

Judges union president says hanging isn't a privilege and compares Dino to Collor

Cyntia Cordeiro, a president of the Brazilian judges' union Sindimagis, argues that the additional payments (penduricalhos) received by judges above the constitutional salary ceiling are legitimate rights, not privileges. She criticizes Supreme Court Minister Flávio Dino for restricting these payments, comparing his actions to those of former President Collor de Mello during his anti-corruption campaign. The union was formed during the pandemic through online platforms and officially registered nearly four years later. Cordeiro claims the STF is trying to divert attention from scandals within the court and denies most first-instance judges receive excessive benefits. The union has not faced formal opposition to its formation, as the Constitution guarantees the right to unionize for all workers except military personnel.

Juíza do trabalho substituta Cyntia Cordeiro, integrante do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região e presidente do Sindicato de Magistrados do Brasil (Sindimagis), defendeu recentemente o pagamento das chamadas "verbas indenizatórias" a magistrados, considerando-as direitos reconhecidos e não privilégios. Sua declaração ocorreu após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que suspendeu temporariamente esses pagamentos, incluindo gratificações e auxílios que permitem salários acima do teto constitucional de R$ 46.366,19. A medida, válida por 60 dias, visa revisar os benefícios e evitar que sejam utilizados como mecanismos indiretos de aumento salarial.

Cyntia Cordeiro destacou que as verbas indenizatórias não correspondem a salários adicionais, mas sim a direitos históricos que não foram pagos no momento adequado. Ela argumentou que o governo federal agora está recusando-se a honrar compromissos anteriores, afirmando que "não nego, não vou pagar". Segundo a juíza, a suspensão atinge benefícios que, até então, eram amplamente aceitos no Judiciário, gerando uma distorção no debate público sobre o tema.

A juíza também criticou a atuação do ministro Flávio Dino, alegando que ele age conforme interesses políticos pessoais, e não como membro do STF. Em sua opinião, Dino está seguindo um caminho similar ao do ex-presidente Fernando Collor, que famoso por seu discurso contra corrupção, e comparou-o ao "novo caçador de marajás". Essa frase faz referência ao discurso de Collor em 1989, quando ele prometeu combater a corrupção e se tornou presidente.

Além disso, Cordeiro questionou a falta de discussão técnica sobre as verbas e ressaltou que o STF parece estar tentando desviar a atenção de escândalos que envolvem a própria corte. Ela negou que a maioria dos juízes de primeira instância tenha benefícios excessivos, afirmando que "privilégio é ter milhões para investir em resort".

O Sindimagis, cujo registro foi confirmado pelo Ministério do Trabalho em janeiro deste ano, teve seus primeiros passos durante a pandemia da Covid-19, inicialmente no Instagram e depois em um grupo de WhatsApp. A entidade, que se tornou a primeira sindicalizada de juízes no Brasil, permitiu que o sindicato participasse da ação judicial contra a suspensão das verbas indenizatórias.

Cordeiro explicou que a sindicalização de magistrados não é vedada pela legislação, diferentemente do que ocorre com militares, que podem se sindicalizar, mas não podem realizar greves. O sindicato, segundo ela, representa toda a categoria, independentemente de filiação, e tem a capacidade de representar os magistrados perante órgãos internacionais.

Após a decisão de Dino, houve reações espontâneas de magistrados, com alguns cancelando audiências e demonstrando frustração com a redução súbita de seus salários. No entanto, Cordeiro destacou que essas ações não foram orquestradas, mas sim reações individuais diante de uma mudança abrupta nas condições financeiras.

O Sindimagis, embora ainda em fase inicial, tem crescido gradualmente, embora o número exato de sindicalizados ainda não seja divulgado. A juíza enfatizou que o sindicato difere das associações tradicionais, como a Associação de Magistrados Brasileiros (AMB), pois representa toda a categoria, e não apenas os associados.

A crítica de Cordeiro ao ministro Dino é baseada na ideia de que ele está priorizando interesses políticos em vez de questões jurídicas, e que sua atitude reflete uma agenda pessoal, especialmente considerando rumores de que ele pretende concorrer à Presidência da República. A juíza acredita que Dino não realizou uma análise jurídica adequada antes de tomar a decisão, e que sua atuação é mais política do que profissional.

A situação gera debates acalorados dentro do Judiciário, com muitos magistrados defendendo seus direitos e outros apoiando a necessidade de revisão dos benefícios. A questão dos penduricalhos permanece controversa, com diferentes perspectivas sobre o equilíbrio entre direitos históricos e limites constitucionais. Com a decisão do STF, o futuro dessas verbas ainda é incerto, e a discussão deve continuar nos próximos meses.

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2 reports

Gazeta do Povo logoGazeta do PovoIndependentRight11 days ago
Judge defends hanging and says that Dino acts like Collor 's marajás hunter

A juíza substituta Cyntia Cordeiro defendeu o pagamento de 'penduricalhos' — verbas indenizatórias recebidas por magistrados — e criticou o ministro do STF Flávio Dino após a decisão que suspendeu tais benefícios. A medida do STF visa limitar os salários públicos dentro do teto constitucional de R$ 46.366,19, incluindo gratificações e auxílios sem base legal sólida. Cordeiro argumentou que as verbas indenizatórias são reconhecimento de direitos não pagos anteriormente, e criticou a postura do STF por não considerar o histórico de pagamento dessas verbas pelos ministros. Ela comparou Dino ao ex-presidente Collor, chamando-o de 'caçador de marajás', e destacou a falta de discussão técnica sobre o assunto.

Bias read (Right): The article frames the suspension of judicial benefits as an unfair attack on judges' rights, using emotionally charged comparisons to Collor and accusing Dino of acting politically rather than impartially. The framing emphasizes the perceived injustice to judges while downplaying the constitutional

Folha de S.Paulo logoFolha de S.PauloIndependentLeft11 days ago
Judges union president says hanging isn't a privilege and compares Dino to Collor

Cyntia Cordeiro, a president of the Brazilian judges' union Sindimagis, argues that the additional payments (penduricalhos) received by judges above the constitutional salary ceiling are legitimate rights, not privileges. She criticizes Supreme Court Minister Flávio Dino for restricting these payments, comparing his actions to those of former President Collor de Mello during his anti-corruption campaign. The union was formed during the pandemic through online platforms and officially registered nearly four years later. Cordeiro claims the STF is trying to divert attention from scandals within the court and denies most first-instance judges receive excessive benefits. The union has not faced formal opposition to its formation, as the Constitution guarantees the right to unionize for all workers except military personnel.

Bias read (Left): The article frames the issue of judicial salaries as a matter of rights rather than privilege, aligns with the perspective of the newly formed judges' union, and critiques a high-ranking judicial official (Flávio Dino) using strong rhetoric ('new Collor'). This suggests an ideological alignment with

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