Juiz autoriza emissora a não exibir direito de resposta de Erika Hilton no programa de Ratinho
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu suspender uma determinação judicial que exigia que o SBT exibisse um direito de resposta da deputada federal Erika Hilton no *Programa do Ratinho*. A decisão foi tomada pelo juiz Mario Chiuvite Júnior, da 3ª Câmara de Direito Privado, após o SBT pedir a suspensão da medida. O tribunal concluiu que a manutenção da obrigatoriedade de exibir o direito de resposta não causaria danos significativos à deputada, já que apenas adiaria o cumprimento da ordem caso o recurso seja negado.
A situação surgiu após uma decisão anterior do juiz Andre Della Lata Catarxo, que determinou a veiculação do direito de resposta de Erika Hilton em maio de 2025. A determinação ocorreu após Ratinho fazer comentários considerados ofensivos durante seu programa, afirmando que a deputada "não é mulher, é trans" e questionando sua capacidade de liderar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Federal. A deputada, membro do PSOL-SP, alegou que as palavras do apresentador representavam uma negação pública de sua identidade de gênero e eram discriminatórias, possivelmente gerando hostilidade contra ela.
Diante dessa decisão, o SBT recorreu ao Judiciário para tentar rever a obrigação de exibir o direito de resposta. A emissora argumentou que haveria risco de dano grave e irreversível se a ordem fosse cumprida, pois o conteúdo seria veiculado com o mesmo destaque e duração das declarações de Ratinho. O SBT também solicitou efeito suspensivo, buscando evitar que o direito de resposta fosse exibido até o julgamento do recurso. O juiz Chiuvite Júnior acolheu essa solicitação, entendendo que a suspensão não prejudicaria Erika Hilton, já que o direito de resposta só seria exibido caso o recurso fosse negado.
Erika Hilton, por sua vez, alegou que as manifestações de Ratinho ultrapassavam o limite da opinião política ou crítica e envolviam uma negação pública de sua identidade de gênero. Para ela, tais comentários tinham uma carga discriminatória e podiam gerar hostilidade em sua pessoa. A deputada buscou proteger seus direitos de resposta, garantindo que suas palavras fossem ouvidas e respeitadas diante das críticas recebidas.
A questão envolveu diversos elementos jurídicos e sociais, refletindo debates sobre liberdade de expressão versus direitos individuais. Enquanto o SBT defendeu a necessidade de manter o controle sobre o conteúdo exibido em seu programa, Erika Hilton enfatizou a importância de ser ouvida e de ter seu direito de resposta reconhecido. A decisão do juiz demonstra uma tentativa de equilibrar esses interesses, evitando impactos negativos tanto para a emissora quanto para a deputada.
A próxima etapa será o julgamento do recurso apresentado pelo SBT. Se a decisão for mantida, o direito de resposta de Erika Hilton poderá ser exibido em algum momento posterior. Caso o recurso seja negado, a emissora será obrigada a veicular o conteúdo, o que pode gerar novas discussões públicas e reforçar os debates sobre gênero e discriminação no Brasil. A situação continua sendo acompanhada pela imprensa e por grupos de defesa de direitos humanos, que observam como o sistema judicial lida com casos complexos envolvendo identidade de gênero e liberdade de expressão.
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CartaCapitalIndependentCenteryesterday Judge allows Ratinho not to show Erika Hilton's right of reply on BSBTThe Brazilian court judge Mario Chiuvite Júnior, from the 3rd Chamber of Private Law of São Paulo State Court, ruled in favor of the SBT television network, suspending a previous order that required the network to air a response by federal deputy Erika Hilton (PSOL-SP) on the 'Programa do Ratinho'. The initial decision was made by Judge Andre Della Lata Catarxo in June, who ordered the broadcast after Ratinho made offensive comments against Hilton, calling her 'not a woman, but a trans' and questioning her suitability for leading the Committee for the Defense of Women's Rights in Congress. The SBT appealed this decision and requested a suspension, arguing that airing the response could cause immediate and irreversible harm. Judge Chiuvite agreed, stating that the new ruling would only delay the obligation if the appeal is denied, and that it does not harm Erika Hilton. The deputy argued that Ratinho’s remarks constituted a public denial of her gender identity with discriminatory intent capable of inciting hostility.
Bias read (Center): The article presents both sides of the issue: the SBT's legal arguments regarding potential harm and the deputy's claim of discrimination. While the framing leans slightly toward the legal justification provided by the SBT, there is no clear ideological slant or overt editorialization. The judicial裁
Folha de S.PauloIndependentCenter2 days ago Court suspends decision requiring Ratinho to show Erika Hilton's right of replyThe São Paulo court suspended a decision that required presenter Ratinho to display a response video from federal deputy Erika Hilton (PSOL-SP) with the same prominence and duration as the statements made by the presenter in March of this year. The ruling came on Thursday, February 2nd, effectively halting the requirement. This development relates to a legal dispute over the visibility and treatment of responses between public figures. The case highlights ongoing tensions around media representation and the rights of individuals to respond to public statements.
Bias read (Center): The article presents the court's action in a neutral manner, focusing on the legal suspension without overtly favoring either Ratinho or Erika Hilton. It does not include commentary or emotional language that would suggest a clear ideological leaning. The framing remains balanced, emphasizing the法院的
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