A Câmara dos Deputados acelerou significativamente a tramitação do projeto que criminaliza a misoginia, ao aprovar nesta quarta-feira, 1º de julho, o regime de urgência para a votação do texto. Isso significa que o projeto não precisará passar pelas comissões da Casa, permitindo que seja discutido e votado diretamente no plenário. A decisão foi tomada com uma votação de 293 parlamentares a favor e 158 contra, demonstrando um amplo apoio político ao projeto, apesar das resistências de setores conservadores.
O projeto, que busca equiparar a misoginia aos crimes de racismo, já havia sido aprovado pelo Senado em março deste ano. No entanto, enfrentou obstáculos na Câmara, principalmente por conta da oposição de grupos evangélicos e católicos, que solicitaram a inclusão de exceções para cultos religiosos e suas práticas litúrgicas. Essa resistência foi mencionada durante a discussão, com destaque para a posição de parlamentares da bancada de direita, que consideram a proposta uma tentativa de impor uma visão política baseada em ideologias como "woke".
A relatora do projeto, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), desempenhou papel central na elaboração da proposta. Sua versão mais recente revisou a definição de misoginia, substituindo termos como "ódio" ou "aversão" por uma descrição mais ampla e contextualizada. Segundo o texto, a misoginia é definida como a prática, indução ou incitação de menosprezo ou discriminação contra mulheres, quando essa conduta promove violência, nega a igualdade de direitos ou ofende a dignidade feminina em razão da condição de mulher. A proposta também inclui essa forma de conduta dentro da legislação que aborda crimes de preconceito e discriminação, tornando-a inafiançável e imprescritível, similar ao que ocorre com o crime de racismo.
Além disso, o projeto prevê penas de dois a cinco anos de prisão para casos de injúria motivada pela condição de mulher. Quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas, há um aumento na punição. Além disso, o uso de redes sociais ou participação em eventos esportivos, religiosos ou culturais pode resultar em acréscimo de pena, segundo informações divulgadas pelos jornais CartaCapital e Gazeta do Povo.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que a aprovação da urgência reforça o compromisso da Casa com o combate à misoginia e à violência contra as mulheres. Ele enfatizou que a relatora, Tabata Amaral, está trabalhando com todas as bancadas para buscar um acordo e construir um texto que garanta a proteção, o respeito e a dignidade de todas as brasileiras.
Com a aprovação da urgência, espera-se que a votação do projeto aconteça antes do recesso parlamentar de julho, que começa no dia 16. Apesar da oposição de parte da bancada, a proposta parece ter ganho força e está caminhando para se tornar lei, representando um marco importante na luta contra a violência e a discriminação contra as mulheres no Brasil.
2 reports
Gazeta do PovoIndependentLeftFactual 88Objective 652 days ago Câmara dos Deputados aprova regime de urgência para PL da MisoginiaThe Chamber of Deputies in Brazil approved the urgency regime for a bill (PL) that criminalizes misogyny, making it equivalent to racism. The proposal, led by Deputy Tabata Amaral, defines misogyny as practices that promote discrimination against women, leading to imprisonment of up to three years and fines. The bill was supported by President of the Chamber Hugo Motta and has already been approved by the Senate. It includes penalties for using social media or participating in certain events, and aims to address violence against women. The measure faces strong opposition from conservative lawmakers who view it as part of a broader ideological agenda. The vote is expected before the July parliamentary recess.
Bias read (Left): The article frames the legislation as a progressive step toward combating misogyny and gender-based violence, emphasizing support from left-leaning figures like Tabata Amaral and Hugo Motta. It highlights the bill’s alignment with anti-racism laws and portrays opposition as resistance to 'woke'意识形态,
Why these scores (Factual 88 · Objective 65): This article provides detailed facts about the bill’s approval, including vote counts and legal implications. It references the Senate’s previous approval and the changes made by Tabata Amaral. However, it includes terms like 'ideologia woke' which introduces bias, affecting objectivity.
CartaCapitalIndependentLeftFactual 85Objective 702 days ago Câmara acelera tramitação do projeto que equipara misoginia a racismoThe Brazilian Chamber of Deputies approved the urgency of a bill that equates misogyny with racism, allowing it to be directly voted on in the plenary without going through committees. The proposal was already passed by the Senate but has faced resistance in the Chamber, particularly from evangelical and Catholic groups who want exceptions for religious practices. The bill defines misogyny as actions that promote discrimination against women, including violence, denial of equal rights, or offenses to female dignity based on gender. It proposes prison terms of two to five years for insults motivated by a person's gender and increases penalties if committed by multiple individuals.
Bias read (Left): The article frames the legislation as a necessary step to combat misogyny and protect women, emphasizing the importance of equality and dignity. It highlights support from progressive figures like Deputy Tabata Amaral and does not present significant counterarguments or conservative perspectives, as
Why these scores (Factual 85 · Objective 70): The article accurately reports the approval of urgency for the misogyny bill by the Chamber, aligning with the cross-source consensus. It mentions resistance from religious groups and the role of the president and relator. However, it uses emotionally charged language like 'combate à misoginia' and
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