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Mario Frias recorded 'Dark Horse' and attended the session in the Chamber on the same day, indicate documents
BR🎭 Culture18 days ago

Mario Frias recorded 'Dark Horse' and attended the session in the Chamber on the same day, indicate documents

Mario Frias, a member of the PL party and a deputy, was filming scenes for the movie 'Dark Horse,' which portrays the former president Jair Bolsonaro, while also attending a session in the Chamber of Deputies on the same day, according to production schedules obtained by the report. Frias played a doctor who treated Bolsonaro after an assassination attempt. According to people involved in the filming, Frias attended the set almost every day between October 20 and December 7 of last year and sometimes arrived using an official car.

O filme *Dark Horse*, produzido em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, tem gerado controvérsias desde sua divulgação. Um documento interno da produção revela que o roteiro original do longa incluía uma jornalista como figura antagonista, associada a uma suposta conspiração contra Bolsonaro. Esse personagem, batizado de "Iara", seria uma jornalista ligada ao Partido Comunista, que teria ajudado a guerrilha de Carlos Lamarca e promovido desinformação para prejudicar o político. A ideia, segundo o documento, visava retratar a percepção de Bolsonaro sobre a imprensa, que ele frequentemente acusa de conspirar contra ele.

O argumento original foi desenvolvido por Mário Frias Filho, atual deputado federal do PL-SP, e assinado também por Walther Neto, da produtora WN Produções. Segundo o texto, o objetivo do filme era "atrair o público para a nossa história e traçar o desenvolvimento de um herói cristão, com foco em sua Missão Divina de transformar o povo brasileiro". O roteiro foi entregue ao diretor e roteirista Cyrus Nowrasteh, que solicitou mais detalhes sobre como os jornalistas teriam contribuído para a "conspiração" contra Bolsonaro. O documento sugere que a jornalista Iara seria uma figura simbólica, representando a percepção de Bolsonaro de que a imprensa o combate.

Frias e Neto trabalharam juntos no desenvolvimento do argumento entre o final de 2022 e 2023. Neto afirma que a jornalista Iara era apenas uma das muitas figuras antagonistas criadas para representar adversários de Bolsonaro, incluindo congressistas e generais. Ele defendeu que a personagem era uma alegoria e não uma representação real da imprensa. Além disso, Neto destacou que a facada de Adélio Bispo, que feriu Bolsonaro em 2018, era apenas um elemento secundário no roteiro original e não tinha o papel central que acabou assumindo no filme final. Por outro lado, Frias não respondeu a solicitações de comentários até o momento da publicação.

A produção do filme também envolveu uma série de eventos que levantam questões sobre conflitos de interesses. Documentos obtidos pela *Folha de S.Paulo* mostram que Frias, além de produtor-executivo, interpretou um médico que cuidou de Bolsonaro após o atentado de 2018. Ele também esteve presente em gravações do filme em São Paulo enquanto participava de sessões deliberativas no plenário da Câmara dos Deputados em Brasília. Em 25 de novembro do ano passado, Frias compareceu a uma sessão presencial no Congresso e, ao mesmo tempo, estava escalado para gravar cenas do filme. O cronograma da produção indica que ele estava disponível para filmagens em São Paulo, com a possibilidade de ser chamado a qualquer momento ("on call").

A produção de *Dark Horse* também enfrenta críticas relacionadas aos custos e fontes de financiamento. Uma perícia privada contratada pela produtora Go Up Entertainment revelou que o filme teve um custo total de aproximadamente US$ 13,4 milhões, ou cerca de R$ 75 milhões. Os gastos foram divididos entre produção no Brasil e nos Estados Unidos, e a produtora afirma que os recursos provêm de fontes privadas. Contudo, há suspeitas de que parte dos recursos possivelmente tenha sido desviado de contratos públicos, especialmente com a Prefeitura de São Paulo. A perícia também menciona o envolvimento do Havengate Development Fund LP, um fundo americano administrado por Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A produtora busca adiar a estreia do filme para evitar associação com a disputa eleitoral, sugerindo que o objetivo é obter reconhecimento internacional, incluindo o Oscar.

Enquanto isso, a polícia investiga se recursos repassados por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, poderiam ter sido utilizados para financiar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Flávio e Eduardo Bolsonaro negam qualquer envolvimento com o filme. A situação continua em aberto, com a produtora avaliando a possibilidade de adiar o lançamento e a polícia aprofundando suas investigações. O filme, portanto, permanece no centro de debates sobre ética, finanças e a influência da mídia na política brasileira.

3 reports

Agência Pública logoAgência PúblicaIndependentLeft18 days ago
Exclusive: Original Dark Horse plot had journalist as enemy number one

The article discusses an internal document from the production of the film 'Dark Horse,' which reveals that one of the film's main objectives was to attack the press and link it to a supposed conspiracy to assassinate Jair Bolsonaro during his 2018 election campaign. The author of the script, now federal deputy Mário Frias Filho, portrays a journalist with ties to the Communist Party as the antagonist, who allegedly supported the guerrilla movement led by Carlos Lamarca and spread disinformation.

Bias read (Left): The article frames the film 'Dark Horse' as an attack on the press and implies a conspiracy theory involving journalists linked to the Communist Party. It presents the film's narrative as biased against the press and suggests a political motive behind the portrayal of journalists as antagonists. The

Folha de S.Paulo logoFolha de S.PauloIndependentCenter18 days ago
Mario Frias recorded 'Dark Horse' and attended the session in the Chamber on the same day, indicate documents

Mario Frias, a member of the PL party and a deputy, was filming scenes for the movie 'Dark Horse,' which portrays the former president Jair Bolsonaro, while also attending a session in the Chamber of Deputies on the same day, according to production schedules obtained by the report. Frias played a doctor who treated Bolsonaro after an assassination attempt. According to people involved in the filming, Frias attended the set almost every day between October 20 and December 7 of last year and sometimes arrived using an official car.

Bias read (Center): The article presents factual information without overtly favoring any political side. It reports on Mario Frias' dual role as an actor and politician, his involvement in the film 'Dark Horse,' and his attendance at a parliamentary session on the same day he was filming. The article does not use emot

Folha de S.Paulo logoFolha de S.PauloIndependentCenter21 days ago
Producer declares spending R$75 million on 'Dark Horse' and can postpone the screening of the film after the wear and tear

The film 'Dark Horse,' produced in honor of former President Jair Bolsonaro, had a total cost of $13.4 million (approximately R$75 million). According to a private audit commissioned by Go Up Entertainment's defense, the production did not receive any public incentives or funding.

Bias read (Center): The article presents factual information about the film's budget and funding without overtly favoring either side. It does not include commentary or framing that suggests a particular ideological stance.

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